{"id":101,"date":"2006-09-18T15:32:21","date_gmt":"2006-09-18T18:32:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/limc\/wordpress\/?p=101"},"modified":"2006-09-18T15:32:21","modified_gmt":"2006-09-18T18:32:21","slug":"balanco-do-barcamp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/limc\/2006\/09\/18\/balanco-do-barcamp\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o do Barcamp"},"content":{"rendered":"<p>Infelizmente n\u00e3o pude colaborar tanto quanto gostaria com o relato do Barcamp, porque apesar de nerd, n\u00e3o tenho notebook. Aqui v\u00e3o, ent\u00e3o, minhas impress\u00f5es gerais sobre o encontro. Al\u00e9m dos posts da Maria Clara, quem quiser mais detalhes pode acessar o <a href=http:\/\/www.blaz.com.br\/barcamp\/>site agregador<\/a> ou <a href=http:\/\/www.flickr.com\/photos\/tags\/barcampbrasil\/>ver as fotos<\/a>.<\/p>\n<p>O evento foi um sucesso, na avalia\u00e7\u00e3o de todos os participantes. A maioria confessou o ceticismo inicial com a id\u00e9ia de &#8220;desconfer\u00eancia&#8221;, sem hor\u00e1rios fixos nem palestrantes, na sess\u00e3o de encerramento. Eu mesmo disse que minha primeira rea\u00e7\u00e3o foi pensar &#8220;isso \u00e9 coisa de comunista&#8221; e esquecer do site, at\u00e9 a Maria Clara me incentivar a entrar na lista de discuss\u00e3o. Ao trocar e-mails com os interessados no Barcamp, notei que a maioria era de pessoas s\u00e9rias, com experi\u00eancia em colabora\u00e7\u00e3o na Web \u2014 ou ao menos um genu\u00edno interesse \u2014 e algo a dizer. Por isso decidi participar. Sugeri publicar relatos no site oficial, para que nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es as pessoas possam ter uma id\u00e9ia melhor de como funciona uma desconfer\u00eancia.<\/p>\n<p>A grande surpresa \u00e9 que, apesar da falta de uma organiza\u00e7\u00e3o centralizada, o Barcamp n\u00e3o foi muito diferente de uma confer\u00eancia tradicional. As pessoas com algo a dizer subiram ao palco e apresentaram suas id\u00e9ias. Os debates foram t\u00e3o civilizados quanto em qualquer outro evento, inclusive com o indispens\u00e1vel portador de incontin\u00eancia verbal que interrompia a todo mundo. Os &#8220;grupos de trabalho&#8221; se formaram espontaneamente, com discuss\u00f5es de alto n\u00edvel. Bem diferente de minha imagem inicial, de um bando de bichos-grilos fugindo do assunto o tempo inteiro para falar de qualquer livre-associa\u00e7\u00e3o viajandona.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Avorio, o facilitador do Barcamp, se mostrou um pouco desapontado com o fato de que, no primeiro dia, muita gente tenha esperado por decis\u00f5es de cima. De fato os participantes ficaram um tanto perdidos, mas creio que isso \u00e9 natural em um modelo de encontro bottom-up, novo para a maioria. A meu ver, se auto-organizaram no menor tempo poss\u00edvel nesse contexto. No primeiro dia aconteceram &#8220;palestras&#8221; mais ou menos tradicionais, com audit\u00f3rio cheio e especialistas no palco. Por\u00e9m, foi bom para cada um conhecer os interesses dos outros, o que facilitou a forma\u00e7\u00e3o dos GTs no dia seguinte.<\/p>\n<p>O n\u00famero de participantes foi de entre 80 e 100, mais do que o esperado pela organiza\u00e7\u00e3o. Inclusive, mais do que o primeiro Barcamp em Amsterdam reuniu, segundo Andr\u00e9 Avorio. Relatos informam tamb\u00e9m que contamos com maior presen\u00e7a feminina. \u00c9 uma quantidade de gente compar\u00e1vel \u00e0 de muitas confer\u00eancias acad\u00eamicas &#8220;oficiais&#8221;. At\u00e9 maior.<\/p>\n<p>O fato de uma centena de pessoas desconhecidas viajarem por sete horas ou mais para uma confer\u00eancia sem programa\u00e7\u00e3o definida me parece fascinante. Mais fascinante ainda, que essas pessoas se disponham a confiar em desconhecidos o suficiente para dividir um quarto com eles. No caso dos organizadores, fascinante \u00e9 terem confiado seu nome a uma imobili\u00e1ria para o aluguel das acomoda\u00e7\u00f5es, quando nada garantia a presen\u00e7a dos interessados. Embora a m\u00eddia e alguns pesquisadores mais apocal\u00edpticos gostem de pintar o relativo anonimato da Web como um reduto para todo tipo de canalha e gente sem car\u00e1ter, creio que experi\u00eancias como essa mostram o contr\u00e1rio. Assim como na vida real, a maioria das pessoas \u00e9 de bem e, dada a oportunidade atrelada a um interesse pessoal, fica feliz em colaborar. Infelizmente, &#8220;not\u00edcia boa n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia&#8221;, ent\u00e3o em geral temos apenas os relatos negativos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infelizmente n\u00e3o pude colaborar tanto quanto gostaria com o relato do Barcamp, porque apesar de nerd, n\u00e3o tenho notebook. Aqui v\u00e3o, ent\u00e3o, minhas impress\u00f5es gerais sobre o encontro. 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