A discriminação contra pais e mães na área acadêmica afeta as mulheres de maneira mais significativa. - UFRGS - Campus Litoral Norte
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Artigo do movimento Parent in Science, que inclui a professora Rossana Soletti, do Departamento Interdisciplinar da UFRGS Litoral como co-autora, mostra que cientistas mães relataram maior prevalência de preconceito negativo em seus locais de trabalho no Brasil em comparação aos pais.
O trabalho foi realizado com 890 cientistas brasileiros e revelou que as mães relataram uma maior prevalência de viés negativo em seu local de trabalho quando comparadas aos pais. Por exemplo, 63% dos pais, mas somente 35% das mães, concordam completamente que ter filhos não mudou a percepção dos colegas e superiores sobre sua competência e comprometimento com o trabalho. A percepção do viés negativo foi influenciada por gênero e pela situação profissional. Mães com menos de 15 anos de contratação tiveram maior índice de viés negativo.
A maternidade continua sendo um grande fator para a redução da participação das mulheres no mercado de trabalho, no qual a discriminação decorre do preconceito baseado em estereótipos e equívocos sobre o papel das mães em nossa sociedade. Na área acadêmica, a maternidade pode ser percebida pelos colegas como um fator que afeta negativamente o comprometimento e a dedicação das cientistas. O estudo ressalta a importância de abordar esse viés negativo para promover um ambiente científico equitativo que não prejudique as mulheres