Estudantes da UFRGS realizam visita ao Museu e refletem sobre a cultura indígena e imigração. - UFRGS - Campus Litoral Norte
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No dia 04/06/2025 a turma de estudantes na disciplina de Seminário Integrador Vivência Compartilhada III, do Curso de Licenciatura em Educação do Campo – Ciências da Natureza, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Campus Litoral no município de Tramandaí, realizaram uma saída de campo ao Museu da UFRGS em Porto Alegre.

O Museu Universitário é um espaço multidisciplinar que valoriza as pesquisas e difunde o patrimônio cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Realiza exposições, projetos e ações educativas elaborados de forma interdisciplinar voltados para todos os públicos, abordando as pesquisas e discussões acadêmicas desenvolvidas e tematizadas na universidade. Por isso, a turma de estudantes que estão realizando um primeiro ensaio de projetos de pesquisa sobre temas relacionados à Educação do Campo e às Ciências da Natureza puderam vivenciar duas exposições: “Tramas, teias e redes Guarani Mbya e Jurua” e “Porto Alegre Imigrante”.
De acordo com a estudante Kariny Ferri Zwoboda “É notório que, após a visitação das exposições no Museu da UFRGS, trouxe um olhar reflexivo tanto nos assuntos abordados durante a exposição quanto na correlação com o tema que está sendo investigado e elaborado durante o terceiro semestre do Curso no meu projeto de pesquisa”. É possível destacar que a exposição “Tramas, Teias e Redes Guarani Mbya e Jururá” compartilha reflexões sobre tradições, objetos e a visão de mundo a partir de uma trama que se sustenta pela possibilidade de parcerias artísticas e amizades no tempo de vidas humanas. “Uma trama ao Sul do que os juruas (não indígenas) convencionaram chamar de América do Sul, a exposição quer afirmar a re-existência à contínua tentativa de colonização dos corpos-territórios guarani”( https://www.ufrgs.br/museu/kya/).
Já para o estudante Adriano Moccelin Lima a exposição não o surpreendeu no sentido de que a cultura Guarani fosse mostrada completamente conectada à natureza, pois a forma de abordar essa cultura demonstra um coletivo de pessoas envolvidas que respeitam o sujeito, a partir do seu modo de expressão, único e singular e, além disso, valorizando a contribuição do povo Guarani Mbya em sua relação com os Jurua. A intenção da exposição descrita foi a de que: “Compartilhamos aqui o tempo prolongado dessas tramas em processos artísticos, seus afetos, confluências e dissensos”.


Para a professora do Curso, Rejane Ramos Klein, a exposição “Porto Alegre Imigrante”, produzida pela turma de Prática de Exposições, Museológicas 2025/1, com orientação das professoras Vanessa Aquino e Olivia Nery, é de uma sensibilidade incrível. Merece ser destacada como ponto importantíssimo quando pensamos em investigar um tema de pesquisa. Ou seja, a professora aponta a reflexão que os estudantes da turma de Seminário Integrador precisam fazer quando buscam aprofundar seus temas em estudo, pois estão envolvendo em suas pesquisas muitas vezes a comunidade escolar: escolas, turmas de alunos, familiares, entre outros, de forma articulada aos temas. Ou seja, em suas pesquisas encontram-se envolvidos uma diversidade cultural além de diferentes fatores que constituem as práticas e os saberes, que precisam ser considerados a partir de suas especificidades e singularidades. A exposição, apresentada por um estudante do curso de Museologia, carinhosamente chamado de “Kico”, que nos recebeu com muito afeto e dedicação em suas explicações, nos fez refletir sobre esse tema da imigração contemporânea, com um “fenômeno que compreende as migrações de pessoas do sul global nas duas últimas décadas, motivadas por oportunidades de trabalho e estudo, conflitos e desastres naturais.” (https://www.ufrgs.br/museu/poaimigrante/).

A forma como a exposição está organizada sugere que precisamos nos perguntar mais sobre aquilo que naturalizamos em nosso olhar cotidiano, pois tal exposição levanta uma série de “questionamentos sobre como a sociedade porto-alegrense trata os migrantes não europeus, e como essas pessoas enfrentam seu dia a dia repleto de desafios, saudades, sonhos e preconceitos” (https://www.ufrgs.br/museu/poaimigrante/). Fomos convidados a iniciarmos a trajetória nessa exposição a partir da seguinte questão: “A sua vida cabe em uma mala?”


Agradecemos muito a acolhida no museu, a recepção e as explicações muito didáticas e elucidativas dos professores, técnicos e estudantes envolvidos.