{"id":302,"date":"2017-05-05T13:01:35","date_gmt":"2017-05-05T13:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/?page_id=302"},"modified":"2017-05-05T17:05:59","modified_gmt":"2017-05-05T17:05:59","slug":"limitador-de-corrente-trifasico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/?page_id=302","title":{"rendered":"Limitador de Corrente Trif\u00e1sico"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\">Limitador de Corrente Trif\u00e1sico<\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><span class=\"style2\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Limitador de Corrente Supercondutor Trif\u00e1sico de 13,8 kV; 112,5 kVA<\/strong>.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">A limita\u00e7\u00e3o de corrente em um circuito el\u00e9trico, num dado instante, pode ser obtida pelo incremento da imped\u00e2ncia do referido circuito ou pelo desligamento do mesmo naquele instante. O princ\u00edpio b\u00e1sico de um limitador de corrente supercondutor consiste na aplica\u00e7\u00e3o da propriedade de transi\u00e7\u00e3o de um condutor do estado supercondutor para o estado normal. Basicamente tr\u00eas par\u00e2metros s\u00e3o importantes para a manuten\u00e7\u00e3o de um limitador de corrente em estado supercondutor: a corrente cr\u00edtica, a temperatura cr\u00edtica e a densidade de fluxo magn\u00e9tico cr\u00edtico. Sob o ponto de vista pr\u00e1tico e operacional, a propriedade de transi\u00e7\u00e3o dos supercondutores, ou o \u201c<i>quench<\/i>\u201d, funciona como uma chave que habilita ou desabilita uma imped\u00e2ncia que est\u00e1 conectada em s\u00e9rie no circuito, limitando a corrente que passa pelo material no momento em que este deixa de ser supercondutor. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">A utiliza\u00e7\u00e3o de limitadores de correntes baseados em materiais supercondutores apresenta desempenho teoricamente superior \u00e0s solu\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas, pois apresenta efic\u00e1cia e rapidez de chaveamento nos diversos tipos de defeitos el\u00e9tricos. Para que o limitador de corrente supercondutor possa operar h\u00e1 necessidade de um sistema de refrigera\u00e7\u00e3o, a fim de manter o material no estado supercondutor durante a opera\u00e7\u00e3o normal do dispositivo limitador de corrente. O princ\u00edpio da inser\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia de estado normal do supercondutor dar-se-\u00e1 atrav\u00e9s do princ\u00edpio da reflex\u00e3o da imped\u00e2ncia em circuito magneticamente acoplado. Como vantagens o limitador de corrente supercondutor pode-se citar a r\u00e1pida atua\u00e7\u00e3o na limita\u00e7\u00e3o da corrente, baixa imped\u00e2ncia, baixa dispers\u00e3o e indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, peso e volume reduzidos. Como desvantagens podem-se citar o emprego de temperaturas mais baixas do que as usuais, al\u00e9m da necessidade da inspe\u00e7\u00e3o regular. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00a0A utiliza\u00e7\u00e3o de um sistema selado de recupera\u00e7\u00e3o do fluido criog\u00eanico evaporado pode reduzir a reposi\u00e7\u00e3o regular do fluido criog\u00eanico. O limitador constru\u00eddo \u00e9 constitu\u00eddo por um n\u00facleo ferromagn\u00e9tico com tr\u00eas colunas. Em cada coluna h\u00e1 um criostato de vibra de vidro onde est\u00e1 alojado o supercondutor, sob banho de fluido criog\u00eanico, o nitrog\u00eanio l\u00edquido. No exterior do criostato encontra-se o enrolamento de excita\u00e7\u00e3o, pelo qual flui a corrente de carga, j\u00e1 que o limitador \u00e9 conectado em s\u00e9rie na linha de distribui\u00e7\u00e3o. O supercondutor empregado \u00e9 do tipo \u201c<i>bulk<\/i>\u201d na forma de um cilindro de cer\u00e2mica supercondutora com 100 mm de altura por 60 mm de di\u00e2metro e parede de 2mm. Neste prot\u00f3tipo est\u00e1 sendo empregada a cer\u00e2mica supercondutora Bi-2223, de temperatura cr\u00edtica 108 K, fornecida pela <i>Can Superconductors<\/i>. A especifica\u00e7\u00e3o do limitador constru\u00eddo \u00e9 de pot\u00eancia 112,5 kVA e tens\u00e3o de 13,8 kV. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00a0Pelo princ\u00edpio da reflex\u00e3o da imped\u00e2ncia entre os enrolamentos prim\u00e1rio e secund\u00e1rio de um transformador, a imped\u00e2ncia do enrolamento supercondutor, muito reduzida, \u00e9 refletida para os enrolamentos de cobre. Como conseq\u00fc\u00eancia, espera-se que o dispositivo apresente uma imped\u00e2ncia equivalente muito reduzida durante a opera\u00e7\u00e3o em regime permanente. Na ocorr\u00eancia de um curto-circuito a corrente elevada nos enrolamentos de cobre aparece, tamb\u00e9m, no supercondutor, devido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de transforma\u00e7\u00e3o existente entre estes enrolamentos. Nesta condi\u00e7\u00e3o, o enrolamento supercondutor dever\u00e1 transitar para o estado normal aumentando sua resist\u00eancia el\u00e9trica que \u00e9 refletida aos enrolamentos de cobre. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u00a0O projeto possibilitou a capacita\u00e7\u00e3o da equipe do LMEAE, e disponibilizou a constru\u00e7\u00e3o de um equipamento que pode ser empregado para avalia\u00e7\u00e3o e testes em outros tipos de supercondutores e condutores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-307 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/limitador-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/limitador-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/limitador-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/limitador-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-308 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/imagem01-94x300.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/imagem01-94x300.jpg 94w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/imagem01-768x2448.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/imagem01-321x1024.jpg 321w, https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/imagem01.jpg 915w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Limitador de Corrente Trif\u00e1sico Limitador de Corrente Supercondutor Trif\u00e1sico de 13,8 kV; 112,5 kVA. \u00a0A limita\u00e7\u00e3o de corrente em um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":10,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-302","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=302"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/302\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":309,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/302\/revisions\/309"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/10"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lmeae\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}