{"id":116,"date":"2019-05-13T13:00:53","date_gmt":"2019-05-13T16:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/?p=116"},"modified":"2022-08-08T14:36:34","modified_gmt":"2022-08-08T17:36:34","slug":"verdes-anos-a-historia-de-um-filme-e-de-seus-contextos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/verdes-anos-a-historia-de-um-filme-e-de-seus-contextos\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de um filme e de seus contextos"},"content":{"rendered":"\n<p>Resultado de pesquisa realizada pela historiadora Alice Dubina Trusz, <em>Verdes Anos \u2013 Mem\u00f3rias de um Filme e de uma Gera\u00e7\u00e3o<\/em> contextualiza o filme dirigido por Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase e lan\u00e7ado em 1984 dentro de um per\u00edodo de grandes transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais e culturais, e demonstra seu impacto na cena da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do Rio Grande do Sul. Lan\u00e7ado em 2016, o livro deu in\u00edcio \u00e0 linha de publica\u00e7\u00f5es da Cinemateca Capit\u00f3lio numa parceria entre a Secretaria da Cultura de Porto Alegre e a Editora da UFRGS. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p> <br>&#8220;Houve um tempo em que havia &#8216;pouco mais que nada pra pensar&#8217;. Pelo menos alguns assim viveram os seus &#8216;verdes anos&#8217; nos prim\u00f3rdios da cinzenta d\u00e9cada de 1970 no Brasil, descobrindo a &#8216;lei dos corpos&#8217; a &#8216;c\u00e9u aberto&#8217;. No in\u00edcio dos 1980, uma &#8216;malucada toda ahippiando&#8217; decidiu transformar em filme o que havia aprendido &#8216;no meio do sal\u00e3o&#8217; e mostrar como, dan\u00e7ando, conseguiu &#8216;pular o muro&#8217;. Hoje, trinta anos depois, eles amadureceram e t\u00eam muito mais para contar.&#8221; <\/p><cite>Trecho da obra<br><\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O processo de um ano de entrevistas com 27 envolvidos na realiza\u00e7\u00e3o do filme e de busca em arquivos por informa\u00e7\u00f5es sobre os bastidores e a repercuss\u00e3o do lan\u00e7amento de <em>Verdes Anos<\/em> levaram Trusz a dividir o livro em dois blocos. Chamados pela autora de <em>visto de fora<\/em> e <em>visto de dentro<\/em>, o primeiro bloco resgata o contexto social e cinematogr\u00e1fico do per\u00edodo, a repercuss\u00e3o do lan\u00e7amento do filme em reportagens e cr\u00edticas e depoimentos da \u00e9poca que falam sobre o longa-metragem a partir de um aspecto afetivo, enquanto o segundo apresenta os relatos individuais daqueles que participaram ativamente do processo de produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos o conto hom\u00f4nimo de Luiz Fernando Emediato que deu origem ao roteiro e as imagens de cena e bastidores das filmagens. Ao entrela\u00e7ar a hist\u00f3ria do filme com a mem\u00f3ria sobre ele, complementando as <em>vis\u00f5es de fora com as vis\u00f5es de dentro<\/em>, a autora retoma <em>Verdes Anos<\/em> a partir do contexto em que ele estava inserido ao mesmo tempo que d\u00e1 voz para que seus realizadores apresentem as lembran\u00e7as sobre o pr\u00f3prio passado a partir de um olhar do presente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao apresentar o filme a partir desses pontos de vista externos, Trusz consegue captar o esp\u00edrito de um tempo de reabertura pol\u00edtica, recess\u00e3o econ\u00f4mica e entusiasmo com a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica ga\u00facha, situando o papel e a repercuss\u00e3o de <em>Verdes Anos <\/em>dentro deste quadro. Ao resgatar tanto os depoimentos da \u00e9poca de realizadores do filme e intelectuais quanto as cr\u00edticas (que demonstram uma recep\u00e7\u00e3o variada a <em>Verdes Anos),<\/em> a autora enriquece as perspectivas das formas com que ele foi encarado enquanto retrato de uma gera\u00e7\u00e3o.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trusz tamb\u00e9m d\u00e1 espa\u00e7o a esta multiplicidade de pontos de vista ao privilegiar os olhares internos sobre o filme a partir dos relatos da equipe. Divididos em onze t\u00f3picos, como <em>Os encontros<\/em>, <em>A participa\u00e7\u00e3o no Festival de Cinema de Gramado<\/em>, <em>A produ\u00e7\u00e3o independente <\/em>e <em>A produ\u00e7\u00e3o cultural anos 1970-80: experi\u00eancias e legado<\/em>, os depoimentos promovem uma ampla discuss\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es entre fazer art\u00edstico, juventude e autoritarismo. Em sua multiplicidade de vers\u00f5es e percep\u00e7\u00f5es tanto sobre o contexto cultural e pol\u00edtico da \u00e9poca quanto sobre as rela\u00e7\u00f5es \u2013 incluindo as discord\u00e2ncias &#8211; entre o grupo de realizadores do filme, os relatos destacam os impactos das din\u00e2micas interpessoais e econ\u00f4micas sobre este projeto cinematogr\u00e1fico, fortalecendo a sinceridade do livro enquanto documento hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-luminous-vivid-amber-color\"><em>Resenha do livro <strong>Verdes Anos \u2013 Mem\u00f3rias de um Filme e de uma Gera\u00e7\u00e3o<\/strong>, escrito por <\/em>Alice Dubina Trusz <em> e publicado pela <a href=\"http:\/\/livraria.ufrgs.br\/produto\/15223\/verdes-anos-memorias-de-um-filme-e-de-uma-gera-ao\">Editora da UFRGS<\/a> (Porto Alegre, 2016).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:14px\" class=\"has-background has-very-light-gray-background-color\"><strong><em>Sobre o resenhista:<\/em><\/strong><br><br><strong>Guilherme Fumeo Almeida<\/strong> \u00e9 Doutorando no PPGCOM-UFRGS.&nbsp; &nbsp;Bacharel em Comunica\u00e7\u00e3o Social\/Jornalismo e mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o pela mesma institui\u00e7\u00e3o. No momento, desenvolve tese de doutorado sobre o cinema brasileiro realizado durante a ditadura militar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultado de pesquisa realizada pela historiadora Alice Dubina Trusz, Verdes Anos \u2013 Mem\u00f3rias de um Filme e de uma Gera\u00e7\u00e3o contextualiza o filme dirigido por Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase e lan\u00e7ado em 1984 dentro de um per\u00edodo de grandes transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais e culturais, e demonstra seu impacto na cena da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":222,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[379,355,362,376],"tags":[14,15,179,17,13,16],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":317,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116\/revisions\/317"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/lugardelivro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}