Projeto: Os historiadores e seus públicos: regimes historiográficos e leitura da história 
Coordenador: Fernando Nicolazzzi

Descrição: O projeto de pesquisa que aqui se apresenta tem por objetivo investigar teoricamente o papel que a prática da leitura desempenha no processo de legitimação do conhecimento histórico. A partir do desenvolvimento da noção de regime historiográfico como categoria teórica propícia para uma história da historiografia preocupada não apenas com as condições sociais, metodológicas ou discursivas da produção do conhecimento histórico (um lugar, uma prática, uma escrita, segundo o difundido modelo da operação historiográfica de Michel de Certeau), mas também com suas formas de difusão, circulação e recepção, o intuito é oferecer uma reflexão teórica sobre os efeitos do texto de história em seu leitor, os modos pelos quais este se apropria daquele, os mecanismos de persuasão e convencimento realizados, as maneiras pelas quais o leitor acredita no texto que lhe é oferecido etc. Para tanto, serão utilizadas fontes variadas, no jogo sempre proveitoso entre antigos e modernos, valendo-se igualmente das discussões realizadas em outros campos de saber, como a estética da recepção, a fenomenologia e a psicologia da leitura, a teoria e a crítica literárias entre outros. O objetivo é oferecer categorias analíticas para estudos preocupados com os modos pelos quais o saber histórico circula e é apreendido em diferentes contextos sociais e intelectuais.

Bolsistas:

1. Karen Pereira. Lacunas na memória do Holocausto. Início: 2016. Iniciação científica (Graduando em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2. Cristian Cláudio Quinteiro Macedo. Guerra pelo cérebro no Institute Historique de France: uma disputa médica que adentrou o lugar do historiador (1834-1836). Início: 2016. Iniciação científica (Graduando em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

3. João Camilo Grazziotin Portal. O tempo presente em Sarte. Início: 2016. Iniciação científica (Graduando em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

4. Guilherme da Silva Cardoso. (Re)construções e memórias da aids nos anos 1980 e 1990. Início: 2016. Iniciação científica (Graduando em História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.