Querendo entender o funcionamento dos testes rápidos para detecção da COVID-19?

O teste da presença do RNA viral por RT-PCR (PCR em Tempo Real, uma metodologia de Biologia Molecular) é o padrão-ouro para diagnóstico da COVID-19, porém essa metodologia não dá o resultado na hora do exame.

Testes chamados de rápidos são, ao contrário, baseados na detecção de anticorpos (proteínas de defesa do organismo, também conhecidas por imunoglobulinas) contra o vírus. Esses testes rápidos dão o resultado na hora, mas precisam que a infecção já esteja em curso há alguns dias para que haja produção de anticorpos detectáveis.

Cerca de 60 pacientes chineses em recuperação foram testados. Todos apresentaram imunoglobina G (IgG) e apenas 13 foram negativos para imunoglobina M (IgM). Dez pacientes que foram testados em duas semanas consecutivas tiveram diminuição dos dois tipos de imunoglobulina.

Afinal, o que quer dizer isso?

A IgM é produzida na fase aguda da infecção, enquanto a IgG, que também surge na fase aguda, é mais específica e serve para proteger a pessoa de futuras infecções, permanecendo por toda a vida.

Os autores comentam que os pacientes de COVID-19 irão desenvolver imunidade após a infecção, porém a duração da proteção dos anticorpos contra o SARS-CoV-2 ainda precisa ser investigada.

Pesquisas de níveis de anticorpos na população podem ajudar a entender quantas pessoas foram infectadas e permitir a avaliação do perfil epidemiológico da COVID-19.

ANVISA APROVA OITO NOVOS TESTES DE DIAGNÓSTICO PARA COVID-19

FONTE: Detection of antibodies against SARS‐CoV‐2 in patients with COVID‐19. Zhe Du, Fengxue Zhu, Fuzheng Guo, Bo Yang, Tianbing Wang. Journal of Medical Virology.:03 April 2020 https://doi.org/10.1002/jmv.25820.