O que o genoma (material genético) do SARS-CoV-2 pode nos dizer?

Apesar da taxa de letalidade do SARS-CoV-2 (vírus responsável pela COVID-19) ser menor do que a dos dois coronavírus relacionados a ele que causaram epidemias recentemente (o da SARS em 2002/2003 e o da MERS, que surgiu em 2015 e é responsável por um surto atual na Península Arábica), o SARS-CoV-2 é mais infeccioso e pode ser transmitido por indivíduos assintomáticos ou pré-sintomáticos.

À medida que a epidemia de COVID-19 progride, o genoma dos vírus circulantes tem sido sequenciado. Como esperado, os genomas das primeiras amostras chinesas revelaram-se muito similares, mas atualmente já são detectados grupos de vírus contendo variações genéticas entre eles.

Essa variação genética irá nos ajudar a ver a disseminação do vírus pelo planeta e avaliar de onde os casos foram importados, auxiliando os estudos de epidemiologia (ciência que estuda a evolução das doenças). Porém, à medida que a epidemia crescer, será impossível traçar cadeias diretas de transmissão entre as pessoas devido à alta capacidade de disseminação do vírus.

ESSAS INFORMAÇÕES VÃO SER MUITO IMPORTANTES PARA O ESTABELECIMENTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE RELACIONADAS À COVID-19.

FONTE: A Genomic Perspective on the Origin and Emergence of SARS-CoV-2. Zhang Y-Z and Holmes E C. Cell (2020), https://doi.org/10.1016/j.cell.2020.03.035

2 respostas para “O que o genoma (material genético) do SARS-CoV-2 pode nos dizer?”

  1. Bom ha verdade nisso tudo é que mesmo se descubrir a cura muitas pessoas morrerão isso é uma forma dificil de enfrentar a morte, mas em todo o caso existe uma solução que é contaminar a água publica com o antidoto sendo assim mais facil a disseminação do virus ou sobrecarregamento em nuvens periodicamente.

    1. Prezado John, não existe, até o momento, nenhum tratamento ou vacina para a COVID-19. Assim que existir uma vacina, ela será disponibilizada para a população, provavelmente, havendo uma campanha de vacinação muito semelhante à campanha da Influenza. Em relação aos meios de disseminação intencional do vírus que você mencionou, provavelmente não funcionariam, além de que não são necessários, já que esse vírus tem uma alta taxa de contágio e se dissemina facilmente de uma pessoa para outra. Como não há tratamento nem vacina disponíveis, a contaminação intencional de pessoas não é uma atitude segura a ser adotada. Além disso, se muita gente se contamina ao mesmo tempo, aí sim morrerão muito mais pessoas, além dos mais susceptíveis, pelo simples fato de não ter leitos e aparelhos para todos ao mesmo tempo. Esta situação já está ocorrendo em alguns estados de nosso país, infelizmente. Por isso o afastamento social ainda é a melhor medida para prevenção de infecção e de mortes.

Os comentários estão desativados.