Artigo analisou a taxa de duplicação da COVID-19 em oito países.

Foi realizada uma análise com o objetivo de avaliar a relação entre a variação da taxa de duplicação da COVID-19 com fatores como geografia, cultura, governo, economia e turismo. Foram analisados dados de oito países muito afetados pela COVID-19, incluindo o Brasil. Os dados foram retirados da plataforma https://www.worldometers.info/coronavirus/, que disponibiliza dados de casos e mortes por país.

Em relação ao Brasil, a taxa de duplicação estava em alarmantes 54 horas (pouco mais de dois dias). No dia 21 de março, o estado de São Paulo realizou um lockdown e serviços não essenciais foram fechados por duas semanas. Esse lockdown ajudou a melhorar a taxa de duplicação para quatro dias e meio. Porém, à medida que os casos se espalharam e o sistema de saúde do país ficou sobrecarregado, a taxa de duplicação voltou a aumentar.

A taxa de duplicação é largamente afetada pelas medidas preventivas adotadas, como lockdown e a atitude dos cidadãos. Países com economia fraca sofreram mais devido ao baixo financiamento do seu sistema de saúde e à migração da população, o que aumento a disseminação do vírus). Desemprego e trabalhos instáveis também fazem com que as pessoas tenham que desobedecer ao lockdown por conta de suas necessidades diárias para sobreviver.

Essa pandemia tem demonstrado vários defeitos e fraquezas dos nossos sistemas de saúde, organizações políticas e economia, fornecendo inúmeras lições para melhoria das abordagens para lidar com epidemias similares.

FONTE: Mishra D, Haleem A, Javaid M, Analysing the behaviour of doubling rates in 8 major countries affected by COVID-19 virus, Journal of Oral Biology and Craniofacial Research (2020),doi: https://doi.org/10.1016/j.jobcr.2020.08.007.