Esforços para o desenvolvimento de uma vacina para a COVID-19: 2ª parte.

Quer saber como as vacinas que estão sendo desenvolvidas contra o SARS-CoV-2 funcionam? A seguir, uma breve descrição.

1-Vacinas inativadas: Tecnologia tradicional de produção de vacinas. A partícula viral é inativada por uma substância química (propionolactona), que elimina a sua infectividade, mas mantém a imunogenicidade (capacidade de uma substância provocar uma resposta imune).

2-Vacinas baseadas em vetores virais expressando a proteína Spike (S):

2.1-Vírus da estomatite vesicular (VSV): O VSV é um patógeno veterinário, cuja replicação no ser humano é rapidamente controlada. Existem duas vacinas sendo desenvolvidas com essa tecnologia. A primeira usa o VSV competente para replicação (capaz de se replicar) no qual foi inserida a sequência referente à proteína S. A outra usa o VSV atenuado (com baixo potencial patogênico), considerado um pseudovírus. Esse pseudovírus também contém a sequência da proteína S.

2.2-Adenovírus: É usado um adenovírus com defeito na replicação e expressando a proteína S. O adenovírus usado não tem um gene viral essencial necessário para a propagação do vírus, combinando a segurança de uma vacina com vírus inativado com uma alta imunogenicidade.  Devido à expressão dos antígenos dentro da célula infectada, são capazes de apresentar os epítopos virais ao sistema imunológico. Existem duas vacinas, pelo menos, baseadas no uso de adenovírus.

3- Vacinas de ácidos nucleicos (DNA ou mRNA): Contêm sequências da proteína Spike. As vacinas de DNA têm que ser transcritas em mRNA pela maquinaria genética do hospedeiro (transcrição), enquanto as de mRNA já estão prontas para uso no processo celular da tradução (processo de formação de proteínas com base na sequência do mRNA).

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COM TANTAS CANDIDATAS A VACINA, UMA TEM QUE FUNCIONAR!

FONTE: Efforts towards a COVID-19 vaccine. Harald Brüssow. Environmental Microbiology; n/a(n/a), 2020. doi: 10.1111/1462-2920.15225.