Pesquisadores brasileiros publicaram os resultados sobre o uso da azitromicina em pacientes graves de COVID-19.

Foi realizado um estudo clínico randomizado em 57 centros no Brasil, denominado COALIZÃO II, para avaliação sobre o uso de azitromicina e a evolução clínica dos pacientes. Foram avaliados pacientes admitidos ao hospital com COVID-19 confirmada ou suspeita e que tinham um critério adicional de severidade: uso de suplementação de oxigênio, cânula nasal ou ventilação mecânica. Os pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um grupo recebeu azitromicina e o outro não recebeu. Os dois grupos receberam o tratamento padrão realizado nos respectivos hospitais. Os principais resultados avaliados foram o estado clínico aos 15 dias e a mortalidade aos 29 dias.  

Entre os pacientes com COVID-19 confirmada, não houve diferença entre o grupo com azitromicina e o sem azitromicina em relação à classificação do estado clínico aos 15 dias ou à mortalidade aos 29 dias. Também não houve diferença no número de dias sem ventilação mecânica, número de dias de internação ou proporção de efeitos adversos.

Os autores concluíram que a adição de azitromicina ao tratamento padrão não é melhor do que uso do tratamento padrão sozinho.

FONTE: Azithromycin in addition to standard of care versus standard of care alone in the treatment of patients admitted to the hospital with severe COVID-19 in Brazil (COALITION II): a randomised clinical trial. Remo H M Furtado et al. The Lancet. September 04, 2020. DOI:https://doi.org/10.1016/S0140-6736(20)31862-6.