Telemedicina na pandemia de coronavírus.

Contribuição: Júlia dos Santos Barcellos (Biomédica graduada pela UniRitter) e Dr. Tiago Degani Veit (Professor do Depto. de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFRGS)

Com a rápida propagação da COVID-19 e com locais como hospitais e postos de saúde tornando-se potenciais fontes de contágio, os meios alternativos de auxílio ao paciente vêm se tornando opções cada vez mais desejáveis para evitar a propagação do vírus e proteger pacientes e profissionais da saúde. Ferramentas específicas para apoiar a gestão de surtos, como triagem, check-in eletrônico, requisições, teleorientação, análise de dados em tempo real e recursos de telemedicina são necessários, enquanto mantêm atendimentos médico especializados de alta qualidade.

Nos últimos anos, a telemedicina começou a ser utilizada por vários países no mundo e a ser mais aceita, apesar de um passado de desafios e resistência. Porém, com a pandemia da COVID-19, a utilização dessa plataforma se tornou essencial mundialmente, como uma forma de orientar pacientes, comunidade, e equipes médicas. Um exemplo muito bem sucedido e documentado foi o do uso da telemedicina como elemento central na estratégia de controle da epidemia na província de Shandong, na China, com o uso de plataformas que permitiam a pronta comunicação de pacientes com equipes médicas 24h por dia, portais de esclarecimento da população e ferramentas de treinamento remoto e de troca de informações online, o que pode ter contribuído para a baixa taxa de mortalidade da província frente ao resto do país. Nos Estados Unidos, a CMS (U.S. Centers for Medicare & Medicaid Services) vem expandindo desde março deste ano seu acesso à telemedicina para atendimentos aos pacientes diretamente de suas casas em todo o país incluindo especialidades como clínico geral, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais especializados na área clínica. Outros países vêm seguindo a mesma linha.

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