Análise da curva epidemiológica em profissionais de saúde de um hospital no Rio de Janeiro.

Pesquisadores do Rio de Janeiro publicaram um artigo na plataforma de preprints medRixv (ainda não avaliado para publicação oficial em uma revista científica) com a intenção de descrever a curva epidêmica de contaminação de funcionários do Instituto Nacional de Cardiologia durante a pandemia de COVID-19.

Os testes dos funcionários focaram na identificação precoce dos indivíduos infectados, redução da contaminação cruzada para outros funcionários, pacientes e familiares, redução do absenteísmo e planejamento da substituição dos funcionários doentes. Funcionários com quaisquer sintomas respiratórios, diarreia, febre, anosmia ou mialgia foram testados por RT-PCR do terceiro ao décimo dia da doença. Funcionários positivos ou com sintomas foram removidos do trabalho por 14 dias.

Um total de 613 testes foram feitos em 548 funcionários entre 23 de março e 04 de junho de 2020. Foram obtidos 280 testes positivos (quase 46% de positividade), representando 12% dos funcionários do hospital. Um total de 3,7% dos testes foram inconclusivos e tiveram que ser repetidos. Devido à limitada disponibilidade de testes no início da pandemia, foi necessário restringir os testes apenas para funcionários sintomáticos.

O hospital representa um microcosmo da cidade do Rio de Janeiro, com funcionários apresentando perfis de risco variados, habitando regiões diferentes na cidade e pertencendo a grupos socioeconômicos diferentes. O comportamento da epidemia dentro do hospital pode espelhar o que estava ocorrendo na cidade. A curva epidêmica mostrou uma redução clara no número de indivíduos sintomáticos positivos após a primeira semana de maio, demonstrando uma redução na infecção dos funcionários. Apesar da disponibilidade de equipamentos de proteção individual, da rápida identificação dos funcionários doentes e do treinamento provido pelo hospital, a taxa de positividade observada até junho era considerada alta.

O Brasil apresentou altas taxas de contaminação e mortalidade entre profissionais de saúde, especialmente enfermeiros. É também importante notar que os profissionais trabalham em vários hospitais públicos e privados, atuando como vetores de transmissão do vírus entre as unidades. Os casos de infecção entre profissionais de saúde no Instituto Nacional de Cardiologia precederam a hospitalização do primeiro paciente com COVID-19 nesse hospital, refletindo uma provável contaminação a partir de outra unidade de saúde ou da comunidade.

FONTE: Epidemic Curve of Contamination in a Hospital That Served as Sentinel of the Spread of the SARS-Cov-2 Epidemic in the City of Rio de Janeiro. Marisa Santos, Tereza Cristina Felippe Guimarães, Helena Cramer, Fabiana Mucillo, Izabella Pereira da Silva Bezerra, Raiana Andrade Quintanilha Barbosa, Tais Hanae Kasai Brunswick, Adriana Bastos Carvalho, Glauber Monteiro Dias, Aurora Issa, Adriana Bastos Carvalho, Antonio Carlos Campos de Carvalho. medRxiv preprint doi: https://doi.org/10.1101/2020.10.19.20215079.t

Uma resposta para “Análise da curva epidemiológica em profissionais de saúde de um hospital no Rio de Janeiro.”

  1. Alguns vídeos mostram que profissionais de saúde lá usam vários itens de EPI, tipo 3 luvas, meias, toucas, viseira, etc.
    No resto do mundo, mal se usa uma máscara.
    Já vi medico em hospital sem máscara.
    Já vi em hospital vários funcionários aglomerados, falta de distanciando, quem está numa recepção esperando ser atendido passam varios pacientes e funcionários em trânsito..
    Distanciamento não.é mantido.
    No início da pandemia , minha ideia era de que o ideal seria manter os profissionais de saúde alojados nos hospitais ou em locais próximos tipo hotéis vazios.
    Não faz sentido profissionais da saúde pegando ônibus, trens, metrô. Ou levando ou trazendo coronavirus de ou para dentro de suas casas.
    Percebi no mundo todo um efeito manada.
    Fecha comércio mas o resto continua normal.
    Pode ir à padaria, farmácia, supermercado todos os dias.
    Pode ir caminhar na rua todos os dias.
    Motoboys podem circular.
    Profissionais de farmácia, supermercados, restaurantes se deslocam de casa para o trabalho todos os dias .
    Decisões.de cima para baixo sem qualquer discussão .
    No Brasil, milhões de pessoas.nas loterias para receber o auxílio emergencial.

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