Respostas a algumas perguntas sobre as vacinas para COVID-19 – Parte 1.

Preparamos um extrato do artigo recém-publicado na Science News. Leia o artigo na íntegra aqui.

O sucesso recente de algumas vacinas contra o coronavírus em testes clínicos em estágio final nos aproximou do fim da pandemia – um vislumbre de esperança em um longo ano vivendo com o vírus. Aqui está o que você deve saber sobre essas primeiras vacinas e o que seu lançamento pode significar.

P: Você ainda pode ser infectado e infectar outras pessoas, se for vacinado?

R: Possivelmente. Nenhuma das vacinas testadas até agora foi 100% eficaz, então algumas pessoas vacinadas ainda podem pegar o coronavírus.

Além do mais, não foi testado se as vacinas evitam que as pessoas sejam infectadas com o vírus. Em vez disso, esses testes se concentraram em saber se as pessoas estavam protegidas do desenvolvimento de sintomas de doenças. Isso significa que não está claro se as pessoas vacinadas ainda podem desenvolver infecções assintomáticas – e, portanto, ainda ser capazes de espalhar o vírus para outras pessoas.

Em geral, algumas vacinas são mais eficazes na redução da gravidade da doença do que na redução da transmissão. Embora essas vacinas COVID-19 iniciais provavelmente tenham algum efeito sobre a transmissão, ainda não se sabe o quanto ou se uma vacina é melhor na redução da disseminação do vírus do que outra. 

É importante lembrar que você não pode pegar COVID-19 diretamente com as vacinas que estão sendo avaliadas agora, pois nenhuma delas contém o vírus completo.

P: Então, como essas vacinas são úteis?

R: Essas vacinas parecem reduzir a probabilidade de uma pessoa desenvolver sintomas se estiver infectada, bem como a gravidade da doença. Isso poderia ser uma enorme ajuda para manter as pessoas fora dos hospitais, evitando mortes e talvez reduzindo alguns dos efeitos colaterais de longo prazo do COVID-19. Isso inclui problemas cardíacos e pulmonares que algumas pessoas desenvolvem após um surto da doença.

É verdade que uma vacina ideal reduziria muito o risco de transmissão. Mas nem todas o fazem. As vacinas contra a gripe, por exemplo, podem não proteger contra todas as infecções, especialmente quando essas vacinas não correspondem perfeitamente às cepas de vírus que circulam a cada ano. Outras vezes, as injeções diminuem a chance de infecção, mas não a eliminam completamente porque os vírus da gripe sofrem mutações rapidamente e podem passar pelas defesas imunológicas erguidas até mesmo por vacinas bem adequadas. Mas mesmo vacinas imperfeitas podem tornar as doenças da gripe menos graves.

NÃO PERCA A CONTINUAÇÃO AMANHÃ.

Fonte: Here are answers to 6 burning questions about COVID-19 vaccines. Tina Hesman Saey and Jonathan Lambert. Science News DECEMBER 9, 2020.

4 respostas para “Respostas a algumas perguntas sobre as vacinas para COVID-19 – Parte 1.”

  1. Gostaria de saber fiz o IGG deu reagente, porém apresentei sintomas ainda estou sem alfato , paladar e fanha, fiz o PCR e deu não detectado. Como devo proceder estou com atestado de dose dias.

    1. Olá Ivany,
      Se já passaram 10 dias do início dos sintomas e estás sem febre há mais de 3 dias, podes deixar o isolamento. Depois de sair da isolamento, mantenha as medidas de proteção e distanciamento. Espero ter ajudado.

  2. Eu gostaria de saber se existe uma vantagem muito significativa de se tomar uma vacina com 95% de eficácia, por exemplo a da Pfizer, ou de se tomar uma com 62% de eficácia, como a de Oxford. Pelo que eu entendi até agora, talvez o mais importante seja o fato de que você pode até ser infectado por esse novo Coronavirus, mas a vacina não te levar a ter a forma grave da doença, pois pelas declarações do CEO da AztraZeneca, a vacina protegeu 100% as pessoas de terem a forma grave da doença e nenhuma que tomou a vacina precisou ser internado. É isso, ou não?

    1. Olá Valério,
      É isso. O mais importante, a nível comunitário, é conseguir transformar uma doença perigosa em uma doença “chata”. É claro que, para alcançar esse objetivo, tomar uma vacina com 95% de eficácia te dá mais chances, em teoria. Outros fator a ser considerado é: para que grupo de pessoas cada vacina é indicada, e nem todas as vacinas tiveram cobertura de todas as faixas etárias (para cotar um exemplo de divisão de gurpos de pessoas) nos seus ensaios clínicos. Afora isso, a realidade dos fatos nos leva a crer que algumas vacinas estarão disponíveis antes de outras e, caso não haja contraindicações, o melhor a fazer será aplicar a primeira vacina disponível pelo SUS. Espero ter ajudado.

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