O shutdown por conta do coronavírus não precisa ser tudo ou nada: parte 1.

Vejam o que diz essa matéria da Science News. Preparamos um extrato para vocês. Leiam a matéria original aqui.

Embora milhões tenham ficado em casa na primavera passada, esperando o verão para se recuperar do vírus, os especialistas temiam que um aumento ainda maior estivesse se aproximando. Conforme os casos e hospitalizações atingem níveis recordes na Europa e nos Estados Unidos, os líderes estão sendo forçados a tomar decisões difíceis sobre o que fechar e quando.

Mas os cientistas têm estudado o que funcionou e o que não funcionou nos primeiros meses da pandemia, revelando algumas abordagens promissoras. Uma nova pesquisa sugere que focar no fechamento ou redução da capacidade em pontos críticos de transmissão, mantendo abertas partes menos arriscadas da economia, pode conter aumentos exponenciais dos casos, ao mesmo tempo que minimiza os danos à economia. 

Mas essas abordagens funcionam apenas se os governos estabelecerem diretrizes claras e as pessoas as seguirem. Mesmo as intervenções mais inteligentes serão oprimidas se implementadas tarde demais em meio à transmissão desenfreada dentro de uma comunidade.

Aqui está uma visão mais detalhada do que pode funcionar e do que não funciona.

O que não fazer: o que não funcionou

Em retrospectiva, algumas das medidas promulgadas nos primeiros dias da pandemia pouco fizeram para contê-la. Verificações de temperatura e limpeza profunda de superfícies públicas surgiram como duas medidas amplamente ineficazes.

Em 56 países diferentes, incluindo os Estados Unidos, cientistas avaliaram como mais de 6.000 diferentes intervenções afetaram as taxas de infecção nas semanas após a promulgação. O que eles encontraram é compatível com o que aprendemos sobre o vírus e como ele se espalha.

Verificações de temperatura, em passagens de fronteira ou aeroportos, não são especialmente eficazes porque as pessoas costumam ser contagiosas bem antes do início dos sintomas. A limpeza profunda de locais públicos, como vagões de metrô, parecia prudente no início, mas as evidências sugerem que tocar em superfícies compartilhadas não é um grande motivador de eventos de transmissão. Em vez disso, o coronavírus se espalha mais facilmente pelo ar.

VEJAM A CONTINUAÇÃO NO NOSSO POST DE AMANHÃ.

Fonte: Coronavirus shutdowns don’t need to be all or nothing. Jonathan Lambert. Science News 25 de novembro de 2020.

2 respostas para “O shutdown por conta do coronavírus não precisa ser tudo ou nada: parte 1.”

  1. Boa tarde, fiz o PCR no dia 20/12, deu positivo, meu isolamento é até dia 31/12, estou bem, saturação normal, sem febre e apesar de estar sem olfato e paladar tenho fome, mas sinto muito sono e durmo muito bem, esse sono em excesso faz parte dos sintomas?Obrigada por me responder.

    1. Olá Rosa,
      Pode ser uma consequência da infecção, mas não necessariamente de infecção ativa. Se estás 3 dias sem febre e outros sintomas melhoraram, podes deixar o isolamento. Mantenha as medidas de distanciamento e proteção. Monitore esses sintomas que persistiram, e caso continuem incomodando, consulte um médico. Espero ter ajudado.

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