O shutdown por conta do coronavírus não precisa ser tudo ou nada: parte 3.

Terceira e última parte do extrato da matéria da Science News que preparamos para vocês. Leiam a matéria original aqui.

Faça: Reduza a aglomeração

No geral, a maioria das infecções ocorreu em um pequeno número de lugares. Em Chicago, por exemplo, os cientistas descobriram que 85% das infecções ocorreram em lugares fora de casa, incluindo restaurantes e academias de ginástica. Mas 80% dessas infecções poderiam ser evitadas limitando-se a ocupação máxima em qualquer momento a 20% do normal.

Limitar a ocupação é especialmente importante em bairros de baixa renda. Os residentes desses bairros distanciam-se socialmente menos devido a demandas relacionadas ao trabalho, e a análise dos cientistas previu taxas de infecção mais altas em determinados locais. Uma única ida ao supermercado é duas vezes mais perigosa para uma pessoa de baixa renda do que para uma pessoa de alta renda em oito das 10 áreas metropolitanas analisadas nos EUA. As famílias de baixa renda vão para lojas que estão mais densamente lotadas do que as famílias mais ricas e ficam mais tempo.

Faça: Agir cedo

Embora fechamentos direcionados possam funcionar, essas ferramentas mais precisas só são eficazes se implementadas antes que a disseminação do vírus pela comunidade decole. Para cada dia em que as medidas de distanciamento social são adiadas, as cidades precisam em média de dois dias e meio a mais de restrições para conter um surto. Esperar uma semana para agir não significa apenas que as coisas provavelmente parecem piores em termos de hospitalizações, mas também pode significar que teremos que fechar por mais duas semanas e meia a mais.

VAMOS FAZER A NOSSA PARTE: VAMOS EVITAR AGLOMERAÇÕES E CONTINUAR COM OS CUIDADOS BÁSICOS, COMO USO DE MÁSCARAS E LAVAGEM FREQUENTE DAS MÃOS.

Fonte: Coronavirus shutdowns don’t need to be all or nothing. Jonathan Lambert. Science News 25 de novembro de 2020.