CARACTERÍSTICAS INTRÍNSECAS
Objeto: Busto de Manoel André da Rocha
Categoria: Escultura
Subcategoria: Escultura de Vulto
Tipo de Escultura de Vulto: Busto sobre pedestal
O Busto identifica um tipo de representação em vulto da parte superior do corpo humano, incluindo o pescoço, o peito e costas. Os bustos são monumentos comemorativos que podem participar da decoração interior ou exterior de um edifício ou de um espaço em praças e parques.
Autoria e Produção: Mário Arjonas, 1995
Local de Execução: Fundição Usina do Bronze
Datação: Janeiro, 2002 (data provável)
Material: Pedestal: Inorgânico – Granito preto polido
Busto: Inorgânico – Liga metálica: Bronze (Liga de cobre e de estanho)
Informação Técnica: Fundição e Técnica de Escultura.
Processo Técnico: Processo de esculpir em metal realizada por meio de processo indireto (fundição).
Descrição: A obra apresenta um retrato realista do homenageado, com olhar elevado e expressão solene, transmitindo autoridade e contemplação. O bigode espesso e o cabelo cuidadosamente esculpido reforçam o caráter individualizado da fisionomia. O pescoço é visivelmente alongado, contribuindo para a verticalidade do conjunto e acentuando a imponência da figura. A vestimenta esculpida exibe com destaque um colar de flores simbólicas, que pode representar uma honraria ou insígnia acadêmica, conferindo à imagem um caráter cerimonial. A superfície do bronze apresenta pátina esverdeada, típica da oxidação natural ao longo do tempo, o que acrescenta profundidade ao volume e marca o envelhecimento da matéria.
Altura: 64 cm
Largura: 26 cm
Profundidade: 28 cm
Altura: 1,61 m
Largura: 37,5 cm
Profundidade: 37,5 cm
Nascido em Natal (RN), em 20 de março de 1860, era filho de Manoel André da Rocha e Nemésia das Mercês Rocha. Realizou estudos preparatórios em Natal e, em 19 de novembro de 1883, graduou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, onde foi colega de Germano Hasslocher, João de Barros Cassal e José Maria Gonçalves Chagas. Antes da colação de grau, foi nomeado Promotor Público de Macau (RN) em março de 1883.
Em junho de 1885, assumiu o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos de Canguçu (RS), para o qual foi reconduzido em 28 de junho de 1889, permanecendo na função até 17 de fevereiro de 1890. Retornou, então, ao Rio Grande do Norte para exercer o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Trairi. No mesmo ano, foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Lagoa Vermelha (RS) por decreto datado de 1º de julho de 1890. Com a queda do governo Júlio de Castilhos, em 1891, afastou-se da magistratura, atuando como advogado até 30 de janeiro de 1893, quando foi reintegrado ao Judiciário em decorrência do retorno de Castilhos ao poder. Em 25 de janeiro de 1896 foi removido para Porto Alegre.
Na capital, integrou diversas vezes o Supremo Tribunal do Estado. Em 11 de fevereiro de 1903, foi nomeado Desembargador, ocupando a vaga deixada por Borges de Medeiros. Assumiu interinamente a Chefia de Polícia do Estado em 17 de março de 1904 e, em novembro deste mesmo ano, foi nomeado Procurador Geral do Estado, função exercida até 31 de maio de 1921, quando foi eleito Presidente do Supremo Tribunal do Estado, cargo que permaneceu até sua aposentadoria em julho de 1935.
Participou da fundação da Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre, da qual foi Diretor a partir de 16 de novembro de 1904, permanecendo no cargo até 30 de março de 1936, já sob a incorporação da instituição à Universidade de Porto Alegre. Atuou como docente das disciplinas de Direito Comercial e Teoria e Prática do Processo Civil e Comercial. Em 3 de dezembro de 1934, foi nomeado primeiro Reitor da Universidade de Porto Alegre. Também integrou o grupo fundador da Escola de Comércio, atual Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, exercendo a função de seu primeiro diretor, além de ter lecionado Latim no Ginásio do Rio Grande do Sul (atual colégio Júlio Castilhos). Faleceu em Porto Alegre em 25 de agosto de 1942.
Pesquisa: Daiane Brum Bitencourt