Laboratório de Paleobotânica

Um pouco de nossa história

A história do Laboratório de Paleobotânica do DPE-IGeo-UFRGS está diretamente ligada à trajetória da Dra. Margot Guerra-Sommer, que começou ainda na metade da década de 70, quando foi contratada como docente na UFRGS,. A partir daí, com auxílio de colegas como o Dr. Carlos Bortoluzzi e a Dra. Zuleika Corrêa da Silva, a Profa. Margot não só deu início à linha de pesquisa em Paleobotânica na universidade (em nível de graduação e de pós-graduação), como estruturou o Laboratório de Paleobotânica e a coleção de Paleobotânica, hoje vinculada ao acervo do “Museu de Paleontologia Irajá Damiani Pinto”. Posteriormente, a partir da sua aposentadoria no final da década de 90, o Dr. Roberto Iannuzzi assumiu a responsabilidade pelo laboratório e pela coleção de paleobotânica, situação que permanece até hoje.

No acervo da coleção há todos os tipos de megafósseis de plantas (impressões, compressões, permineralizações-petrificações, moldes-contramoldes, mumificações) e alguns microbialitos, mas também mesofósseis de cutículas, por exemplo. Constitui uma significativa coleção, com cerca de cinco mil amostras catalogadas, predominando espécimes coletados em depósitos do Rio Grande do Sul que pertencem a “Flora Glossopteris”, do Permiano, e a “Flora Dicroidium”, do Triássico. Porém, há amostras que vão do Devoniano ao Quaternário, provenientes de várias bacias sedimentares e estados brasileiros, e mesmo de outros países da América do Sul, como Bolívia e Peru. Ainda existe uma coleção didática constituída não só por algumas amostras do material supracitado, mas, principalmente, por amostras doadas por instituições da Europa, i.é Alemanha e França, e dos Estados Unidos, bem como da Argentina.

 

Por fim, a coleção possui alguns espécimes tipos e parátipos, referentes a táxons erigidos para estratos no Rio Grande do Sul, destacando-se aqueles provenientes do Permiano Inferior da Bacia do Paraná, tais como: Phyllotheca brevifolia, Phyllotheca longifolia, Coricladus quiterensis, Lycopodites riograndensis e Noeggerathiopsis brasiliensis. Todos os espécimes estão catalogados sob o prefixo MP-Pb que significa “Museu de Paleontologia-Paleobotânica”.

Responsáveis:

Dr. Roberto Iannuzzi (roberto.iannuzzi@ufrgs.br)