Laboratório de Microfósseis Calcários

Essa imagem a logo do laboratório, que é composta por conchas de diversos seres.

História da pesquisa em ostracodes / História da pesquisa em foraminiferos

Ostracoda

Jones (1860) publicou o primeiro artigo sobre ostracodes do Brasil, onde tratou da morfologia e sistemática de algumas espécies da Bacia do Recôncavo, Cretáceo da Bahia. Entretanto, foi apenas a partir da década de 1950 que teve início em nosso país o estudo regular destes crustáceos, destacando-se os trabalhos do grupo coordenado pelo Prof. Dr. Irajá Damiani Pinto, do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Neste departamento também trabalharam por várias décadas as ostracodologistas Dra. Ivone Purper, Dra. Lilia Pinto de Ornellas, M.Sc. Sônia Bender Kotzian e Dra. Yvonne T. Sanguinetti. Estes cinco profissionais, além de terem publicado inúmeros trabalhos sobre ostracodes recentes e fósseis do Brasil, também orientaram várias dissertações de mestrado e teses de doutorado tratando não só destes microcrustáceos, mas também de outros grupos de invertebrados, tais como: radiolários, conchostráceos, corais paleozóicos, insetos fósseis e trilobitas.

Hoje o Dr. João Carlos Coimbra é o coordenador do laboratório em apreço, que graças ao trabalho que vem sendo realizado desde a década de 1950, conta com uma excelente biblioteca especializada em Ostracoda e Foraminiferida, formada por milhares de separatas, centenas de livros, mais de 400 microfilmes de trabalhos raros e com originais de monografias clássicas até mesmo do século XIX. Além disso, conta, também, com o acervo da Biblioteca do Instituto de Geociências e acesso eletrônico aos Periódicos da CAPES. Com o apoio do CNPq, FAPERGS, ANP e do intercâmbio com pesquisadores do Brasil e do exterior este patrimônio é permanentemente atualizado, servindo de referência para especialistas da área no país e no exterior. O laboratório conta, ainda, com acesso ao Centro de Microscopia Eletrónica da UFRGS, laboratório de preparação de amostras, equipamentos de informática e salas para bolsistas de iniciação científica, mestrado, doutorado e professores visitantes. Finalmente, mas não menos importante, o Museu de Paleontologia (seção de Ostracoda – MP-O) tem sala e armários com laminário adequado para acondicionar todo o material-tipo estudado não somente pela equipe, mas também que aqui depositado por pesquisadores de outras instituições. O catálogo de tombamento da seção de Ostracoda vem sendo gradualmente digitalizado e pode ser acessado na aba “Catálogo de Tombamento MP-O”.

Foraminifera

Na UFRGS, a pesquisa sobre foraminíferos iniciou no final da década 1950 com o Prof. Dr. Darci Closs, então um jovem cientista formado em História Natural pela mesma universidade. Em 1964, Closs publicou no periódico Archives of Oceanography and Limnology o artigo intitulado ‘Ecological Distribution of Foraminifera and Thecamoebina in the Patos Lagoon, southern Brazil”, que logo tornou-se referência internacional no estudo da ecologia destes protistas em ambientes marinho-marginais. Posteriormente, iniciou pesquisas sobre o Mioceno da Bacia de Pelotas onde aplicou estes microfósseis ao estudo da estratigrafia do Neogeno e Quaternário. Entretanto, a partir de 1974 assumiu a direção executiva da CAPES, afastando-se definitivamente de sua carreira na UFRGS.

A MSc. Marli Madeira-Falcetta iniciou seus estudos com foraminíferos sob a orientação do Prof. Closs, tendo publicado seu primeiro trabalho já em 1962. Destacou-se por dar continuidade ao estudo de foraminíferos neste laboratório até o início dos anos 1990, quando então se aposentou. Madeira-Falcetta publicou alguns trabalhos em colaboração com MSc. Zoah Valladão Thiesen, que trabalhou como técnica de nível superior associada à linha de pesquisa em foraminíferos. Cabe também ressaltar, que o Prof. Dr. Mário Costa Barberena, fundador da área de paleovertebrados nesta universidade, iniciou sua carreira de pesquisador sob a orientação do Prof. Closs, com quem publicou três artigos sobre foraminíferos recentes de algumas praias do sul do Brasil.

Desde 2014, a linha de pesquisa em foraminíferos é coordenada pela Dra. María Alejandra Gómez Pivel, oceanóloga com mestrado na FURG e doutorado na USP. O foco de seus estudos é a paleoceanografia e paleoclimatologia do Quaternário com base em análise de fauna e no uso de proxies geoquímicos, como datações de radiocarbono e isótopos estáveis de oxigênio e carbono, ambos realizados em carapaças de foraminíferos. A Dra. Pivel trabalha com uma equipe de alunos de iniciação científica e de pós-graduandos vinculados ao Programa de Pós-graduação em Geociências desta Universidade.

Responsáveis:

Dr. João Carlos Coimbra (joao.coimbra@ufrgs.br)

Dra. Maria Alejandra Gomez Pivel (maria.pivel@ufrgs.br)

Contato:

Telefone: (51) 3308-6384/6395

E-mail: labmicrocalcarios@gmail.com

Cx. Postal: 15001