{"id":736,"date":"2021-01-05T16:03:59","date_gmt":"2021-01-05T19:03:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/?page_id=736"},"modified":"2021-06-10T15:43:00","modified_gmt":"2021-06-10T18:43:00","slug":"tempo-geologico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/?page_id=736","title":{"rendered":"Tempo Geol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-cover alignfull has-background-dim has-parallax is-style-default\" style=\"background-image:url(https:\/\/macrocollum.files.wordpress.com\/2020\/07\/7cb15f040aed09067fb48ab6234fd63f-monument-valley-navajo-tribal-park.jpg)\"><div class=\"wp-block-cover__inner-container\">\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"is-layout-flow wp-block-group alignfull has-background\" style=\"background-color:#ffffff\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<div class=\"wp-block-jetpack-layout-grid alignfull column1-desktop-grid__span-9 column1-desktop-grid__row-1 column2-desktop-grid__span-2 column2-desktop-grid__start-11 column2-desktop-grid__row-1 column1-tablet-grid__span-6 column1-tablet-grid__row-1 column2-tablet-grid__span-2 column2-tablet-grid__start-7 column2-tablet-grid__row-1 column1-mobile-grid__span-4 column1-mobile-grid__row-1 column2-mobile-grid__span-4 column2-mobile-grid__row-2\">\n<div class=\"wp-block-jetpack-layout-grid-column wp-block-jetpack-layout-grid__padding-none\">\n<p class=\"has-drop-cap has-text-align-justify\">Quando tratamos de <strong>Paleontologia<\/strong>, estamos tratando de uma ci\u00eancia que, assim como a Hist\u00f3ria e a Arqueologia, investiga o passado. Todas elas analisam e discorrem sobre eventos ocorridos em um tempo anterior ao atual. Por\u00e9m, enquanto a Hist\u00f3ria e a Arqueologia lidam com temas ligados \u00e0s sociedades humanas, em uma escala de tempo que geralmente n\u00e3o ultrapassa mil\u00eanios, a Paleontologia lida com temas referentes \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da vida ao longo da hist\u00f3ria da Terra, em uma escala que alcan\u00e7a bilh\u00f5es de anos. \u00c0 dimens\u00e3o de tempo trabalhada no campo da Hist\u00f3ria damos o nome de Tempo Hist\u00f3rico, j\u00e1 \u00e0 dimens\u00e3o de tempo trabalhada em ci\u00eancias como a Paleontologia e a Geologia damos o nome de <strong>Tempo Geol\u00f3gico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O Tempo Geol\u00f3gico corresponde a todo o tempo transcorrido desde a forma\u00e7\u00e3o da Terra, ou seja, cerca de 4,6 bilh\u00f5es de anos (Ga). Os eventos ocorridos nesse intervalo de tempo est\u00e3o registrados nas rochas e nos <strong>f\u00f3sseis<\/strong> e s\u00e3o classificados cronologicamente em uma <strong>Tabela Cronoestratigr\u00e1fica,<\/strong> atrav\u00e9s de dados coletados no mundo todo. Essa tabela organiza hierarquicamente os momentos da hist\u00f3ria da Terra em unidades temporais (ou unidades geocronol\u00f3gicas) <strong>\u00c9ons<\/strong>, <strong>Eras<\/strong>, <strong>Per\u00edodos<\/strong>, <strong>\u00c9pocas<\/strong> e <strong>Idades<\/strong>. Essa organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria, de modo que as divis\u00f5es entre os momentos se d\u00e1 pela ocorr\u00eancia de eventos importantes na hist\u00f3ria da Terra e dos organismos vivos, como extin\u00e7\u00f5es em massa. Cada momento ent\u00e3o recebe um nome espec\u00edfico, por exemplo, o momento que estamos vivendo hoje corresponde \u00e0 \u00c9poca chamada de Holoceno (11.700 anos &#8211; Recente), Per\u00edodo Quatern\u00e1rio (2,58 milh\u00f5es de anos (Ma) &#8211; Recente), Era Cenozoico (66 Ma &#8211; Recente), \u00c9on Fanerozoico (541 Ma &#8211; Recente). Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel referir-se a um momento do tempo geol\u00f3gico sem necessariamente citar sua idade, j\u00e1 que estar\u00e1 pr\u00e9-definido que aquele momento est\u00e1 localizado em um determinado intervalo de tempo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/macrocollum.files.wordpress.com\/2020\/07\/chronostratchart2020-03.jpg?w=1024\" alt=\"\" class=\"wp-image-748\"\/><figcaption>Tabela Cronoestratigr\u00e1fica Internacional. Fonte: <a href=\"https:\/\/stratigraphy.org\/chart\">https:\/\/stratigraphy.org\/chart<\/a>.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O tempo geol\u00f3gico est\u00e1 dividido em quatro \u00e9ons (do mais antigo ao mais recente): Hadeano, Arqueano, Proterozoico e Fanerozoico. Os tr\u00eas primeiros s\u00e3o agrupados em uma categoria informal chamada de Pr\u00e9-Cambriano e correspondem a cerca de 88% da hist\u00f3ria da Terra (4,6 Ga &#8211; 541 Ma). A partir de 541 milh\u00f5es de anos temos o in\u00edcio do \u00c9on atual, o Fanerozoico, que \u00e9 dividido em tr\u00eas eras: Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico. Este \u00e9on costumava ser dividido entre Prim\u00e1rio (corresponderia de forma grosseira ao Paleozoico), Secund\u00e1rio (corresponderia ao Mesozoico), Terci\u00e1rio e Quatern\u00e1rio (juntos corresponderiam ao Cenozoico), por\u00e9m a Tabela Cronoestratigr\u00e1fica \u00e9 um reflexo do conhecimento cient\u00edfico, de modo que \u00e9 constantemente atualizada e novas descobertas levam a uma divis\u00e3o mais precisa do tempo geol\u00f3gico. Cada uma das eras do Fanerozoico \u00e9 subdividida em per\u00edodos, cujos limites s\u00e3o marcados por eventos importantes observados no registro fossil\u00edfero e geol\u00f3gico. Cada per\u00edodo recebe um nome, que geralmente est\u00e1 ligado ao local de descoberta do pacote de rochas caracter\u00edstico de uma determinada idade. Os per\u00edodos de cada Era do \u00c9on Fanerozoico s\u00e3o (do mais antigo ao mais recente):<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Era Paleozoica (do grego <em>palai\u00f3s<\/em>, antigo, e <em>zoi\u00f3n<\/em>, vida)<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul><li><strong>Cambriano (541 Ma &#8211; 485 Ma): <\/strong>deriva do termo <em>Cambria<\/em> (forma latinizada do termo em gal\u00eas <em>Cymru<\/em>), nome dado \u00e0 regi\u00e3o do atual Pa\u00eds de Gales, onde as rochas caracter\u00edsticas foram descritas. O per\u00edodo foi nomeado por Adam Sedgwick em 1835.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Ordoviciano (485 Ma &#8211; 443 Ma): <\/strong>deriva da tribo celta dos Ordovices, que habitavam as terras do norte do Pa\u00eds de Gales e Inglaterra, onde rochas deste per\u00edodo foram inicialmente descritas. O per\u00edodo foi nomeado por Charles Lapworth em 1879.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Siluriano (443 Ma &#8211; 419 Ma): <\/strong>deriva da tribo celta dos Silures, que habitavam o sudeste do Pa\u00eds de Gales, onde abundam rochas desta idade. O per\u00edodo foi nomeado por Roderick Murchison em 1835.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Devoniano (419 Ma &#8211; 359 Ma): <\/strong>referente ao condado de Devonshire, Inglaterra, onde os estratos de idade caracter\u00edstica foram classificados pela primeira vez. O per\u00edodo foi nomeado por Sedgwick e Murchison em 1840.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Carbon\u00edfero (359 Ma &#8211; 299 Ma): <\/strong>deriva das palavras em latim <em>carb\u00f5 <\/em>(carv\u00e3o) e <em>fer\u00f5<\/em> (transportar, carregar), devido ao fato de que camadas de carv\u00e3o em v\u00e1rios locais do mundo se formaram nesse intervalo de tempo. Na literatura norte-americana, \u00e9 comum que este per\u00edodo seja dividido em Mississippiano e Pennsylvaniano (cuja etimologia remonta aos estados onde as rochas portadoras de carv\u00e3o foram inicialmente descritas). O per\u00edodo foi nomeado por William Conybeare e William Phillips em 1822.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Permiano (299 Ma &#8211; 251 Ma): <\/strong>referente \u00e0 regi\u00e3o de Perm, na R\u00fassia, onde encontram-se as rochas caracter\u00edsticas utilizadas para a classifica\u00e7\u00e3o. O per\u00edodo foi nomeado por Murchison em 1841.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4><strong>Era Mesozoica (do grego <em>m\u00e9sos<\/em>, meio, e <em>zoi\u00f3n<\/em>, vida)<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul><li><strong>Tri\u00e1ssico (251 Ma &#8211; 201 Ma): <\/strong>referente a tr\u00eas camadas de rocha distintas encontradas na Alemanha, nomeadas de <em>Trias<\/em> por Friedrich von Alberti em 1834. Estas tr\u00eas camadas s\u00e3o denominadas, em alem\u00e3o,<em> Buntsandstein <\/em>(ou <em>Bunter<\/em>), <em>Muschelkalk <\/em>e <em>Keuper<\/em> e corresponderiam, respectivamente, ao in\u00edcio, meio e final do Tri\u00e1ssico.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Jur\u00e1ssico (201 Ma &#8211; 145 Ma): <\/strong>referente \u00e0s montanhas Jura, na fronteira entre Fran\u00e7a e Su\u00ed\u00e7a, onde Alexander von Humboldt identificou uma forma\u00e7\u00e3o calc\u00e1ria que se diferenciava da classifica\u00e7\u00e3o estratigr\u00e1fica feita por Abraham Werner. Humboldt chamou essa forma\u00e7\u00e3o de <em>Jura-Kalkstein<\/em> (Calc\u00e1rio Juras) em 1799. Em 1829, Alexandre Brongniart utilizou pela primeira vez o termo <em>terrains jurassiques<\/em> (terrenos jur\u00e1ssicos) ao se referir aos terrenos das montanhas de Jura.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Cret\u00e1ceo (145 Ma &#8211; 66 Ma): <\/strong>deriva do latim <em>creta<\/em> (giz), pela unidade geol\u00f3gica estudada por Jean-Baptiste-Julien d&#8217;Omalius d&#8217;Halloy em 1822 composta de giz (ou calc\u00e1rio) e areia, a qual denominou <em>Terrain Cr\u00e9tac\u00e9<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4><strong>Era Cenozoica (do grego <em>kain\u00f3s<\/em>, novo, e <em>zoi\u00f3n<\/em>, vida)<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ul><li><strong>Pale\u00f3geno (66 Ma &#8211; 23 Ma): <\/strong>deriva do grego, significando algo como \u201cnascido na antiguidade\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo seguinte, Ne\u00f3geno. Atualmente as tr\u00eas primeiras \u00e9pocas do antigo Terci\u00e1rio (Paleoceno, Eoceno, Oligoceno) comp\u00f5em o Per\u00edodo Pale\u00f3geno.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Ne\u00f3geno (23 Ma &#8211; 2,58 Ma): <\/strong>deriva do grego, referindo-se a uma g\u00eanese nova, em oposi\u00e7\u00e3o ao Pale\u00f3geno. \u00c9 composto pelas duas \u00e9pocas finais do antigo Terci\u00e1rio (Mioceno e Plioceno).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li><strong>Quatern\u00e1rio (2,58 Ma &#8211; Hoje): <\/strong>mant\u00e9m o nome da antiga divis\u00e3o do Cenozoico entre Terci\u00e1rio e Quatern\u00e1rio, \u00c9 composto pelas \u00e9pocas Pleistoceno e Holoceno.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Um dos pontos essenciais para a organiza\u00e7\u00e3o do tempo geol\u00f3gico \u00e9 a possibilidade de datar as camadas de rocha. Existem dois tipos de data\u00e7\u00e3o poss\u00edveis de serem feitas, a data\u00e7\u00e3o relativa e a data\u00e7\u00e3o absoluta. Na data\u00e7\u00e3o relativa determina-se a rela\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica entre as camadas de rocha a partir de princ\u00edpios estratigr\u00e1ficos, em especial o <strong>Princ\u00edpio da Superposi\u00e7\u00e3o de Camadas<\/strong> <strong>(ver mais em Hist\u00f3ria da Paleontologia)<\/strong>, que dita que em uma sucess\u00e3o de estratos n\u00e3o deformados o estrato mais antigo posiciona-se na base e os estratos mais recentes posicionam-se sucessivamente acima. Ou seja, havendo duas camadas de rocha, a que estivesse originalmente abaixo da outra \u00e9 a mais antiga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">J\u00e1 a data\u00e7\u00e3o absoluta pode determinar com certa precis\u00e3o a idade das rochas em n\u00fameros, utilizando-se de is\u00f3topos radioativos, elementos inst\u00e1veis da natureza que transformam-se em outros elementos, est\u00e1veis, a uma taxa constante denominada \u201cmeia-vida\u201d. Como exemplo podemos utilizar o is\u00f3topo radioativo Carbono 14, que diferente do is\u00f3topo de carbono mais abundante na natureza (Carbono 12), \u00e9 inst\u00e1vel e tem a tend\u00eancia de transformar-se em Nitrog\u00eanio 14. A cada meia-vida (que no caso do Carbono 14 corresponde a 5.730 anos), metade dos \u00e1tomos de Carbono 14 presentes em uma amostra transformam-se em Nitrog\u00eanio 14.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O Carbono 14 pode ser usado para datar alguns f\u00f3sseis, j\u00e1 que est\u00e1 presente, por exemplo, em ossos. Analisando a propor\u00e7\u00e3o de Carbono 14 em rela\u00e7\u00e3o ao Nitrog\u00eanio 14 em um osso fossilizado \u00e9 poss\u00edvel saber quantas meias-vidas j\u00e1 se passaram e por consequ\u00eancia a idade desse f\u00f3ssil. Por\u00e9m, a utiliza\u00e7\u00e3o do Carbono 14 tem um limite, principalmente quando se trata de esqueletos de vertebrados, j\u00e1 que a matriz mineral do osso (fosfato de c\u00e1lcio\/apatita) n\u00e3o possui \u00e1tomos de carbono, sendo necess\u00e1rio que exista alguma subst\u00e2ncia org\u00e2nica preservada, como col\u00e1geno, queratina, quitina ou celulose. Outra limita\u00e7\u00e3o do Carbono 14 \u00e9 que sua meia-vida \u00e9 relativamente curta e funciona para materiais com idades n\u00e3o superiores a 70 mil anos. Existem is\u00f3topos radioativos com meias-vidas superiores \u00e0s do Carbono 14, por\u00e9m estes n\u00e3o est\u00e3o presentes na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos seres vivos, sendo utilizados ent\u00e3o para datar rochas. Como exemplo temos o is\u00f3topo de Ur\u00e2nio 238 que tem a tend\u00eancia a se transformar em Chumbo 206 com uma meia-vida de 4,5 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O tempo geol\u00f3gico \u00e9 um conceito complexo, visto que os valores e escalas envolvidos n\u00e3o s\u00e3o palp\u00e1veis atrav\u00e9s da experi\u00eancia humana. A melhor forma de lidar com esse conceito \u00e9 enxergar a hist\u00f3ria da Terra como uma sucess\u00e3o de eventos e transforma\u00e7\u00f5es, com seus agentes e sujeitos envolvidos. Conhecer e estudar os processos pelos quais nosso planeta passou durante seus 4,6 bilh\u00f5es de anos de exist\u00eancia nos ajuda a trazer materialidade para essa dimens\u00e3o de tempo que \u00e0 primeira vista \u00e9 quase abstrata.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Materiais de Refer\u00eancia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>CARL, Fred Koch. <strong>Cretaceous Period<\/strong>. Encyclopedia Britannica. Dispon\u00edvel em:&lt;https:\/\/www.britannica.com\/science\/Cretaceous-Period&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>CARNEIRO, Celso Dal R\u00e9; MIZUSAKI, Ana Maria Pimentel; ALMEIDA, Fernando Fl\u00e1vio Marques de. 2005. A determina\u00e7\u00e3o da idade das rochas. <strong>Terr\u00e6 Didatica<\/strong>, 1(1):6-35. &lt;http:\/\/www.ige.unicamp.br\/terraedidatica\/&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p>CONYBEARE, William Daniel; PHILLIPS, William. <strong>Outlines of the geology of England and Wales:<\/strong> with an introductory compendium of the general principles of that science, and comparative views of the structure of foreign countries. Part I. London: William Phillips. 1822.<\/p>\n\n\n\n<p>LAPWORTH, Charles. &#8220;On the tripartite classification of the Lower Palaeozoic rocks&#8221;. <strong>Geological Magazine<\/strong>. 2nd series. 6: 1\u201315. 1879.<\/p>\n\n\n\n<p>MURCHISON, Roderick Impey. &#8220;On the Silurian system of rocks&#8221;. <strong>Philosophical Magazine<\/strong>. 3rd series. 7: 46\u201352. 1835.<\/p>\n\n\n\n<p>MURCHISON, Roderick Impey; VERNEUIL, \u00c9douard de; KEYSERLING, Alexander von. <strong>Geology of Russia in Europe and the Ural Mountains<\/strong>. Vol. 1: Geology. London: John Murray. pp. 138\u2013139. 1845<\/p>\n\n\n\n<p>ROHN Rosemarie. Uso Estratigr\u00e1fico dos F\u00f3sseis e Tempo Geol\u00f3gico. <em>In:<\/em> CARVALHO, Ismar de Souza (Org.). <strong>Paleontologia &#8211; Volume 1: <\/strong>Conceitos e M\u00e9todos. 3.ed. Rio de Janeiro: Editora Interci\u00eancia, 2010. 756 p.<\/p>\n\n\n\n<p>SEDGWICK, Adam; MURCHISON, Roderick Impey. On the Silurian and Cambrian systems, exhibiting the order in which the older sedimentary strata succeed each other in England and Wales. Notices and Abstracts of Communications to the British Association for the Advancement of Science at the Dublin meeting, August 1835, pp. 59-61, <em>In<\/em>: <strong>Report of the Fifth Meeting of the British Association for the Advancement of Science; held in Dublin in 1835<\/strong>. 1836<\/p>\n\n\n\n<p>SEDGWICK, Adam; MURCHISON, Roderick Impey. &#8220;On the physical structure of Devonshire, and on the subdivisions and geological relations of its older stratified deposits, etc. Part I and Part II&#8221;. <strong>Transactions of the Geological Society of London. <\/strong>Second series. Volume 5 part II. pp. 633\u2013705. 1840.<\/p>\n\n\n\n<p>SOARES, Marina Bento. Os F\u00f3sseis e o Tempo Geol\u00f3gico. <em>In: <\/em>SOARES, Marina Bento (Org.). <strong>A paleontologia na sala de aula. <\/strong>Ribeir\u00e3o Preto: Sociedade Brasileira de Paleontologia, 2015. p. 90-102.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-layout-grid-column wp-block-jetpack-layout-grid__padding-none has-background\" style=\"background-color:#ffffff\">\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:24px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"is-layout-flow wp-block-group alignfull has-background\" style=\"background-color:#ffffff\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<div class=\"wp-block-jetpack-layout-grid alignfull column1-desktop-grid__span-5 column1-desktop-grid__row-1 column2-desktop-grid__span-5 column2-desktop-grid__start-8 column2-desktop-grid__row-1 column1-tablet-grid__span-4 column1-tablet-grid__row-1 column2-tablet-grid__span-4 column2-tablet-grid__start-5 column2-tablet-grid__row-1 column1-mobile-grid__span-4 column1-mobile-grid__row-1 column2-mobile-grid__span-4 column2-mobile-grid__row-2\">\n<div class=\"wp-block-jetpack-layout-grid-column wp-block-jetpack-layout-grid__padding-none\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/macrocollum.files.wordpress.com\/2020\/06\/whatsapp-image-2020-06-16-at-00.48.52.jpeg?w=580\" alt=\"\" class=\"wp-image-489\" width=\"290\" height=\"290\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4>Sobre o autor<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size\">Lucca Cunha \u00e9 licenciando em Geografia na UFRGS e atua como bolsista de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no programa <em>Ci\u00eancia na Sociedade, Ci\u00eancia na Escola<\/em> da Propesq. Tamb\u00e9m atua como volunt\u00e1rio no Laborat\u00f3rio de Paleovertebrados do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geoci\u00eancias da UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"is-layout-flex wp-block-social-links aligncenter\"><li class=\"wp-social-link wp-social-link-facebook wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/facebook.com\/lucca.cunha.3\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M12 2C6.5 2 2 6.5 2 12c0 5 3.7 9.1 8.4 9.9v-7H7.9V12h2.5V9.8c0-2.5 1.5-3.9 3.8-3.9 1.1 0 2.2.2 2.2.2v2.5h-1.3c-1.2 0-1.6.8-1.6 1.6V12h2.8l-.4 2.9h-2.3v7C18.3 21.1 22 17 22 12c0-5.5-4.5-10-10-10z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Facebook<\/span><\/a><\/li>\n\n\n\n<li class=\"wp-social-link wp-social-link-instagram wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/instagram.com\/luccasantoscunha\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M12,4.622c2.403,0,2.688,0.009,3.637,0.052c0.877,0.04,1.354,0.187,1.671,0.31c0.42,0.163,0.72,0.358,1.035,0.673 c0.315,0.315,0.51,0.615,0.673,1.035c0.123,0.317,0.27,0.794,0.31,1.671c0.043,0.949,0.052,1.234,0.052,3.637 s-0.009,2.688-0.052,3.637c-0.04,0.877-0.187,1.354-0.31,1.671c-0.163,0.42-0.358,0.72-0.673,1.035 c-0.315,0.315-0.615,0.51-1.035,0.673c-0.317,0.123-0.794,0.27-1.671,0.31c-0.949,0.043-1.233,0.052-3.637,0.052 s-2.688-0.009-3.637-0.052c-0.877-0.04-1.354-0.187-1.671-0.31c-0.42-0.163-0.72-0.358-1.035-0.673 c-0.315-0.315-0.51-0.615-0.673-1.035c-0.123-0.317-0.27-0.794-0.31-1.671C4.631,14.688,4.622,14.403,4.622,12 s0.009-2.688,0.052-3.637c0.04-0.877,0.187-1.354,0.31-1.671c0.163-0.42,0.358-0.72,0.673-1.035 c0.315-0.315,0.615-0.51,1.035-0.673c0.317-0.123,0.794-0.27,1.671-0.31C9.312,4.631,9.597,4.622,12,4.622 M12,3 C9.556,3,9.249,3.01,8.289,3.054C7.331,3.098,6.677,3.25,6.105,3.472C5.513,3.702,5.011,4.01,4.511,4.511 c-0.5,0.5-0.808,1.002-1.038,1.594C3.25,6.677,3.098,7.331,3.054,8.289C3.01,9.249,3,9.556,3,12c0,2.444,0.01,2.751,0.054,3.711 c0.044,0.958,0.196,1.612,0.418,2.185c0.23,0.592,0.538,1.094,1.038,1.594c0.5,0.5,1.002,0.808,1.594,1.038 c0.572,0.222,1.227,0.375,2.185,0.418C9.249,20.99,9.556,21,12,21s2.751-0.01,3.711-0.054c0.958-0.044,1.612-0.196,2.185-0.418 c0.592-0.23,1.094-0.538,1.594-1.038c0.5-0.5,0.808-1.002,1.038-1.594c0.222-0.572,0.375-1.227,0.418-2.185 C20.99,14.751,21,14.444,21,12s-0.01-2.751-0.054-3.711c-0.044-0.958-0.196-1.612-0.418-2.185c-0.23-0.592-0.538-1.094-1.038-1.594 c-0.5-0.5-1.002-0.808-1.594-1.038c-0.572-0.222-1.227-0.375-2.185-0.418C14.751,3.01,14.444,3,12,3L12,3z M12,7.378 c-2.552,0-4.622,2.069-4.622,4.622S9.448,16.622,12,16.622s4.622-2.069,4.622-4.622S14.552,7.378,12,7.378z M12,15 c-1.657,0-3-1.343-3-3s1.343-3,3-3s3,1.343,3,3S13.657,15,12,15z M16.804,6.116c-0.596,0-1.08,0.484-1.08,1.08 s0.484,1.08,1.08,1.08c0.596,0,1.08-0.484,1.08-1.08S17.401,6.116,16.804,6.116z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">Instagram<\/span><\/a><\/li>\n\n\n\n<li class=\"wp-social-link wp-social-link-youtube wp-block-social-link\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCMBbYAIZ9ysPvmzw02nLg4A\"  class=\"wp-block-social-link-anchor\"><svg width=\"24\" height=\"24\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.1\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\"><path d=\"M21.8,8.001c0,0-0.195-1.378-0.795-1.985c-0.76-0.797-1.613-0.801-2.004-0.847c-2.799-0.202-6.997-0.202-6.997-0.202 h-0.009c0,0-4.198,0-6.997,0.202C4.608,5.216,3.756,5.22,2.995,6.016C2.395,6.623,2.2,8.001,2.2,8.001S2,9.62,2,11.238v1.517 c0,1.618,0.2,3.237,0.2,3.237s0.195,1.378,0.795,1.985c0.761,0.797,1.76,0.771,2.205,0.855c1.6,0.153,6.8,0.201,6.8,0.201 s4.203-0.006,7.001-0.209c0.391-0.047,1.243-0.051,2.004-0.847c0.6-0.607,0.795-1.985,0.795-1.985s0.2-1.618,0.2-3.237v-1.517 C22,9.62,21.8,8.001,21.8,8.001z M9.935,14.594l-0.001-5.62l5.404,2.82L9.935,14.594z\"><\/path><\/svg><span class=\"wp-block-social-link-label screen-reader-text\">YouTube<\/span><\/a><\/li><\/ul>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-layout-grid-column wp-block-jetpack-layout-grid__padding-none\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/macrocollum.files.wordpress.com\/2020\/06\/heitor-lattes.jpg?w=779\" alt=\"\" class=\"wp-image-557\" width=\"290\" height=\"290\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h4>Sobre o autor<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size\">Heitor Francischini \u00e9 licenciado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos. Mestre em Geoci\u00eancias (\u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o: Paleontologia; 2014) e Doutor em Ci\u00eancias (\u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o: Paleontologia; 2018) pelo PPGGeo-UFRGS. Durante o doutorado realizou per\u00edodo sandu\u00edche no New Mexico Museum of Natural History and Science (em Albuquerque, EUA) e, durante a gradua\u00e7\u00e3o, realizou interc\u00e2mbio na Universidad de la Republica (em Montevid\u00e9u, Uruguai). Atualmente \u00e9 Professor Adjunto A da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ministrando as disciplinas Paleontologia Aplicada \u00e0 Biologia, Paleontologia II e Paleontologia de Vertebrados para os cursos de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (Licenciatura e Bacharelado) e Geologia. Possui experi\u00eancia com os seguintes temas: Paleontologia, Paleobiologia e Paleoicnologia, com \u00eanfase no registro de vertebrados continentais do Paleozoico e Mesozoico, principais temas de sua pesquisa. \u00c9 membro da Sociedade Brasileira de Paleontologia<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"spay_email":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=736"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1278,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/736\/revisions\/1278"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/museupaleonto\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}