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“A la Recherche d'une musique concrete”

Capa do livro A la Recherche d'une musique concrete
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Schaeffer e o fonogênio cromático.
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Estúdio da rádio francesa RTF
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Pierre Henry com o potenciômetro de espaço, em concerto na Sala do Antigo Conservatório de Paris, 1952
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Olivier Messiaen (1908-1992)
http://www.instgregoriano.rcts.pt/docentes/evpalma/
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Em Paris, Schaeffer publica seu livro A la Recherche d'une musique concrete. Paralelamente, denomina o grupo de seus seguidores com o nome Grupe de Recherches de Musique Concrete (GRMC).

“À la recherche d’une musique concrète” (Schaeffer 1952) expandiu a narrativa, propôs novas teorizações e esboçou um léxico operacional: Estabelecer um novo domínio sonoro no limiar da música ou enxertar os novos sons nas velhas formas musicais? Olivier Messiaen, Henry Michaux e Claude Lévi-Strauss estavam incitando a Schaeffer romper com o passado.

A “Musique concrète”, nome francês para "música concreta", é uma forma de música eletroacústica que utiliza sons gravados como um recurso de composição. O material de composição não se limita à inclusão de sonoridades provenientes de instrumentos musicais ou vozes, nem de elementos tradicionalmente consideradas como "musical" (melodia, harmonia, ritmo, métrica e assim por diante) ela é produzida a partir de edição de áudio unida à fragmentos de sons naturais e/ou industriais. Os fundamentos teóricos de sua estética foram desenvolvidos por Pierre Schaeffer, no início na década de 1940.

Em 1951 a Rádio francesa (Radiodiffusion-Télévision Française - RTF) presenteou o Groupe de Recherche de Musique Concrète, que à época consistia de Pierre Schaeffer, do engenheiro Jacques Poullin e do compositor e percussionista Pierre Henry, com o primeiro estúdio de música eletroacústica especialmente construído para este fim. A colaboração entre Schaeffer e Poullin, em seu quarto ano, resultava num gravador de três pistas, numa máquina com dez cabeçotes de leitura para reproduzir em eco anéis de fita (o morfofone), numa máquina controlada por teclado para ler anéis de fita em vinte e quatro velocidades prefixadas (o fonogênio cromático, de teclado, ou Tolana), numa máquina controlada por um pino móvel para ler anéis de fita em velocidades continuamente variáveis (o fonogênio contínuo, de manivela, ou Sareg) e num dispositivo para distribuir ao vivo uma pista pré-gravada entre quatro alto-falantes, incluindo um no centro do teto.

Esse estúdio rapidamente atraiu muitos músicos importantes ou que mais tarde se tornariam compositores notáveis, incluindo Olivier Messiaen, Pierre Boulez, Barraqué Jean, Karlheinz Stockhausen, Edgar Varese, Iannis Xenakis, Philippot Michel, e Arthur Honegger. Com isso, entre 1951 e 1953, o estúdio viu surgirem: Étude I (1951) e Étude II (1951) de Boulez, Timbres-durées (1952) de Messiaen, Étude aux mille collants (1952) de Stockhausen, Le microphone bien tempéré (1952) e La voile d’Orphée (1953) de Henry, Étude I (1953) de Philippot, Étude (1953) de Barraqué, as peças mistas Toute la lyre (1951) e Orphée 53 (1953) de Schaeffer e Henry e as músicas para filme Masquerage (1952) de Pierre Schaeffer e Astrologie (1953) de Pierre Henry.


Pierre Henry - "Spatiodynamisme" 1954
http://www.youtube.com/watch?v=fXrkt8zkeic

Em Paris, Messiaen experimenta as novas tecnologias postas à disposição dos músicos no estúdio de experimentação dinamizado por Pierre Henry e Pierre Schaeffer e compõe a obra de música concreta Timbres-durees.

Boulez realiza no Club d'Essai seus Estudos Concretos procurando introduzir pela primeira vez os princípios serias, ainda que não integralmente, nos procedimentos de composição eletroacústica.

Stockhausen realiza, a convite de Schaeffer, sua peça concreta Konkrete Etude, baseada em sons de piano.


Musica Concreta - BBC 1979 documentary "The New Sound of Music"
http://www.youtube.com/watch?v=c4ea0sBrw6M

Fontes:
http://www.inst-gregoriano.rcts.pt/docentes/evpalma/messiaen2.htm

MENEZES, Flo. Música eletroacústica : história e estéticas. São Paulo: Edusp, 1996.