SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DA CAPACIDADE DE USO DAS TERRAS (SISTEMA AMERICANO)
O primeiro sistema de classificação da capacidade de uso das terras foi desenvolvido nos Estados Unidos pelo Serviço Nacional de Conservação do Solo (NRCS-USDA). O método foi usado como base para muitos outros sistemas de avaliação de terras e tem sido muito utilizado em todo o mundo. Sua origem é a década de 1930 e foi desenvolvido para uma condição socioeconômica comum nem típicas fazendas familiares da parte central dos Estados Unidos, onde a conservação do solo e a prevenção da degradação das terras eram críticos.
Neste texto, o método de classificação da capacidade de uso das terras refere-se ao método desenvolvido pelo NRCS-USDA (Klingebiel e Montgomery, 1961), embora deva ser reconhecido que o termo "capacidade de uso" é usado em diversos sistemas de classificação de terras.
A classificação da capacidade de uso das terras é um sistema de agrupamento das terras baseado principalmente na sua capacidade de produzir cultivos e pastagens sem degradadas as terras por um longo período de tempo. Este sistema tem o propósito de ajudar a decidir qual a combinação de uso agrícola das terras e medidas de controle à erosão que permitam o aproveitamento mais intensivo das terras de forma sustentável. O sistema agrupa as glebas em um pequeno número de categorias ou classes hierarquicamente ordenadas, de acordo com os valores limites de um número de propriedades do solo e do local. É um grupamento qualitativo de tipos de terras sem considerar a localização ou as características econômicas da terra.
O sistema classifica as terras segundo uma seqüência de usos ordenados de forma descendente de nível de intensidade de movimentação do solo e necessidade de práticas conservacionistas. À medida que a classe de capacidade de uso decresce, o número de usos possíveis também decresce. A terra na menor classe de capacidade pode ser utilizada apenas para recreação ou preservação ambiental. A terra é classificada com base em suas limitações permanentes. Isto implica na comparação de certas características de cada gleba com os valores críticos de cada classe de capacidade de uso. Caso uma única limitação seja suficientemente grave para rebaixar a terra a uma classe inferior, esta será a classificação final, não importando quão favoráveis sejam as outras características (Dent &Young, 1981; McRae & Burnham, 1981).