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AVALIAÇÃO DAS CLASSES DE APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS

 

 

A avaliação das classes de aptidão agrícola das terras e por conseguinte dos grupos e subgrupos é feita através do estudo comparativo entre os graus de limitação atribuídos às terras e os estipulados no Quadro-Guia, elaborada para atender regiões de clima tropical úmido. O Quadro-Guia de Avaliação da Aptidão Agrícola, também conhecida como tabela de conversão, constitui uma orientação geral para a classificação da aptidão agrícola das terras em função de seus graus de limitação, relacionados com os níveis de manejo A, B e C. Na referida tabela constam os graus de limitação máximos que as terras podem apresentar com relação a cinco fatores, para pertencer a cada uma das categorias de classificação definidas. Assim, a classe de aptidão agrícola das terras, de acordo com os diferentes níveis de manejo, é obtida em função do grau limitativo mais forte, referente a qualquer um dos fatores que influenciam sua utilização agrícola; deficiência de fertilidade; deficiência de água; excesso de água (deficiência de oxigênio); suscetibilidade à erosão e impedimentos à mecanização.

 

Nesta avaliação, visa-se diagnosticar o comportamento das terras para lavouras, nos níveis de manejo A, B e C; para pastagem plantada e silvicultura, no nível de manejo B; e para pastagem natural, no nível de manejo A. A adoção dos cinco fatores limitantes mencionados tem por finalidade representar as condições agrícolas das terras no que concerne a suas propriedades físicas e químicas e suas relações com o ambiente.

 

QUADRO-GUIA DE AVALIAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS - REGIÃO TROPICAL ÚMIDA

Aptidão agrícola Graus de limitação das condições agrícolas das terras para os níveis de manejo A, B e C Tipo de utilização indicado
Grupo Subgrupo Classe Deficiência de fertilidade Deficiência de água Excesso de água Suscetibilidade à erosão Impedimentos à mecanização
A B C A B C A B C A B C A B C
1 1ABC Boa
N/L
N/L1
N2
L/M
L/M
L/M
L L1
N/L1
L/M
N/L1
N2 M L N Lavouras
2 2abc
Regular
L/M
L1 L2 M M M M
L/M1
L2 M
L/M1
N2/L2
M/F
M L
3 3(abc)
Restrita
M/F
M1
L2/M2
M/F
M/F
M/F
M/F
M1
L2/M2
F* M1 L2 F
M/F
M
4 4P Boa M1 M F1
M/F1
M/F
Pastagem plantada
4p
Regular
M1/F1
M/F
F1 F1 F
4(p)
Restrita
F1 F F1 MF F
5 5S Boa
M/F1
M L1 F1
M/F
Silvicultura e/ou pastagem natural
5s
Regular
F1
M/F
L1 F1 F
5(s)
Restrita
MF F
L/M1
MF F
5N Boa
M/F
M/F
M/F
F MF
5n
Regular
F F F F MF
5(n)
Restrita
MF MF F F MF
6 6
Sem aptidão agrícola
- - - - - Preservação da flora e da fauna

(1) Os algarismos correspondem aos níveis de viabilidade de melhoramento das condições agrícolas das terras, os demais representam os grupos de aptidão.

(-) Terras sem aptidão para lavouras em geral, devido ao excesso de água, podem ser indicadas para arroz de inundação.

(*) No caso de grau forte por suscetibilidade à erosão, o grau de limitação por deficiência de fertilidade não dever ser maior do que ligeiro a moderado para a classe restrita - 3(a).

Graus de Limitação:

N - Nulo

L - Ligeiro

M - Moderado

F - Forte

MF - Muito Forte

/ - Intermediário

 

FONTE: RAMALHO FILHO & BEEK, 1995.

 

QUADRO-GUIA DE AVALIAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS - REGIÃO SUBTROPICAL.

Aptidão agrícola Graus de limitação das condições agrícolas das terras – Região subtropical Tipo de utilização indicado
Grupo Subgrupo Classe Deficiência de fertilidade Deficiência de água Excesso de água Suscetibilidade à erosão Impedimentos à mecanização
A B C A B C A B C A B C A B C
1 1ABC Boa N/L N/L1 N1 L L L L L1 N2 L/M N/L1 N1 M L N Lavouras
2 2abc Regular L L1 L2 M M M M L/M1 L2 M L1 N2/L1 M/F M L
3 3(abc) Restrita M L/M1 L2 M/F M/F M/F M/F M1 M2 F* M1 L2 F M/F M
4 4P Boa M1 M F1 M/F1 M/F Pastagem plantada
4p Regular M/F1 M/F F1 F1 F
4(p) Restrita F1 F MF MF F
5 5S Boa M/F1 M L1 F1 M/F Silvicultura e/ou Pastagem natural
5s Regular F1 M/F L1 F1 F
5(s) Restrita MF F M1 MF F
5N Boa M/F M M/F F MF
5n Regular F M/F F F MF
5(n) Restrita MF F MF F MF
6 6 Sem aptidão agrícola - - - - - Preservação da flora e da fauna

Grau de limitação:

N – nulo

F – forte

L – ligeiro

MF – muito forte

M – moderado

/ – intermediário

 

FONTE: RAMALHO FILHO & BEEK, 1995.