ESTRATÉGIA PARA O USO E COLETA DE DADOS
No processo de avaliação de terras o avaliador inicia dividindo toda a área em áreas menores mais homogêneas (glebas) e posteriormente adiciona informações específicas de cada gleba para avaliá-las. Normalmente, utilizam-se bases cartográficas existentes (mapas ou imagens de sensores remotos) como uma base geral para a subdivisão da área e delineamento das glebas e busca-se nova informação, se necessário, para completamente caracterizar as glebas e permitir sua classificação.
Quando a informação necessária não está disponível nas fontes citadas anteriormente, deve-se usar as fontes existentes como apoio e executar levantamentos de dados a campo especificamente para a coleta das informações necessárias.
Se existe mapa de solos suficientemente detalhado, a maioria dos delineamentos de classes de solos vão separar também glebas com diferentes aptidões de uso. Neste caso, para a avaliação das terras, pode ser suficiente classificar as unidades taxonômicas de solos de acordo com sua aptidão agrícola. Caso contrário, mais informação deverá ser coletada. A seguir, descrevem-se três procedimentos em ordem decrescente de dependência da informação produzida por levantamentos de solos:
O maior custo na avaliação de terras é o trabalho de campo. Dessa forma, deve-se utilizar as informações disponíveis da forma mais eficiente possível para reduzir e otimizar os trabalhos de campo. A intensidade dos trabalhos de campo está diretamente ligada a escala de produção dos mapas de aptidão de uso das terras. A escala de trabalho é uma das mais importantes decisões no planejamento de avaliações de terras, já que é diretamente ligada a densidade de observações e custos. A Tabela __ apresenta uma relação entre escala de mapas de aptidão de uso e de solos com densidade de observações, nível de classificação e propósito do mapa.
Tabela 1. Fatores relacionados à escala em mapas de solos e de aptidão de uso (Adaptado de McRae e ____).
| Tipo de mapa | Escala | Unidades de mapeamento típicas | Unidades típicas de capacidade de uso | Menor área mostrada adequadamente (unidade de planejamento) | Propósito típico do mapa |
| Ultradetalhado | 1:5.000 ou maior | Tipos, variações e fases de séries de solos | Unidade de capacidade | 0,2ha (parcela) | Planejamento detalhado dentro de uma área de projeto |
| Detalhado | 1:20.000 | Séries de solos e fases | Unidade de capacidade | 1,2ha (campo) | Planejamento dentro de uma propriedade ou projeto; taxação de terras |
| Semi-detalhado | 1:50.000 | Séries de solos e complexos | Subclasse de capacidade | 5ha (propriedade) | Mapas de projetos extensos; mapeamento regional detalhado; guia para órgãos planejadores |
| Reconhecimento | 1:200.000 | Associações de séries | Classe ou subclasse de capacidade dominante | 80ha (vila ou grande propriedade) | Planejamento regional geral (exemplo: zoneamentos) |
| Exploratório | 1:1.000.000 | Associações de ordens | Associações de classes ou subclasses de capacidade | 20km2 (região) | Planejamento nacional de uso das terras; educação |
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