{"id":1524,"date":"2016-10-20T14:39:05","date_gmt":"2016-10-20T14:39:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/?p=1524"},"modified":"2016-10-20T14:39:05","modified_gmt":"2016-10-20T14:39:05","slug":"e-por-falar-em-povos-indigenas-quais-narrativas-contam-em-praticas-pedagogicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2016\/10\/20\/e-por-falar-em-povos-indigenas-quais-narrativas-contam-em-praticas-pedagogicas\/","title":{"rendered":"E por falar em povos ind\u00edgenas&#8230; quais narrativas contam em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas?"},"content":{"rendered":"<p><strong>T\u00edtulo<\/strong>: E por falar em povos ind\u00edgenas&#8230; quais narrativas contam em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas?<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>:\u00a0Iara Tatiana Bonin<\/p>\n<p><strong>Orientador<\/strong>:\u00a0Rosa Maria Hessel Silveira<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel<\/strong>:\u00a0Doutorado<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong>:\u00a02007<\/p>\n<p><strong>Institui\u00e7\u00e3o<\/strong>: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o. Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Assunto<\/strong>: An\u00e1lise do discurso. Bauman, Zygmunt 1925-. Data comemorativa. Derrida, Jacques 1930-2004. Dia do \u00edndio. Educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Ensino superior. Estudante. Estudos culturais. Foucault, Michel 1926-1984. Hall, Stuart. Identidade nacional. Inclus\u00e3o escolar. \u00cdndios. Narrativa. P\u00f3s-estruturalismo. Representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>: Este estudo dedica-se \u00e0 an\u00e1lise de discursos sobre povos ind\u00edgenas que, circulando em diferentes meios, s\u00e3o articulados em narrativas de estudantes do ensino superior. Para isso, investiguei narrativas produzidas por 68 estudantes de duas institui\u00e7\u00f5es situadas na Grande Porto Alegre, em cursos que preparam para o magist\u00e9rio. Foram realizados momentos espec\u00edficos para a produ\u00e7\u00e3o de narrativas, em quatro grupos distintos, sendo um organizado a partir de um curso de extens\u00e3o e tr\u00eas outros, programados em momentos espec\u00edficos, dentro do cronograma de disciplinas oferecidas nos cursos de Pedagogia. Considerei, nesta pesquisa, o conjunto de narrativas orais produzidas nos quatro grupos, os textos escritos e\/ou desenhos feitos pelos estudantes e outros materiais trazidos para os encontros, bem como minhas anota\u00e7\u00f5es em um caderno de campo. As quest\u00f5es que mobilizaram o meu pensar durante esse processo de investiga\u00e7\u00e3o foram as seguintes: quais discursos est\u00e3o produzindo povos ind\u00edgenas em narrativas de estudantes do ensino superior? Quais narrativas adquirem visibilidade para estes estudantes e que efeitos de verdade s\u00e3o produzidos? A partir de que fontes de informa\u00e7\u00e3o e de que saberes os povos ind\u00edgenas s\u00e3o nomeados e descritos no contexto escolar? Quais significados articulam-se nessas narrativas? Quais marcadores sociais s\u00e3o mobilizados e quais oposi\u00e7\u00f5es bin\u00e1rias servem para caracterizar os povos ind\u00edgenas? Como os estudantes se inserem e como s\u00e3o posicionados\/ posicionam-se na produ\u00e7\u00e3o dessas narrativas? Situo minha pesquisa na perspectiva dos Estudos Culturais p\u00f3s-estruturalistas, problematizando pr\u00e1ticas de significa\u00e7\u00e3o que constituem e posicionam diferentemente os sujeitos em rela\u00e7\u00f5es de poder\/saber. Adquirem relev\u00e2ncia, neste estudo, no\u00e7\u00f5es como cultura, linguagem, sujeito, poder, verdade, identidade e diferen\u00e7a, que problematizo tomando como refer\u00eancia estudos de Michel Foucault, Stuat Hall, Homi Bhabha, Zygmunt Bauman, Jacques Derrida, Jorge Larrosa, Carlos Skliar, N\u00faria Ferre, Kathryn Woodward, Rosa Hessel Silveira, Tomaz Tadeu da Silva, Marisa Costa e Alfredo Veiga-Neto, entre outros. Tomando o conjunto de narrativas produzidas sobre povos ind\u00edgenas na pesquisa, defini tr\u00eas eixos de an\u00e1lise: discursos que participam na produ\u00e7\u00e3o de nacionalidades; discursos que produzem sujeitos em pr\u00e1ticas escolarizadas e discursos que operam estrat\u00e9gias de narrar por estere\u00f3tipos. Estas unidades serviram como pontos de converg\u00eancia de sentidos e possibilitaram o exame de pr\u00e1ticas diversas, ancoradas em determinados regimes deverdade. No primeiro eixo estabeleci algumas rela\u00e7\u00f5es entre maneiras utilizadas pelos estudantes para narrar os povos ind\u00edgenas e discursos hist\u00f3ricos, liter\u00e1rios, iconogr\u00e1ficos, did\u00e1ticos. Interessaram-me, nesta parte do trabalho, os efeitos da articula\u00e7\u00e3o entre povos ind\u00edgenas e identidade nacional. Discuti tamb\u00e9m alguns deslocamentos nos sentidos de na\u00e7\u00e3o na atualidade. No segundo eixo examinei determinadas pr\u00e1ticas institucionalizadas em curr\u00edculos escolares para a abordagem da tem\u00e1tica ind\u00edgena. As pr\u00e1ticas analisadas foram aquelas narradas pelos estudantes, especialmente nas experi\u00eancias de escola b\u00e1sica, e meu interesse era investigar efeitos desses discursos, que conferem certo tipo de visibilidade aos povos ind\u00edgenas. Chamou minha aten\u00e7\u00e3o a recorr\u00eancia de relatos sobre a comemora\u00e7\u00e3o do Dia do \u00cdndio, abordagem da tem\u00e1tica que adquire contornos espec\u00edficos, colaborando para marcar o que deve ser lembrado e o que, em decorr\u00eancia, deve ser esquecido. No terceiro eixo discuti a produ\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos como estrat\u00e9gia discursiva ou seja, como uma forma de conhecimento e de identifica\u00e7\u00e3o que imprime certa ordem, produzindo pr\u00e1ticas e posicionando sujeitos. Analisei efeitos de articula\u00e7\u00f5es estabelecidas entre \u00edndio-natureza e entre pr\u00e1ticas ind\u00edgenas-pensamento m\u00e1gico, abordando tamb\u00e9m maneiras de narrar a presen\u00e7a ind\u00edgena em centros urbanos. A articula\u00e7\u00e3o produzida entre \u00edndio e natureza funciona como uma esp\u00e9cie de chave de leitura, sendo os povos ind\u00edgenas narrados como habitantes naturais da floresta, lugar geogr\u00e1fico e social que produz tamb\u00e9m um conjunto de atributos, colados ao corpo, apresentados como sendo pr\u00f3prios da natureza ind\u00edgena. \u00c9 poss\u00edvel dizer que as narrativas estereotipadas sobre povos ind\u00edgenas s\u00e3o movimentos de captura, para tornar a diferen\u00e7a semelhante, para marc\u00e1-la nos corpos, responsabilizando o outro pelo que nele se estranha e fixando atributos e lugares sociais. Argumento que, na produ\u00e7\u00e3o de sujeitos ind\u00edgenas e n\u00e3o-ind\u00edgenas, operam discursos m\u00faltiplos que se enla\u00e7am, se fortalecem, se op\u00f5em e, desse modo, constituem e engendram identidades e diferen\u00e7as, em rela\u00e7\u00f5es de poder e saber. Analisar as narrativas dos estudantes possibilitou entender identidades e diferen\u00e7as como produ\u00e7\u00f5es na cultura, operadas cotidianamente, no entrela\u00e7amento de distintas pr\u00e1ticas de significa\u00e7\u00e3o, que fabricam, posicionam e governam sujeitos. Os significados s\u00e3o produzidos e se instituem em negocia\u00e7\u00f5es, embates, jogos de for\u00e7a cotidianamente realizados. Nestas pr\u00e1ticas, v\u00e3o sendo constru\u00eddos aqueles que s\u00e3o narrados, como tamb\u00e9m aqueles que narram.<\/p>\n<p><strong>Tipo<\/strong>:\u00a0Tese<\/p>\n<p><strong>URL<\/strong>: <a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/10304\" target=\"blank\">http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/10304<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo: E por falar em povos ind\u00edgenas&#8230; quais narrativas contam em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas? Autor:\u00a0Iara Tatiana Bonin Orientador:\u00a0Rosa Maria Hessel Silveira N\u00edvel:\u00a0Doutorado Data:\u00a02007 Institui\u00e7\u00e3o: Universidade Federal do Rio Grande do Sul&#8230;.  <a class=\"excerpt-read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2016\/10\/20\/e-por-falar-em-povos-indigenas-quais-narrativas-contam-em-praticas-pedagogicas\/\" title=\"Read E por falar em povos ind\u00edgenas&#8230; quais narrativas contam em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas?\">Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2016\/10\/20\/e-por-falar-em-povos-indigenas-quais-narrativas-contam-em-praticas-pedagogicas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"E por falar em povos ind\u00edgenas... quais narrativas contam em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas? - NEABI UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"T\u00edtulo: E por falar em povos ind\u00edgenas&#8230; quais narrativas contam em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas? 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