{"id":1879,"date":"2017-01-27T10:42:46","date_gmt":"2017-01-27T10:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/?p=1879"},"modified":"2017-01-27T10:42:46","modified_gmt":"2017-01-27T10:42:46","slug":"terra-e-artesanato-mbya-guarani-polos-da-contraditoria-politica-indigenista-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2017\/01\/27\/terra-e-artesanato-mbya-guarani-polos-da-contraditoria-politica-indigenista-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Terra e artesanato Mby\u00e1-Guarani : polos da contradit\u00f3ria pol\u00edtica indigenista no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><strong>T\u00edtulo<\/strong>: Terra e artesanato Mby\u00e1-Guarani: polos da contradit\u00f3ria pol\u00edtica indigenista no Rio Grande do Sul<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>: F\u00e1bio Freitas Schilling Marquesan<\/p>\n<p><strong>Orientador<\/strong>: Cristina Amelia Pereira de Carvalho\u00a0<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.5;\">N\u00edvel<\/strong><span style=\"line-height: 1.5;\">: Doutorado\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Data<\/strong>: 2013<\/p>\n<p><strong>Institui\u00e7\u00e3o<\/strong>:\u00a0Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Administra\u00e7\u00e3o. Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Assunto<\/strong>: Artesanato. Ind\u00edgenas. Mercado.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>:\u00a0O objetivo deste trabalho \u00e9 desvelar as contradi\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0s pol\u00edticas ou a\u00e7\u00f5es que preconizam o artesanato enquanto meio de sobreviv\u00eancia nas comunidades ind\u00edgenas Mby\u00e1-Guarani no estado do Rio Grande do Sul (RS). A atividade artesanal integra programas de inclus\u00e3o social na condi\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o para a gera\u00e7\u00e3o de renda e preserva\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria dessas comunidades. Entretanto, oculta uma estrat\u00e9gia que procrastina o enfrentamento do problema da concess\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas. O consenso social formado em torno dessa pol\u00edtica fragiliza a luta pela terra por parte dos povos origin\u00e1rios, e o incentivo ao artesanato acaba por desviar as aten\u00e7\u00f5es dessa quest\u00e3o cr\u00edtica. Ainda assim, o artesanato ind\u00edgena \u00e9 uma alternativa leg\u00edtima para a preserva\u00e7\u00e3o de modos de fazer e formas de organiza\u00e7\u00e3o aut\u00f3ctones que definem padr\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o social aut\u00f4nomos. \u00c9, portanto, uma atividade capaz de manter vivos os sistemas societais espec\u00edficos de cada etnia ind\u00edgena. Mas, em contraponto a esse consenso, formula-se a hip\u00f3tese de que tal pol\u00edtica impede o fortalecimento de uma agenda p\u00fablica realmente efetiva no que diz respeito ao cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o que determina a demarca\u00e7\u00e3o e registro das terras ind\u00edgenas. Para viver em acordo com seus modos tradicionais, as comunidades ind\u00edgenas precisam dispor de amplos espa\u00e7os naturais preservados. E isso n\u00e3o \u00e9 contemplado quando ocorrem assentamentos em \u00e1reas de tamanho diminuto e pobres em recursos naturais. Trata-se, pois, da defesa de um posicionamento que confronta tanto a pol\u00edtica indigenista quanto a pesquisa em administra\u00e7\u00e3o no Brasil, que t\u00eam se pautado por doutrinas que n\u00e3o oferecem respostas a quest\u00f5es como essas. A filosofia positivista, que propunha a convers\u00e3o do ind\u00edgena tido como selvagem em cidad\u00e3o civilizado, integrado \u00e0 sociedade, foi dominante em praticamente toda a hist\u00f3ria da pol\u00edtica indigenista brasileira, e seus resqu\u00edcios ainda se fazem presentes. O paradigma sist\u00eamico-estrutural funcionalista, por outro lado, tem constitu\u00eddo a ortodoxia nos estudos em administra\u00e7\u00e3o no Brasil e tanto o questionamento de seus pressupostos quanto a busca por outras formas organizativas t\u00eam sido feitos de modo fragmentado. Por fim, compreende-se que a quest\u00e3o ind\u00edgena, pela carga de interesses, preconceitos e toda sorte de equ\u00edvocos que a cercam, torna-se um meio privilegiado para que se explore a cr\u00edtica nos estudos organizacionais. Uma cr\u00edtica que se prop\u00f5e a desvelar a apar\u00eancia de que se estaria diante de pol\u00edticas transformadoras quando, de fato, permanecem incontestes os mecanismos fundamentais da explora\u00e7\u00e3o capitalista. Ainda que imersos no discurso positivo do respeito e da valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade.<\/p>\n<p><strong>Tipo<\/strong>: Tese<\/p>\n<p><strong>URL<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/86847\" target=\"blank\">http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/86847<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo: Terra e artesanato Mby\u00e1-Guarani: polos da contradit\u00f3ria pol\u00edtica indigenista no Rio Grande do Sul Autor: F\u00e1bio Freitas Schilling Marquesan Orientador: Cristina Amelia Pereira de Carvalho\u00a0 N\u00edvel: Doutorado\u00a0 Data: 2013&#8230;  <a class=\"excerpt-read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2017\/01\/27\/terra-e-artesanato-mbya-guarani-polos-da-contraditoria-politica-indigenista-no-rio-grande-do-sul\/\" title=\"Read Terra e artesanato Mby\u00e1-Guarani : polos da contradit\u00f3ria pol\u00edtica indigenista no Rio Grande do Sul\">Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2017\/01\/27\/terra-e-artesanato-mbya-guarani-polos-da-contraditoria-politica-indigenista-no-rio-grande-do-sul\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Terra e artesanato Mby\u00e1-Guarani : polos da contradit\u00f3ria pol\u00edtica indigenista no Rio Grande do Sul - NEABI UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"T\u00edtulo: Terra e artesanato Mby\u00e1-Guarani: polos da contradit\u00f3ria pol\u00edtica indigenista no Rio Grande do Sul Autor: F\u00e1bio Freitas Schilling Marquesan Orientador: Cristina Amelia Pereira de Carvalho\u00a0 N\u00edvel: Doutorado\u00a0 Data: 2013... 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