{"id":1923,"date":"2017-02-07T12:33:32","date_gmt":"2017-02-07T12:33:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/?p=1923"},"modified":"2017-02-07T12:33:32","modified_gmt":"2017-02-07T12:33:32","slug":"prevalencia-de-hipertensao-arterial-e-fatores-associados-em-comunidades-quilombolas-do-rio-grande-do-sul-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2017\/02\/07\/prevalencia-de-hipertensao-arterial-e-fatores-associados-em-comunidades-quilombolas-do-rio-grande-do-sul-brasil\/","title":{"rendered":"Preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>T\u00edtulo<\/strong>:\u00a0Preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil<\/p>\n<p><strong>Autor<\/strong>: S\u00edlvia Pauli<\/p>\n<p><strong>Orientador<\/strong>: Marilda Borges Neutzling<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.5;\">N\u00edvel<\/strong><span style=\"line-height: 1.5;\">: Mestrado\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Data<\/strong>: 2016<\/p>\n<p><strong>Institui\u00e7\u00e3o<\/strong>:\u00a0Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Epidemiologia.<\/p>\n<p><strong>Assunto<\/strong>: Comunidades vulner\u00e1veis. Estudos transversais. Fatores de risco. Grupo com ancestrais do Continente Africano. Hipertens\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>:\u00a0Introdu\u00e7\u00e3o: Hipertens\u00e3o \u00e9 um dos principais fatores de risco para diversas doen\u00e7as cardiovasculares agudas e cr\u00f4nicas, morte prematura e incapacidade. H\u00e1 evid\u00eancias de que seja mais prevalente e grave em indiv\u00edduos negros do que em brancos, por\u00e9m os mecanismos que contribuem para essa diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o totalmente compreendidos. Todavia, fatores socioecon\u00f4micos, situa\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o racial e exclus\u00e3o social podem influenciar fortemente a frequ\u00eancia, distribui\u00e7\u00e3o e causalidade das doen\u00e7as mais incidentes entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira afrodescendente, entre elas, a hipertens\u00e3o. Nesse contexto, merecem aten\u00e7\u00e3o as comunidades quilombolas, que s\u00e3o n\u00facleos populacionais de afrodescendentes, marcados por processos de discrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o que imprimem em sua realidade um quadro socioecon\u00f4mico bastante excludente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira de modo geral. S\u00e3o escassos na literatura estudos que caracterizem sua situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Tendo em vista o contexto de vulnerabilidade social e a magnitude que representa a hipertens\u00e3o, entende-se que todos os esfor\u00e7os devem ser feitos a fim de viabilizar estudos direcionados ao conhecimento desse agravo na popula\u00e7\u00e3o de remanescentes de quilombolas do Rio Grande do Sul (RS). OBJETIVO: Identificar a preval\u00eancia e fatores associados \u00e0 hipertens\u00e3o arterial em adultos residentes em comunidades quilombolas do RS. M\u00c9TODOS: Estudo transversal de base populacional, realizado em 2011 com adultos respons\u00e1veis por domic\u00edlios de comunidades quilombolas do RS. Foram selecionadas 634 fam\u00edlias por amostragem proporcional ao tamanho, de 22 comunidades localizadas em 17 munic\u00edpios ga\u00fachos. O desfecho foi obtido atrav\u00e9s da pergunta: \u201cAlgum m\u00e9dico j\u00e1 lhe disse que voc\u00ea tem hipertens\u00e3o (press\u00e3o alta)?\u201d. Associa\u00e7\u00f5es entre desfecho e vari\u00e1veis explanat\u00f3rias (demogr\u00e1ficas, socioecon\u00f4micas, estilo de vida e de sa\u00fade) foram analisadas por regress\u00e3o de Poisson, com vari\u00e2ncia robusta e entrada hierarquizada das vari\u00e1veis. Por fim, foram calculadas as fra\u00e7\u00f5es atribu\u00edveis populacionais por componente (FAPC) para os fatores modific\u00e1veis associados \u00e0 hipertens\u00e3o. RESULTADOS: Foram entrevistados 589 adultos. Houve perda de 7% nas entrevistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amostra originalmente prevista. A maioria era do sexo feminino (64,9%), residia no per\u00edmetro rural (81,7%) era da ra\u00e7a\/cor n\u00e3o branca (90,7%), recebia at\u00e9 \u00bd sal\u00e1rio m\u00ednimo (63,3%) e 80% tinha menos de 8 anos de estudo. A m\u00e9dia de idade foi de 45 anos (DP 17). 38,3% (IC95% 31,4%-45,1%) dos entrevistados referiu diagn\u00f3stico de hipertens\u00e3o. An\u00e1lise multivariada revelou associa\u00e7\u00e3o com consumo excessivo de \u00e1lcool (RP 0,52; IC95% 0,31-0,85), circunfer\u00eancia da cintura acima do adequado (RP 1,74; IC95% 1,41-2,15) e presen\u00e7a de diabetes (RP 1,38; IC95% 1,17-1,64). Idade apresentou associa\u00e7\u00e3o direta e escolaridade mostrou-se inversamente associada \u00e0 hipertens\u00e3o. A an\u00e1lise da FAPC revelou que se os indiv\u00edduos tivessem 8 anos ou mais de estudo a preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial seria reduzida em 22,5%. CONCLUS\u00d5ES: A preval\u00eancia de hipertens\u00e3o observada nas comunidades quilombolas do RS foi elevada. Cabe salientar a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade dessa popula\u00e7\u00e3o, evidenciada, ao menos em parte, pela baixa escolaridade (80% sem ensino fundamental completo), baixa renda (63,3% recebem menos de \u00bd sal\u00e1rio m\u00ednimo), grau de isolamento (81,7% residem em \u00e1reas isoladas do per\u00edmetro rural) e pelo fato de 90,7% da amostra ser da ra\u00e7a\/cor n\u00e3o branca, o que provavelmente sujeita esses indiv\u00edduos a sofrerem discrimina\u00e7\u00e3o racial e suas consequ\u00eancias adversas. Considerando-se a magnitude que representa a hipertens\u00e3o e a extrema vulnerabilidade social desses grupos, pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam seu acesso a direitos fundamentais (sa\u00fade, renda e escolaridade) poderiam ter impacto importante na diminui\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia de hipertens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tipo<\/strong>: Disserta\u00e7\u00e3o\u00a0<\/p>\n<p><strong>URL<\/strong>:\u00a0<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/143074\" target=\"blank\">http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/143074<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo:\u00a0Preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil Autor: S\u00edlvia Pauli Orientador: Marilda Borges Neutzling N\u00edvel: Mestrado\u00a0 Data: 2016 Institui\u00e7\u00e3o:\u00a0Universidade Federal do&#8230;  <a class=\"excerpt-read-more\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2017\/02\/07\/prevalencia-de-hipertensao-arterial-e-fatores-associados-em-comunidades-quilombolas-do-rio-grande-do-sul-brasil\/\" title=\"Read Preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil\">Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[13],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/neabi\/index.php\/2017\/02\/07\/prevalencia-de-hipertensao-arterial-e-fatores-associados-em-comunidades-quilombolas-do-rio-grande-do-sul-brasil\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil - NEABI UFRGS\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"T\u00edtulo:\u00a0Preval\u00eancia de hipertens\u00e3o arterial e fatores associados em comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul, Brasil Autor: S\u00edlvia Pauli Orientador: Marilda Borges Neutzling N\u00edvel: Mestrado\u00a0 Data: 2016 Institui\u00e7\u00e3o:\u00a0Universidade Federal do... 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