
Grupo de Trabalho #3 – Desenvolvimento Econômico e Financeiro Soberano
O desenvolvimento econômico e financeiro soberano tem figurado nos debates contemporâneos à medida em que são enfrentados diferentes desafios em níveis nacional e global. Eventos recentes de amplo impacto, como a pandemia de COVID-19 e a consequente crise econômica, comercial e financeira, bem como novas tensões geopolíticas, têm apontado para a necessidade de maior resiliência e autonomia econômica e financeira de Estados preocupados com sua soberania e sua capacidade de responder a esses desafios. Na busca de soluções concretas, está a possibilidade de colaborar com parceiros engajados na construção dessas soluções.
Nesse sentido, o desenvolvimento de estratégias de recuperação econômica e financeira pós-COVID-19, bem como o desenvolvimento de estratégias alinhadas às novas demandas do contexto geopolítico internacional, apontam para a possibilidade de caminhos alternativos para um desenvolvimento econômico que não penalize os Estados na busca por sustentabilidade econômica e fiscal doméstica, ao mesmo tempo em que promovam maior resiliência frente a movimentos unilaterais, como sanções coercitivas.
Entretanto, pensar novas estratégias para o desenvolvimento econômico e financeiro soberano também deve estar alinhado à reflexão acerca de seus impactos sociais. Assim, fenômenos contemporâneos que moldarão o futuro, como a crescente digitalização da economia e a emergência de novas tecnologias, passam a ser tópicos centrais para pensar a autonomia econômica e financeira dos países, em particular, dos BRICS, refletindo sobre as possibilidades de inclusão econômica e financeira dos cidadãos em economias em transformação.
Portanto, torna-se necessário pensar nas estruturas e instrumentos institucionais e regulatórios necessários para resguardar não somente a soberania dos Estados, mas também os interesses dos cidadãos, atendendo às demandas locais, ao mesmo tempo em que desenvolvendo e protegendo as infraestruturas digitais e tecnológicas necessárias. Essa dinâmica enfatiza a importância de soluções pensadas do local para o internacional.
Como maximizar as potencialidades nacionais, atendendo às suas demandas domésticas, ao mesmo tempo em que resguardando sua capacidade de agência, é um desafio cada vez mais pertinente para a nova configuração econômica que se apresenta. O BRICS é um fórum central para esse debate. Por trás dessas questões está a possibilidade de pensar diferentes visões via mecanismos institucionais para o desenvolvimento econômico dentro e dentre os países membros dos BRICS, agregando diferentes forças em busca de soluções e respondendo a diferentes vulnerabilidades.
Aviso: em virtude das dificuldades enfrentadas pela comunidade devido aos alagamentos no Rio Grande do Sul, as rodadas de discussão dos grupos de trabalho foram adiadas conforme novas datas no cronograma abaixo.
