{"id":1761,"date":"2021-07-27T15:43:15","date_gmt":"2021-07-27T18:43:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics\/?p=1761"},"modified":"2026-03-09T15:45:00","modified_gmt":"2026-03-09T18:45:00","slug":"rompendo-as-barreiras-do-dualismo-monismo-advaito-e-sua-conectividade-como-uma-contribuicao-indiana-para-as-ri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/2021\/07\/27\/rompendo-as-barreiras-do-dualismo-monismo-advaito-e-sua-conectividade-como-uma-contribuicao-indiana-para-as-ri\/","title":{"rendered":"Rompendo as barreiras do dualismo: monismo advaito e sua conectividade como uma contribui\u00e7\u00e3o indiana para as RI"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baseado no artigo <em>Rethinking the Absence of post-Western International Relations theory in India: \u2018Advaitic monism\u2019 as na alternative epistemological resource, <\/em>este seguinte texto tem dois objetivos. O primeiro se trata da apresenta\u00e7\u00e3o do conceito de monismo advaita e o que ele significa. O segundo ponto se d\u00e1 na compara\u00e7\u00e3o desse conceito com a l\u00f3gica dualista do pensamento cient\u00edfico ocidental tradicional. Este texto n\u00e3o tem a proposi\u00e7\u00e3o de ser uma resenha do artigo em que se baseia, pois ele n\u00e3o se prop\u00f5e a analisar todos os conte\u00fados inseridos nele. O prop\u00f3sito, ent\u00e3o, \u00e9 uma apresenta\u00e7\u00e3o e introdu\u00e7\u00e3o do conceito indiano a fim de que haja maior compreens\u00e3o do arcabou\u00e7o epistemol\u00f3gico hindu e uma contribui\u00e7\u00e3o para esse tipo de conte\u00fado em portugu\u00eas, o que \u00e9 raro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>Origens do pensamento advaita e anacronismos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Originado no oitavo s\u00e9culo da era comum, o conceito da doutrina Advaita faz parte de um grande arcabou\u00e7o filos\u00f3fico da antiga civiliza\u00e7\u00e3o indiana. Tendo o Shankara como um dos seus maiores elaboradores, ele estabeleceu centros de excel\u00eancia advaita e teve alguns disc\u00edpulos que ajudaram a espalhar essa vis\u00e3o pela sua regi\u00e3o. No entanto, como a maioria do pensamento advaita permaneceu no campo religioso e da filosofia religiosa, o artigo supracitado tem o objetivo de traz\u00ea-lo para o campo das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (RI).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, \u00e9 importante frisar que os autores (Deepshikha Shahi e Gennaro Ascione) reconhecem que ao fazer isso, uma certa dose de anacronismo ser\u00e1 embutida no processo. Eles chegam a dizer que&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>a pr\u00f3pria tens\u00e3o de realocar um conceito antigo em uma estrutura cujas coordenadas s\u00e3o provindas de terminologias modernas complementares, como \u201cepistemologia\u201d ou \u201cmetodologia\u201d, for\u00e7a nossa imagina\u00e7\u00e3o para uma reconfigura\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal desse conceito por meios de uma tradu\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica ex-post (p. 6, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 desse substrato rico e n\u00e3o-familiar ao Ocidente que surgem as principais colabora\u00e7\u00f5es do mundo n\u00e3o-ocidental para a teoria das RI. Por\u00e9m, uma pergunta surge entre os autores: como, ent\u00e3o, encaixar os conceitos do monismo advaita dentro do arcabou\u00e7o tradicional das RI? Antes de tudo, faz-se necess\u00e1rio explicar o que \u00e9 monismo e o que \u00e9 a doutrina advaita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>Defini\u00e7\u00f5es de monismo e de Advaita<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><\/strong>Para definir o que \u00e9 monismo, os autores, em primeiro lugar, conceitualizam o que n\u00e3o \u00e9 monismo. Para isso eles usam os exemplos do dualismo e do holismo. O dualismo, sendo a base do pensamento cient\u00edfico ocidental, \u00e9 balizado pela preposi\u00e7\u00e3o da \u201c<em>separa\u00e7\u00e3o do sujeito do objeto de pesquisa<\/em>\u201d (p.7). O holismo, por sua vez, \u00e9 quando se assume que <em>\u201cas partes de um todo est\u00e3o em \u00edntima interconex\u00e3o, a ponto de elas n\u00e3o poderem existir independentemente do todo, ou n\u00e3o podem ser entendidas sem refer\u00eancia ao todo, e o \u2018todo\u2019 \u00e9 visto como maior que a soma de suas \u2018partes\u2019<\/em>\u201d (p.8). Diante dessas duas defini\u00e7\u00f5es, o monismo se caracteriza como \u201c<em>uma vis\u00e3o filos\u00f3fica na qual uma variedade de coisas existentes pode ser explicada em termos de uma \u00fanica realidade ou subst\u00e2ncia<\/em>\u201d (pp.17-18). Ent\u00e3o, os objetos n\u00e3o somente apresentam uma continuidade ontol\u00f3gica, mas como, tamb\u00e9m, pertencem a uma mesma realidade basilar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o do Advaita \u00e9 mais complexa. Em primeiro lugar, deve-se ter em mente que o Advaita \u00e9 somente uma das tr\u00eas principais correntes filos\u00f3ficas indianas. O Dvaita, representando o dualismo; o Vishishtadvaita, o monismo qualificado; e o Advaita, o monismo. Segundo os autores, enquanto o Dvaita mostra que existe \u201cuma exist\u00eancia separada de dois tipos de realidade \u2013 material (f\u00edsica) e imaterial (espiritual)\u201d (p.17), o Vishishtadvaita atende mais a uma compreens\u00e3o do todo como uma resultante das intera\u00e7\u00f5es das part\u00edculas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Postas essas diferencia\u00e7\u00f5es, o monismo Advaita (cuja tradu\u00e7\u00e3o significa n\u00e3o-dualidade), acredita que toda a realidade \u00e9 ligada por uma realidade-n\u00facleo do Ser, o Brahman. O Brahman \u00e9 uma \u201c<em>\u00fanica conectividade oculta \u2013 debaixo das diversidades objetivas e subjetivas ao redor do globo<\/em>\u201d (p.10). No entanto, n\u00e3o devemos pensar que essa conectividade \u00fanica anula todo o tipo de diversidade ou diferen\u00e7a. O que o monismo advaita oferece \u00e9 \u201c<em>n\u00edvel percebido mais abaixo de \u2018realidade amb\u00edgua\u2019 [&#8230;] que existe com o Brahman (a realidade central b\u00e1sica) em sua ra\u00edz<\/em>\u201d (p.10).&nbsp; O mundo que conhecemos, ou seja, a realidade percebida de forma direta, \u00e9 composta pelo Jiva (o <em>self <\/em>corp\u00f3reo) e o Atman (o <em>self <\/em>auto-reflexivo), os quais s\u00e3o apenas express\u00f5es externas do Brahman. Mas como esse conceito seria \u00fatil para a epistemologia e ontologia das RI?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>Para al\u00e9m de Descartes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><\/strong>Apesar de ser um conceito que possibilita diversos tipos de reflex\u00e3o, os autores especificam o cen\u00e1rio de sua poss\u00edvel utiliza\u00e7\u00e3o.&nbsp; Eles dizem que \u201co <em>conceito de Advaita tem que ser tratado como um campo f\u00e9rtil para a teoriza\u00e7\u00e3o de RI somente na extens\u00e3o que ele possibilita que as filosofias n\u00e3o-Euroc\u00eantricas constituam um pleito leg\u00edtimo para a epistemologia n\u00e3o-dualista<\/em>\u201d. Eles dizem que o dualismo (a separa\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica do sujeito que pesquisa e do objeto pesquisado), inaugurado e refor\u00e7ado pelo modelo cartesiano, oferece uma vis\u00e3o de mundo que naturaliza o distanciamento abstrato entre pesquisador e pesquisado, familiarizando uma hierarquia ontol\u00f3gica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, por que especificar a utiliza\u00e7\u00e3o do monismo advaita? Os autores dizem que, assim, pode-se escapar da armadilha de tentar buscar \u201cfontes de verdade atav\u00edsticas\u201d quando, na verdade, \u00e9 somente uma vis\u00e3o de mundo alternativa. Desse modo, \u00e9 a preval\u00eancia do dualismo que faz com que o monismo seja um campo f\u00e9rtil para a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento nas RI. E como isso funciona? Os autores d\u00e3o exemplo das rela\u00e7\u00f5es entre o sujeito e o objeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>No esquema epistemol\u00f3gico-metodol\u00f3gico do monismo advaita, o \u2018te\u00f3rico\u2019 (o sujeito que gera a metanarrativa) e a \u2018teoria\u2019 (a metanarrativa que corresponde ao objeto) t\u00eam a possibilidade de \u2018se fundir\u2019 pois quanto mais alta a capacidade do te\u00f3rico de \u2018revelar\u2019 a conectividade oculta entre formas de realidades aparentemente diversas, maior seria a proximidade do te\u00f3rico em rela\u00e7\u00e3o a realidade conectiva b\u00e1sica, isso \u00e9, o Brahman <\/em>(p.10).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, pode-se argumentar que essa \u201cconstitui\u00e7\u00e3o m\u00fatua\u201d entre sujeito e objeto j\u00e1 foi posta em pr\u00e1tica por abordagens p\u00f3s-positivistas ocidentais nas RI. O construtivismo, feminismo e teoria cr\u00edtica s\u00e3o exemplos dessas tentativas. No entanto, o que une essas abordagens \u00e9 que elas n\u00e3o v\u00eam o \u201c\u2018<em>colapso\u2019 do dualismo do sujeito-objeto<\/em> [&#8230;]\u201d deixando-os presos nessa l\u00f3gica.&nbsp; A alternativa trazida pelo monismo advaita se d\u00e1 no fato que ele v\u00ea um mundo conectado a uma \u00fanica realidade. Nessa realidade, o Estado e o mundo possuem o mesmo valor e signific\u00e2ncia ontol\u00f3gica. Portanto, diante dessa equival\u00eancia, a escolha de um ou de outro \u201c<em>\u00e9 uma quest\u00e3o de escolha politicamente motivada para dar prioridade a uma entidade ontol\u00f3gica <\/em>[&#8230;.] <em>como uma unidade de an\u00e1lise dominante<\/em>\u201d (p.14).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No que tange o Brahman, ele \u00e9 a realidade que tanto o Estado quanto o mundo se baseiam, mesmo que seja somente uma pequena parte dela. Assim, essa \u201crealidade oculta b\u00e1sica\u201d n\u00e3o somente une todos os elementos do globo (de indiv\u00edduos \u00e0s classes, passando pelo meio ambiente e culturas), mas ela tem o papel de defini-lo. \u201c[&#8230;] <em>os diversos indiv\u00edduos Estados-nacionais constituem sub-realidades pertencentes \u00e0 realidade conectada global b\u00e1sica, e a natureza nuclear das sub-realidades e a realidade base&nbsp; n\u00e3o s\u00e3o ontologicamente distintas, apesar do fato de serem analiticamente diferenci\u00e1veis, j\u00e1 que ambas s\u00e3o marcadas com e manifestam a mesma \u00fanica conectividade oculta<\/em>\u201d (p.15).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais que diversas quest\u00f5es sejam trazidas aos debates das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, as respostas ser\u00e3o destinadas ao mesmo destino do dualismo devido \u00e0 ontologia e epistemologia dominante da ci\u00eancia ocidental. Desse modo, cabe aqui listar algumas caracter\u00edsticas do monismo advaita que podem gerar alternativas para esse cen\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O mundo \u00e9 uma unidade pol\u00edtica perpetuamente conectada.<\/li><li>Apesar de haver entidades nucleares com suas respectivas realidades, todas elas pertencem a uma \u00fanica realidade conectiva oculta, o Brahman.<\/li><li>O estudo dessas sub-realidades n\u00e3o pode ser entendido como cen\u00e1rios r\u00edgidos e isolados, j\u00e1 que todos pertencem a uma conectividade maior.<\/li><li>A import\u00e2ncia dada a uma entidade pol\u00edtica \u00e9 somente atrav\u00e9s de uma escolha de prioridade anal\u00edtica do pesquisador, o que abre caminhos para a pesquisa das conectividades dessa mesma entidade a fim de se aproximar do Brahman.&nbsp;<\/li><li>A conectividade do globo n\u00e3o \u00e9 para ser percebida, mas para ser explorada intelectualmente.&nbsp;<\/li><li>A percep\u00e7\u00e3o dessa conectividade serve de ferramenta re-interpretativa da diversidade dos atores e fen\u00f4menos pol\u00edticos, diminuindo as supostas barreiras entre eles.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, segundo os autores, <em>o pr\u00f3prio ato de pensar as rela\u00e7\u00f5es dentro de uma estrutura mon\u00edstica de pensamento leva ao \u2018colapso\u2019 do dualismo sujeito-objeto: o monismo advaita \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica na qual o sujeito \u00e9 percebido como integral \u00e0s rela\u00e7\u00f5es que ele\/a ativa no que tange ao objeto <\/em>(p.16).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baseado no artigo Rethinking the Absence of post-Western International Relations theory in India: \u2018Advaitic monism\u2019<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":1762,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ub_ctt_via":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[55],"ppma_author":[104],"class_list":["post-1761","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-analise-nebrics","tag-india"],"featured_image_src":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Deuses-indianos-conheca-mais-sobre-eles-e-a-historia-de-cada-um-780x450-1.jpg","author_info":{"display_name":"Bruno Pedrosa","author_link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/author\/bruno-pedrosa\/"},"authors":[{"term_id":104,"user_id":15,"is_guest":0,"slug":"bruno-pedrosa","display_name":"Bruno Pedrosa","avatar_url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/b8af32c75975e788b424329b9318f4210a321bacda6b6e3db5c3770dd3cd8dc0?s=96&d=mm&r=g","first_name":"Bruno","last_name":"Pedrosa","user_url":"","job_title":"","description":""}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1761"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2365,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761\/revisions\/2365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1761"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1761"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1761"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nebrics-mais\/wp-json\/wp\/v2\/ppma_author?post=1761"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}