Não é Choque, Nem é Hype: o caso dos BRICS

Não é Choque, Nem é Hype: o caso dos BRICS

A década de 1990 trouxe várias surpresas para o mundo. Com a queda da União Soviética, em 1991, o planeta sofreu transformações presentes até os dias de hoje. Cita-se, por exemplo, o grande aumento do número de países democráticos, a liderança do modelo econômico liberal e a revolução da história da comunicação – desde a imprensa de Gutenberg – com a internet. Foi também na década de 1990 que o mundo viu o filme Titanic (dirigido por James Cameron)sendo indicado para 14 estatuetas do Oscar (levando 11) e alcançando a maior bilheteria de todos os tempos até então. Cameron e sua equipe conseguiram a façanha de empatar, em indicações, com os filmes A Malvada e, em estatuetas, com Ben-Hur, sendo estes da era da Guerra Fria (1950 e 1959, respectivamente). Assim como o grande navio, a ordem de um mundo bipolar e todos os seus produtos (inclusive os culturais) começaram a afundar, ao mesmo tempo em que Cameron e a pax americana se consolidavam.

Cabe dizer, também, que apesar da grande ufania causada pelo filme e o novo arranjo de poder internacional dessa era[1] , houve duas dinâmicas, muito ofuscadas pelo Titanic e pelo Fim da História[2], que, ao longo da década dos anos 2000 e 2010, trariam preocupações tanto para Cameron quanto para Washington. Em relação ao cineasta, em 1990, a Marvel lança seu primeiro longa-metragem sobre um super-herói em live-action, cujas consequências serão explicadas mais tarde. No que tange a Washington, sua própria vitória na Guerra Fria e o consequente espaço de ação para as nações constrangidas pela bipolaridade promoveriam mudanças significativas na estrutura mundial.

Denominados  “países monstros”[3], “Estados-pivôs”[4] e “países baleias”[5], certos países do mundo em desenvolvimento começaram a atrair a atenção de estudiosos e investidores tanto pelo tamanho das suas economias e seu  potencial de crescimento, como por seus grandes territórios, populações e protagonismo em  seus respectivos ambientes regionais. No entanto, não foram todos que viram essa possível “ascensão do resto” como um fenômeno que poderia trazer vantagens ao sistema internacional. Seja pelas suas capacidade de causar grandes desequilíbrios na balança de poder, gerando conflitos, ou mesmo pela incompatibilidade dessas novas potências com os valores liberais da ordem internacional, os “países monstros” despertaram desconfiança no Ocidente. O grande exemplo é a teoria do Choque de Civilizações de Huntington (1993). No entanto, o propósito aqui não é uma crítica sistemática à teoria – como já foi feito em outras ocasiões[6] -, mas sim uma análise de como ela lida com a ascensão de potências emergentes, em especial os BRICS.

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Huntington (foto ao lado) diz que as principais fontes de conflito em um mundo pós-Guerra Fria não são as de cunho ideológico ou econômico, mas  as de cunho cultural. Apesar de ainda conferir  primazia de agência internacional aos Estados-nacionais, o teórico estadunidense  diz que isso não contradiz seu pensamento, já que esses mesmos atores e os conflitos gerados por eles seriam motivados por questões civilizacionais, tendo as fronteiras entre as civilizações como o principal palco de guerras. Desse modo, ele chega a dizer que mesmo os países não-ocidentais, historicamente “sujeitos” ao Ocidente, não serão mais passivos e submissos, mas formadores e direcionadores da História.

Diante desse cenário, Huntington traça alguns cenários. O primeiro deles é que o aumento da consciência civilizacional causada pelo aumento de interações intercivilizacionais, possibilitadas pela globalização, resulta em  uma “desocidentalização” das elites desses países. Além disso, Huntington diz que países com os mesmos valores ou de valores similares possuem maior tendência de aproximação econômica e comercial. Outro ponto é que a maioria dos conflitos entre as civilizações se dará em regiões onde diferentes valores civilizacionais se encontram, o que leva a outra questão: conflitos mais intensos do que aqueles que se encontram dentro de uma única civilização.

Contudo, como se percebeu ao longo dos anos, as previsões do Choque de Civilizações não se concretizaram, isto é, o mundo não se tornou mais conflituoso pela “ascensão do resto”, sendo os BRICS o maior exemplo disso. Em relação ao argumento da “desocidentalização” das elites, é possível perceber que, ao contrário das ideias de  Huntington, o BRICS  não demonstra rejeição aos valores liberais em sua totalidade, mas sim  motivações em relação a uma redistribuição do poder institucional, que se adeque melhor  ao poder global. Dessa forma, essas potências emergentes não buscam destruir a ordem liberal do pós-Segunda Guerra Mundial (igualdade jurídica entre as nações, inviolabilidade das soberanias, multilateralismo e etc), mas procuram a adaptação das hierarquias que sustentam esse sistema, para que suas relevâncias dentro do sistema internacional sejam melhor representadas[7] . Portanto, de acordo com Ramalho (2012), professor da UnB:

“ao afirmarem que essas estruturas precisam ajustar-se à distribuição corrente de poder entre os Estados, os BRICS buscam de fato posicionarem-se à favor  das organizações internacionais, reafirmando uma agenda efetivamente conservadora”.

A  aproximação econômica, e até mesmo política, entre países que compartilham os mesmos valores civilizacionais, com suas diversas diferenças sociais, contraria  a proposição de Huntington. O BRICS tem um papel especial, nesse sentido, pois comprova que potências líderes de suas próprias civilizações conseguem, apesar dos seus diferentes valores civilizacionais, cooperarem nos mais diversos âmbitos da política internacional[8]. Além disso, no âmbito econômico, pode-se ver que os maiores parceiros comerciais do BRICS não fazem parte de suas próprias civilizações, mostrando que a questão cultural é apenas mais uma entre uma infinidade de variáveis que determinam o comportamento dos Estados, e não a principal.

Finalmente, Huntington erra ao afirmar que as maiores guerras ocorreriam onde existe um choque de civilizações. Apesar de haver conflitos pós-Guerra Fria que convergem para a teoria (Guerra da Bósnia, Guerra da Geórgia, tensões entre Índia e Paquistão e Rússia com a União Europeia), as guerras que apresentaram maiores níveis de  violência foram aquelas que se apresentaram dentro das próprias civilizações[9] (Guerra Civil no Iêmen, Segunda Guerra do Congo, Guerra na Síria). Cabe dizer, também, que apesar de haver certas tensões e ter havido conflitos entre os membros do BRICS, as questões civilizacionais não impediram que houvesse aprofundamento de cooperação e diálogo entre os mesmos.

Outro ponto a ser analisado é a suposta efemeridade e insustentabilidade da ascensão dessas potências não-ocidentais para um papel mais protagônico dentro da ordem internacional. Voltando a analogia do cinema, nos anos 2000, James Cameron parecia insuperável. Não somente ele já havia conquistado a maior bilheteria de todos os tempos com Titanic, como, em 2009, lançou o filme Avatar,tornando-se um sucesso de público, ao  superar também a própria marca de maior bilheteria. No entanto, diferentemente de Titanic, Avatar não foi indicado a tantas categorias como o filme de 1997 e perdeu a estatueta de melhor produção para Guerra ao Terror, dirigido por Kathryn Bigelow, ex-esposa de Cameron. A trajetória de Cameron, com Titanic e Avatar,pode ser utilizada como analogia para a mudança nos arranjos de poder durante o século XXI.

Assim como Cameron, os EUA pareciam insuperáveis com seu poder. Ganhadores da Guerra Fria, com poder cultural, militar e político “second to none”[10], Washington havia  conquistado um nível de proeminência jamais visto na história.  O próprio desrespeito às instituições criadas por eles mesmos (a ONU e seu Conselho de Segurança), parecia não abalar a confiança do país, tornando impotentes as nações questionadoras  frente ao colosso estadunidense. No entanto, assim como Avatar para Cameron, os anos de 2008 e 2009 mostraram, ao mesmo tempo, o apogeu e o início do declínio do poder estadunidense

A crise financeira causada pela bolha do subprime revelou ao mundo como o grau de sua interconectividade era dependente de Wall Street, demonstrando também  como o modelo econômico liderado pelos estadunidenses trouxe o próprio país aos joelhos com a maior crise desde 1929. Assim como Cameron perdia o Oscar para Bigelow, os EUA mostravam suas sensibilidades através do liberalismo.

Porém, o mundo não parou de rodar e os emergentes não pararam de crescer. Assim como o BRIC, várias siglas, advindas do mundo financeiro, reuniam países que apresentavam grande crescimento econômico e se mostravam como oportunidades para investimento (N-11, CIVETS, VISTA e etc). A  ascensão de potências não-ocidentais, ao mesmo tempo que havia uma fraqueza do Ocidente, botou em cheque a legitimidade dos regimes e das instituições liberais (ONU, FMI e Banco Mundial), principalmente no que tange a capacidade de decisão e hierarquia dentro delas. No entanto, nenhum desses questionamentos foi mais eficientemente executado do que o realizado pelo BRICS.

Diferentemente das outras siglas, o BRICS foi o único acrônimo do mundo financeiro que conseguiu uma maior integração político-diplomática entre os membros. Além disso, esse movimento foi acelerado pela crise de 2008, a qual, segundo Reis (2012) constituiu “em um momento de redesenho da governança global, em que se torna cada vez mais aguda a percepção do déficit de representatividade e, portanto, de legitimidade das estruturas gestadas no pós-guerra”. Essa aproximação política fez com que os países do BRICS fossem considerados as nações do futuro, muito por causa dos altos índices de desenvolvimento econômico e social, além das diversas reuniões e encontros a fim de arquitetar e definir posicionamentos conjuntos perante  um mundo em crise e ainda dominado pelo Ocidente[11].

No entanto, esse movimento geopolítico não passou despercebido, tampouco foi aceito por todos. Gerando diversas  visões céticas, os BRICS são muitas vezes criticados pela heterogeneidade de sua composição e sua consequente incapacidade de  “estabelecer cooperações mais significativas”. Ainda, também são criticados por suas  numerosas reuniões e encontros não significarem “a criação de uma cooperação sustentável”, segundo Stuenkel (2017). Ademais, a desaceleração do crescimento do bloco nos últimos anos pôs em xeque a legitimidade da sua raison d’être, mostrando que o fenômeno da ascensão das potências emergentes e sua caminhada para uma maior centralidade nas decisões de poder foi apenas um hype, palavra inglesa que define uma extrema atenção e promoção de pessoa, ideia ou produto a qual dura por um pequeno espaço de tempo.

A mesma palavra é utilizada por Amitav Acharya para tentar compreender essa dinâmica contemporânea das relações internacionais. Muito baseado no BRICS, Acharya não nega a importância dessa emergência ao longo da primeira década dos anos 2000, destacando  que, durante esse período, os BRICS contribuíram  para um terço do crescimento econômico global e que, em paridade de poder de compra, eles representam um quarto da economia mundial. No entanto, apesar desse reconhecimento, o pensador indiano apresenta um tom cético em relação à capacidade de cooperação e coordenação de agência do grupo, chegando até a dizer que “apesar do hype ao seu redor, ser membro do BRICS é mais um status simbólico […] do que um meio para uma autoridade real para tomar decisões na política internacional”[12]

O autor conclui que, apesar das potências emergentes (incluindo o BRICS) não estarem mais passivas à dominância do Ocidente sobre a governança global, esses países não são uma “força adequada” para criar uma alternativa confiável ao status quo. Para chegar a essa conclusão, o autor se utiliza dos seguintes argumentos: o barulho sobre a ascensão dos emergentes foi feito, em sua maioria, por eles mesmos; que a análise sobre seus possíveis papéis foram feitas em perspectivas de curto prazo; que eles são divididos por questões internas; que eles não possuem coesão em relação ao reordenamento global; e que eles, principalmente os BRICS, podem ser párias em relação ao enfrentamento de questões globais, devido ao seu apelo à inviolabilidade da soberania. No entanto, é válido reavaliar tais argumentos, a fim de lançar luz sobre a questão.

No que tange ao hype dos BRICS, é bom destacar que a sua criação  não foi feita pelos próprios países, mas foi criada, em 2001, pelo Goldman Sachs, como um acrônimo de países favoráveis ao investimento estrangeiro. Em 2003, foi lançada, pelo mesmo banco, uma análise chamada de “Dreaming with the BRICs: The Path to 2050”, onde foram feitos desenhos mais precisos sobre a posição futura do bloco dentro da política internacional. Além disso, vale notar que houve uma outra previsão pelo mesmo banco, ainda mais otimista, em 2005, dizendo que o crescimento do BRIC iria superar as expectativas. Finalmente, em 2010, o Goldman Sachs chamou a primeira década do século XXI como a “Década dos BRICs”[13]. Esses fatos ficam ainda mais interessantes quando observado que a primeira cúpula do bloco ocorreu em 2009, o que demonstra  que a maior parte do “barulho inicial” em relação aos BRICs foi feito pelo centro financeiro internacional e não pelos membros do acrônimo.

Em relação à falta do aspecto de longo-prazo das análises sobre os BRICS, há uma impressão de desconhecimento do autor em relação a certos acontecimentos, apesar do seu livro “The End of American World Order” ter sido publicado em 2014. Isso é explicado pelo fato de que, desde a primeira cúpula do grupo, em Ecaterimburgo, (2009), até a quinta, em Durban (2013), muitos avanços institucionais foram feitos pelo grupo para que sua perspectiva seja apenas de curto-prazo. Desde a inclusão da África do Sul até a conquista de reformas no FMI mostraram as capacidades do grupo em influenciar mudanças na governança global. Isso fica ainda mais evidente quando Jim O’Neil, o criador da sigla, relata  que “não esperava que fosse formado clube político de líderes do BRIC como resultado”[14].

No que tange ao fato de os BRICS serem divididos por questões internas, como diferenças culturais ou sistemas políticos, Acharya parece ressoar o pensamento de autores como Samuel Huntington, cuja  questão já foi abordada anteriormente, e Michael Doyle, com sua “paz democrática” (DOYLE, 2005).. Essa questão das diferenças, por sua vez, tem a ver com o argumento do autor ao dizer que há uma falta de coesão entre o grupo no que tange a como a ordem global deveria ser.

Questões como identidade e propósito são elementos que afligem qualquer agrupamento de países, pois eles são os definidores dos limites de ação e de formulação de agenda. Os BRICS parecem estar do lado problemático da questão, pois eles se afastam do “modelo comum”, já que seus objetivos precedem qualquer tipo de identidade. No entanto, o autor não trabalha sobre possibilidades de ação em relação a essas fragilidades. Ele deixa de escrever sobre as oportunidades do bloco em cooperar fazendo uso de seus pesos político-econômicos, uma “identidade de emergente”, e “inspiração reformista comum”. “Os BRICS estão juntos porque o que desejam não pode ser alcançado por nenhum dos seus membros, individualmente”[15].

Em relação ao vício da soberania westfaliana, como diz Acharya, ela não se sustenta quando comparada às posições de países do BRICS ao longo da história. Um exemplo disso foi a liderança do Brasil, em 1966, para coordenar o isolamento da África do Sul por conta do Apartheid. Em 1971, pôde-se ver uma intervenção indiana no antigo Paquistão Oriental, a fim de evitar um genocídio na região, quase custando à Índia seu isolamento pelo Ocidente. Outro ponto a ser levantado é a China sendo o maior contribuinte para forças de paz da ONU, com mais de 8000 soldados[16]. Então, pode-se ver que não há um vício dos BRICS em relação à soberania, mas uma abordagem diferente da tradição ocidental. Diante disso tudo, é evidente que a ascensão do resto não é somente um hype, mas uma mudança estrutural que gerou novos horizontes de ação para o Sul Global.

Por fim, cabe voltar a analogia do cinema. Ao mesmo tempo em que Cameron vivia uma situação agridoce com Avatar, a Marvel criava um novo método de fazer cinema. Apesar do modesto Capitão América de 1990, em 2008, quase no mesmo ano de Avatar, a gigante dos quadrinhos lança o primeiro filme do Homem de Ferro, cujo papel era iniciar uma série de filmes que teria um ciclo de onze anos. Apesar de muitas críticas e ceticismo sobre a empreitada da empresa, ela se consolidou, ganhou fãs e, por fim, conquistou a maior bilheteria de todos os tempos com Vingadores: o Ultimato. O legado de Cameron permanece, mas sua primazia se perdeu, gerando muitas críticas do diretor aos filmes de herói[17]. Assim é o Ocidente e os BRICS. Apesar de não terem suplantado o Ocidente, assim como a Marvel em relação a Cameron, eles são grandes demais para não serem notados. Além disso, causam  mudanças demais para serem apenas hype, como definido por Acharya, ao passo que cooperam demais para causar choques, como premeditado por Huntington. Desse modo, não é surpresa haver críticas, cinismo, tentativas de deslegitimação e ceticismo em relação aos BRICS, já que “ninguém chuta um cão morto” (CARNEGIE, 2016).

Imagem extraída de: https://www.sopitas.com/entretenimiento/james-cameron-cree-posible-que-avatar-2-supere-avengers-endgame-en-taquilla/

No entanto, faz-se necessário perceber que o trabalho foi baseado em uma analogia. Como analogia, ela apresenta limitações e não tem a pretensão de abarcar todos os acontecimentos e variáveis ocorridas no fenômeno observado. A ideia de comparar os BRICS e filmes de cultura popular teve como objetivo principal analisar que, apesar das desacelerações das taxas de crescimento e falta de priorização do projeto por parte do governo de alguns membros, o bloco ainda permanece relevante e basilar nos estudos sobre potências emergentes.


[1] HUNTINGTON, 1999; IKENBERRY, 1999; KRAUTHAMMER, 1990

[2] FUKUYAMA, 1989

[3] KENNAN, 1994

[4] CHASE et al, 1999

[5] SACHS, 1997

[6] SAID, 2001

[7] STUENKEL, 2017

[8] Idem

[9] RAY, Michael. 8 Deadliest Wars of the 21st Century. Britannica. Disponível em: https://www.britannica.com/list/8-deadliest-wars-of-the-21st-century. Acesso em: 02 de novembro de 2020

[10] ZAKARIA, 2020

[11] STUENKEL, 2017

[12] (ACHARYA, 2014, p. 65, tradução nossa).

[13] STUENKEL, 2017

[14] O’NEILL, Jim. South Africa as a BRIC? Investment Week, 6 jan. 2011 (tradução nossa). Disponível em: <http://www.investmentweek.co.uk/investment-week/opinion/1935362/jimoneill-south-africa-bric>. Acesso em: 02 de novembro de 2020

[15] LEÃO, 2012, p. 83

[16] STUENKEL, 2018

[17] STEFANSKY, Emma. James Cameron Says Superhero Movies Are Played Out, Compares Avatar Sequels to The Godfather. Disponível em: https://www.vanityfair.com/hollywood/2018/04/james-cameron-avatar-godfather-avengers. Acesso em: 02 de novembro de 2020


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Bruno Pedrosa

Bruno Pedrosa

Mestrando do programa de pós-graduação em Segurança Internacional e Defesa (PPGSID) na Escola Superior de Guerra (ESG) com especialização em Geopolítica e Segurança Internacional. Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

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