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IMPACTOS ECONÔMICOS DA ECONOMIA CRIATIVA COM ÊNFASE NO COMÉRCIO INTERNACIONAL: CONCEITOS, MÉTRICAS E ESTIMATIVAS PARA O CASO DO BRASIL

Metodologias de mensuração de impactos econômicos dos setores culturais e criativos brasileiros são tema do quarto capítulo do livro Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas, parte da coleção Capacidade Estatal e Democracia do CEGOV, publicado em parceria com a Editora da UFRGS.

O artigo, intitulado “Impactos Econômicos da Economia Criativa com Ênfase no Comércio Internacional: Conceitos, Métricas e Estimativas para o caso do Brasil”, foi escrito pelos professores André Moreira Cunha (UFRGS), Daniela Magalhães Prates (Unicamp), Julimar da Silva Bichara (Universidade Autônoma de Madrid) e Leandro Valiati (UFRGS).

O texto traz como base para discussão as formas de ampliação dos potenciais competitivos dos agentes econômicos relacionados aos setores culturais e criativos (SCC). Nesse sentido, métodos de estimação das atividades desses setores, com ênfase no caso brasileiro, entre o período 2003 a 2014, são o foco do capítulo. A primeira sessão traz as metodologias existentes e as estimativas dos impactos dos setores culturais e criativos na geração de renda, empregos e exportações (em termos globais), analisando as classificações setoriais mais utilizadas, construídas a partir de modelos específicos (DCMS, Textos Simbólicos, Círculos Concêntricos, Unesco, WPO, Americano, UNCTAD e EUROSTAT). A partir dessa observação, pode-se destacar um importante trade-off entre a atenção às especificidades de um país e a capacidade de padronização e de comparabilidade dos dados.

A segunda sessão discorre sobre os dados e metodologias utilizados pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), aprofundando a análise por meio dos dados de comércio internacional. O foco da sessão recai sobre a experiência brasileira em dois momentos, de crescimento da economia e do comércio mundial e de baixo dinamismo econômico após a eclosão da crise financeira mundial de 2008. Os resultados permitiram avançar, ainda que de forma sintética, na reflexão sobre a formulação de políticas setoriais de estímulo aos setores criativos. Para os autores, essas políticas podem e devem ser abrangentes, envolvendo iniciativas de diferentes órgãos do governo, dentre os quais os Ministérios da Cultura e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, a Apex, a Finep, e o BNDES, nos segmentos de bens e serviços.

Para ler o estudo completo, faça o download, na aba Publicações do site do OBEC, do livro Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas.