NECCULT

SEMINÁRIO DESENVOLVIMENTO INTERNACIONAL DO AHRC

No dia de hoje, 07 de junho, ocorre o Seminário Desenvolvimento Internacional do Conselho de Pesquisa em Artes e Humanidades do Reino Unido, em Londres.  A organização é responsável por distribuir financiamento do governo britânico a projetos de pesquisa acadêmicos, cada vez mais ligados a objetivos de desenvolvimento. Nesse sentido, o evento que tem como objetivo ajudar acadêmicos a discutir como aproveitar os recursos fornecidos pelo AHRC, melhorando suas pesquisas sobre o impacto do desenvolvimento e influenciando no debate científico sobre o tema, por meio de parcerias externas.

O coordenador do NECCULT, professor Leandro Valiati, e a equipe do Núcleo participam do evento no workshop Economia Criativa e Desenvolvimento Internacional, mediado pelo professor Paul Heritage (Queen Mary University of London), contanto ainda com a presença de Maíra Gabriel (Redes de Desenvolvimento da Maré), Marcus Faustini (Agência de Redes para a Juventude), Steve Vickers (Contact Theatre – The Agency), Afreena Azaria (Contact Theatre), Liz Moreton (Battersea Arts Centre), Kyronne Parkes (Freelance Artist – Battersea Arts Centre) e André Piza (People’s Palace Project).

Os palestrantes trazem as experiências de trabalho dos projetos financiados pelo AHRC e pela Academia Britânica, frutos da colaboração entre Rio de Janeiro, Londres e Manchester, como A Moeda de Troca (Xingu), A Arte do Intercâmbio Cultural, Valores Relativos, The Agency, Violência contra Mulheres e Meninas e Lab Criativo. Além dos projetos, serão tratados temas como a medição do valor da cultura no contexto de desenvolvimento internacional, bem-estar social em comunidades urbanas com altos níveis de violência, empreendimentos culturais de jovens como parte do desenvolvimento internacional, financiamento sob o critério da OCDE de Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA), e a experiência do Centro de Artes Battersea.

Abertura

A abertura do evento contou com as falas do professor Andrew Thompson, Chefe executivo do AHRC, e da Baronesa Valerie Amos, diretora da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, antiga Secretária Geral Adjunta para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, antiga Alta Comissária Britânica para a Austrália e ex-líder da Câmara dos Lordes. Amos, que foi a primeira mulher negra a liderar uma universidade no país, expôs sobre os desafios do desenvolvimento e ações sociais e culturais, dando destaque à pesquisa como fundamental para dar voz a parcelas da população.