{"id":215,"date":"2017-07-04T19:26:00","date_gmt":"2017-07-04T22:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/?post_type=noticia&#038;p=215"},"modified":"2023-05-16T11:02:18","modified_gmt":"2023-05-16T14:02:18","slug":"conta-satelite-da-cultura-portuguesa","status":"publish","type":"noticia","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/noticia\/conta-satelite-da-cultura-portuguesa\/","title":{"rendered":"CONTA SAT\u00c9LITE DA CULTURA PORTUGUESA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cultura vale 1,7% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da economia portuguesa, de acordo com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ine.pt\/xportal\/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=237955790&amp;DESTAQUESmodo=2&amp;xlang=pt\">Instituto Nacional de Estat\u00edstica<\/a>&nbsp;e com&nbsp;<a href=\"http:\/\/observador.pt\/2015\/08\/27\/riqueza-gerada-pela-cultura-passa-a-ser-contabilizada-em-numeros-e-o-saldo-e-positivo\/\">mat\u00e9ria<\/a>&nbsp;veiculada no jornal portugu\u00eas&nbsp;<a href=\"http:\/\/observador.pt\/\">Observador<\/a>. Esta \u00e9 uma das principais conclus\u00f5es do projeto Conta Sat\u00e9lite da Cultura 2010 \u2013 2012: em termos de riqueza, o mercado cultural portugu\u00eas chega a valer quase tanto quanto as empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es, superando as ind\u00fastrias alimentares, agricultura e seguros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No que diz respeito ao VAB, isto \u00e9, valor bruto da produ\u00e7\u00e3o ap\u00f3s serem deduzidos os custos do processo produtivo, a contribui\u00e7\u00e3o da cultura a n\u00edvel nacional \u00e9 de em m\u00e9dia 2,7 mil milh\u00f5es de euro por ano (1,7%). A Conta Sat\u00e9lite foi desenvolvida pelo INE, em parceria com o Gabinete de Estrat\u00e9gia, Planeamento e Avalia\u00e7\u00e3o Culturais (GEPAC). O desafio foi lan\u00e7ado pelo secret\u00e1rio de Estado Jorge Barreto Xavier em 2013, na sequ\u00eancia de uma recomenda\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia para que os Estados membros conhecessem de forma mais concreta o impacto da cultura na economia e no emprego. Ao todo, foram analisadas contas de mais de 66 mil entidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2011, o ent\u00e3o Minist\u00e9rio da Cultura teve 0,4% (215,5 milh\u00f5es de euros) do or\u00e7amento de Estado. Para 2013, coube \u00e0 secretaria de Estado uma fatia de 0,11%, contrariando pedidos de que o or\u00e7amento passasse a destinar 1% da riqueza produzida no pa\u00eds. Com a publica\u00e7\u00e3o dos valores da cultura no pa\u00eds, \u00e9 poss\u00edvel que a cultura tenha a possibilidade de melhorar seu or\u00e7amento para ser compat\u00edvel com o desenvolvimento cultural portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra informa\u00e7\u00e3o relevante sobre a tem\u00e1tica \u00e9 que as atividades econ\u00f4micas relacionadas com a cultura re\u00fanem 2,2% do total de remunera\u00e7\u00e3o nacional e 2% do emprego, cerca de 88 mil pessoas. \u201cEm termos pr\u00e1ticos, a remunera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da cultura \u00e9, em m\u00e9dia, superior \u00e0 m\u00e9dia da remunera\u00e7\u00e3o da economia portuguesa\u201c, sublinhou Xavier, com base do documento do INE. No entanto, verificam-se valores muito d\u00edspares, consoante a \u00e1rea. \u00c9 no audiovisual e multim\u00eddia que se recebe mais (50,9% acima da m\u00e9dia nacional), enquanto que no extremo oposto, encontram-se as artes visuais, onde se aufere um sal\u00e1rio 12,5% inferior \u00e0 m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o setor dos livros e publica\u00e7\u00f5es que emprega mais pessoas, 36,6% do total, e que gera mais riqueza, 33,2%. Segue-se o audiovisual e multim\u00eddia (11,7% e 22,6% pela mesma ordem). Apenas 13,9% das unidades culturais eram do setor livreiro e 5,1% s\u00e3o do audiovisual e multim\u00e9dia. Um ter\u00e7o do total as 66 mil entidades culturais analisadas s\u00e3o das artes e do espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quantifica\u00e7\u00e3o da cultura tem \u201celementos negativos e positivos\u201d, alertou Barreto Xavier. Por um lado deve-se \u201ccontrariar falar da cultura como sendo essencialmente um bem de mercado. N\u00e3o podemos confundir a quantifica\u00e7\u00e3o com a mercantiliza\u00e7\u00e3o\u201d, disse. Por outro lado, os dados s\u00e3o relevantes para a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, ressalvando que \u201co modo como usamos os n\u00fameros depende muito da vis\u00e3o que queremos extrair deles\u201d, avisou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portugal \u00e9 o quinto pa\u00eds europeu a ter uma Conta Sat\u00e9lite da Cultura, juntando-se \u00e0 Pol\u00f3nia, Finl\u00e2ndia, Rep\u00fablica Checa e Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com informa\u00e7\u00f5es de&nbsp;<a href=\"http:\/\/observador.pt\/2015\/08\/27\/riqueza-gerada-pela-cultura-passa-a-ser-contabilizada-em-numeros-e-o-saldo-e-positivo\/\">Observador<\/a><\/p>\n","protected":false},"featured_media":208,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}}},"categories":[],"class_list":["post-215","noticia","type-noticia","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/wp-json\/wp\/v2\/noticia\/215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/wp-json\/wp\/v2\/noticia"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/wp-json\/wp\/v2\/types\/noticia"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/wp-json\/wp\/v2\/media\/208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/neccult\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}