Marcos Fernandes Alves, o Joca, sempre foi apaixonado por cavalos. Sorrindo, ele lembra que, na infância, fugia com os animais para poder montar. Começou a praticar hipismo aos 10 anos, em Brasília (DF), sua cidade natal. Já decidido a fazer de sua paixão sua carreira, Joca sofreu um acidente em 1985, com 23 anos: uma violenta queda, juntamente com o cavalo que montava, e que provocou uma lesão em sua coluna vertebral. Após perder o movimento das pernas, Joca chegou a perder a esperança de seguir trabalhando com hipismo. Aos poucos, porém, considerou seguir dando aulas, apesar de não poder montar. Foram 17 anos atuando de forma bem sucedida como professor, até que uma de suas alunas, que trabalhava com o paradeporto, o convenceu a voltar a montar.
Apesar de um começo difícil, Joca foi conseguindo superar as adversidades. O treinamento o levou para competições, nas quais obteve significativos resultados. Sua primeira competição internacional como atleta foi no Parapan Americano da Argentina (2003). Foi lá que, após conquistar duas medalhas de ouro, Joca conseguiu a classificação para os Jogos Paralímpicos de Atenas (2004). Classificou-se também para os Jogos de Pequim (2008) - onde conquistou duas medalhas de bronze - e para Londres (2012). Aos 54 anos, irá representar o Brasil nos Jogos do Rio (2016). Com uma incrível história de superação, assim como a de tantos outros atletas que se dedicam ao paradesporto, Joca deixa o recado: todos nós temos condições de chegar aonde queremos e sonhamos. “Se a gente sonha, é porque a gente é capaz de alcançar”, afirma.





