Histórico

Sabe-se que os esportes paralímpicos emergiram a partir da prática esportiva de pessoas com alguma forma de deficiência. Inicialmente, a prática era tratada como uma ferramenta para auxiliar na reabilitação, sendo realizada principalmente nas dependências de hospitais. Devido ao grande crescimento do número de praticantes nessas instituições, o neurocirurgião alemão Dr. Ludwig Guttmann, idealizou um campeonato que homenageasse esses praticantes, grande parte deles veteranos de guerra. Foi assim que em 29 de Julho de 1948, realizaram-se os I Jogos de Stoke Mandeville, um hospital na cidade inglesa de Aylesbury que atuava na reabilitação de feridos de guerra. Finalmente, em 1958, durante os preparativos para os Jogos Olímpicos de 1960, em Roma, o diretor do centro de Lesionados Medulares da cidade Ostia, Antonio Maglia, sugeriu que os Jogos de Stoke Mandeville fossem realizados em Roma logo após as Olimpíadas. Dessa forma, em 1960, com o apoio do Comitê Olímpico Italiano, foram realizados os primeiros Jogos Paralímpicos, aumentando a visibilidade do esporte para pessoas com deficiência.

Atualmente, o paradesporto e o esporte paralímpico contemplam um grupo crescente de adeptos que encontram nestas atividades, muitas vezes, um novo significado para suas vidas. Através da adaptação das diferentes práticas esportivas se dá a inclusão de pessoas consideradas “diferentes” por determinados grupos sociais. Além de promover a inclusão, as práticas esportivas adaptadas, possibilitam o desenvolvimento biopsicossocial de seus praticantes através dos desafios que são propostos.

Embora uma gama de esportes já apresentem adaptações permitindo uma prática mais inclusiva, contudo, nem todos fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos. As modalidades contempladas pelo programa paralímpico são as seguintes: Atletismo, Ciclismo, Futebol de Sete, Hipismo, Remo, Tênis em cadeira de rodas, Vela, Basquete em cadeira de rodas, Esgrima em cadeira de rodas, Goalball, Judô, Rugby em cadeira de rodas, Tiro com Arco, Vôlei sentado, Bocha, Futebol de Cinco, Halterofilismo, Natação, Tênis de Mesa e Tiro Esportivo.

Para poder competir em condições de igualdade entre os diferentes tipos de comprometimento físico, os atletas são classificados através de dois sistemas, o médico e o funcional. A classificação médica verifica o nível mínimo de deficiência do atleta e não leva em consideração a capacidade funcional do mesmo. Já a classificação funcional verifica a forma como o atleta executa as habilidades de sua modalidade em específico. Os deficientes visuais são avaliados por critérios médicos, os comprometimentos físico motores, por sua vez, são avaliados a partir de critérios funcionais. A partir desses processos, são elaboradas classes que indicam o grau de comprometimento dos atletas para a participação nas disputas. As classes são estipuladas por cada modalidade, com base nas regras específicas de cada modalidade.

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