TIRO ESPORTIVO

 

Roberto Tierling Klering

 

O tiro esportivo teve sua primeira aparição nos Jogos Paralímpicos de Toronto, em 1976. Embora estivesse presente nas olimpíadas de Atenas, em 1896, primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, sob a tutela do Comitê Olímpico Internacional (COI), passaram oitenta anos até que a modalidade fizesse parte dos Jogos Paralímpicos.

Em sua estreia (Toronto, 1976), o tiro esportivo contou apenas com a categoria masculina nas disputas. Porém, nos Jogos de Arnhem (1980), na Holanda, as mulheres participaram em grande número, marcando presença, inclusive, nas provas mistas. Nos Jogos de New York-Stoke Mandeville (1984) e Seul (1988), as disputas continuaram a ocorrer no masculino, feminino e misto, ainda que nos Jogos de 1984 apenas uma categoria mista foi disputada (Carabina de Ar 3 Posições). Já nos Jogos de Barcelona (1992), não houve a disputa na categoria feminina, apenas no masculino e misto. A partir dos Jogos de Atlanta (1996) as três formas de disputa voltaram a fazer parte do quadro de medalhas, fazendo-se presentes em todas as demais Paralimpíadas ocorridas até então (Sidney, 2000; Atenas, 2004; Pequim, 2008; e Londres, 2012).

No Brasil, a modalidade teve sua prática iniciada em 1997, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do Rio de Janeiro. Em 1998, o Brasil foi representado pela primeira vez em uma competição internacional, realizado na cidade espanhola de Santander. Após incentivos do Comitê Paralímpico Brasileiro a partir de 2002, no intuito de difundir a prática da modalidade no país, o tiro esportivo estreou nas Paralimpíadas em 2008, nos Jogos Pequim, representado pelo atleta brasileiro Carlos Henrique Procopiak Garletti. Garletti, que compete nas provas de carabina, também representou o Brasil em Londres (2012), sendo o único brasileiro, até então, a representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos, que ainda não possui medalhas na modalidade.

No que se refere às regras técnicas e regulamentos do tiro esportivo paralímpico, são seguidas as regras da Federação Internacional de Tiro Esportivo (International Shooting Sport Federation – ISSF). Contudo, existem algumas adaptações que são realizadas pelo Comitê Paralímpico Internacional (International Paralympic Committee – IPC).

Para as modalidades paralímpicas, há três classes esportivas de disputa, SH1 (pistola), SH1 (carabina) e SH2. A classe esportiva SH1 é designada a atletas que, seja na disputa em pistola ou em carabina, não necessitam de suporte para a arma. Já a classe SH2 é designada para atletas que necessitam de suporte para a arma, pois não possuem a condição necessária para suportar o peso do equipamento. Sendo assim, são permitidos equipamentos que auxiliam o atleta, como mesas e cadeiras de tiro e suportes para as armas. Além disso, devido a esse método de classificação, é possível que atletas com diferentes tipos de deficiência compitam juntos em uma mesma categoria.

As demais regras variam de acordo com a prova disputada. Dependendo da modalidade, existem diferentes distâncias, posições e tipos de alvos, números de disparos que o atleta pode efetuar, e períodos de tempo que ele pode disponibilizar para realizar o disparo. Mais especificamente sobre o alvo, este é graduado em dez pontos. São dez círculos concêntricos, onde a circunferência mais interna vale dez pontos e a mais externa um ponto. Nas competições, para que se chegue ao vencedor, são somados os pontos da fase classificatória com os pontos obtidos na fase final da disputa.

No que diz respeito às carabinas e pistolas de ar, são utilizados cartuchos de 4.5mm de diâmetro nas provas de 10 metros de distância. Para as competições de 25 metros é utilizada uma pistola de perfuração com projéteis de 5.6mm. Por fim, nas provas de 50 metros, são utilizadas pistolas e rifles de perfuração, também com projéteis de 5.6mm de diâmetro (COMITÊ PARALÍMPICO BRASILEIRO, 2014) .

Por fim, a entidade responsável por administrar a modalidade internacionalmente é o Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC). No Brasil, a modalidade que é administrada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

 

Referências

http://www.cpb.org.br/modalidades/tiro-esportivo/

http://www.paralympic.org/shooting/rules-and-regulations/classification

http://www.paralympic.org/results/historical

http://www.rio2016.com/os-jogos/paralimpicos/esportes/tiro-esportivo

 

Contact Us

We're not around right now. But you can send us an email and we'll get back to you, asap.

YouTube
Instagram