28 de novembro de 2015

Série Estratégia, Defesa e Relações Internacionais

 
 

A Diplomacia de Defesa na Política Internacional

Autor: Antonio Ruy de Almeida Silva

A presente publicação aborda a complexidade da diplomacia de defesa. Ao contrário das análises convencionais, o livro discute a diplomacia de defesa por meio da Teoria de Relações Internacionais, em especial a abordagem da Escola Inglesa e a sua ênfase na existência de uma sociedade internacional. Essa abordagem teórica inovadora permite diferenciar a diplomacia de defesa de outras iniciativas como a diplomacia militar e a cooperação militar. O papel não coercitivo desempenhado pelas Forças Armadas e, mais tarde, também pelos ministérios da Defesa, tem uma longa história. A Diplomacia e instrumentos de força sempre andaram juntos na política internacional. O argumento defendido é que os militares e civis constituem os recursos humanos que atuam no âmbito dos ministérios da Defesa e as Forças Armadas participam ativamente de práticas sociais de caráter diplomático, constituindo uma diplomacia com características específicas, aqui denominada diplomacia de defesa. O livro discute também a diversidade da diplomacia de defesa tanto no Norte quanto no Sul Global, incluindo o Brasil, assim como as especificidades da mesma na Guerra Fria e no pós-Guerra Fria. NERINT/Escola Superior de Guerra/Palmarinca, 2018, 220p.

Guia da Política Externa dos Estados Africanos

Autores: Paulo Fagundes Visentini e equipe do NERINT/CEBRAFRICA

A política internacional dos Estados Africanos aborda, geralmente, as relações destes com as grandes potências. Melhor, delas com as nações da África, em que as últimas parecem ser elementos débeis e passivos. Pouco é dito sobre a política externa e a visão internacional desses jovens Estados, alguns dos quais ainda se encontram em estágios iniciais de consolidação. Para enriquecer a compreensão da diplomacia e dos conflitos africanos, desenvolvemos o projeto “Formação e Desenvolvimento do Sistema Interafricano de Relações Internacionais (1957-2015)”. O passo inicial dessa última pesquisa foi realizar um inventário sobre a política externa dos Estados Africanos, da independência até 2015. A riqueza e originalidade das informações obtidas, organizadas e analisadas estimulou a publicação desse Guia da Política Externa dos Estados Africanos, que constitui uma ferramenta importante para todos os estudiosos das Relações Internacionais do continente africano. Os verbetes sobre cada país foram organizados em torno da inserção em cada processo de integração relevante: SADC (África meridional), CEMAC (África central), CEDEAO (África Ocidental), CAO (África Oriental), IGAD (nordeste da África), COMESA (África oriental e meridional) e UMA (África setentrional). Uma introdução sobre cada organismo regional precede o verbete de cada Estado da região. Assim, o objetivo desta obra é apresentar aos acadêmicos brasileiros e das nações de língua portuguesa da África (PALOPs), a atuação dos Estados africanos na política internacional, tanto no plano mundial como continental. NERINT/Palmarinca, 2018, 329p.

A (in)Segurança da África e sua Importância para a Defesa do Brasil

Autores: Paulo Fagundes Visentini, Eduardo Glaser Migon e Analúcia Danilevicz Pereira (Orgs.)

O entorno estratégico para a defesa do Brasil hoje já incorpora a África. De 1960 a 1990 ela viveu conflitos ligados à formação do Estado-nação e, depois, confrontos de grande intensidade da Guerra Fria. O encerramento da disputa bipolar mundial poderia atenuar os conflitos. Todavia, o que houve foi a eclosão de novas formas de choques armados civis (internos), continuação de antigas disputas sob nova roupagem e uma guerra interestatal de alta intensidade, envolvendo diversas nações do centro da África. Os motivos de tais conflitos e reordenamentos geopolíticos se encontra no impacto local das mudanças ocorridas no sistema mundial. Em lugar de observar tais eventos como prova de que o continente não conseguia se desengajar das constantes lutas fratricidas, o que se constata é que as forças políticas africanas puderam estabelecer uma nova correlação de forças. Ganharam momentâneamente autonomia e, como em todos os continentes, a formação do Estado nacional dependeu da violência de grupos que se impõem. Tais conflitos criaram novas condições políticas para o desenvolvimento africano, como a consciência da necessidade do continente resolver, na medida do possível, os seus próprios conflitos. Em 2002, era criada a União Africana, com suas missões de paz, que nasciam da experiência da difícil década anterior. Todavia, apesar da virtuosa década inicial século XXI, a África voltaria a ser palco de conflitos na segunda década, como disputas entre antigas e novas potências, projeção de poder americano, intervenções, terrorismo e pirataria. Trata-se de um cenário que, inegavelmente, afeta a segurança e a defesa do Brasil. A globalização e as intensas relações entre as duas margens do Atlântico ampliaram o entorno estratégico do Brasil, incluindo a África. NERINT/Instituto Meira Mattos, 2016, 240p.

Ambientalismo e Indigenismo: Roraima como laboratório dos regimes internacionais

Autor: Getúlio de Souza Cruz

A obra Ambientalismo e indigenismo: Roraima como laboratório dos regimes internacionais traz a vivência e reflexões inovadoras do autor sobre as profundas transformações ocorridas nos espaços amazônicos da região Norte brasileira, a partir da análise do conceito de soberania estatal e suas mudanças em face da globalização e suas contradições. O livro mostra que o Estado Federal deu fortes guinadas nas concepções de suas políticas de desenvolvimento regional desde a década de 1930. Elas se expressam desde a concepção nacional desenvolvimentista de Getúlio Vargas (1930) e suas diversas matizes que se estendem até o início dos anos 1990, focada na promoção do crescimento econômico; na ocupação demográfica do espaço; na integração desses espaços ao sul-sudeste do país e na segurança nacional; e num segundo momento, vem a guinada da década de 1990, vertendo para as ideologias da sustentabilidade ambiental e dos direitos humanos indígenas, sob evidentes influências dos chamados Regimes Internacionais de Meio Ambiente e dos Direitos Humanos dos Indígenas. Getúlio mostra que, com base nas tecnologias atualmente disponíveis na região, esses regimes se traduzem em profundas restrições ao aproveitamento produtivo do território, particularmente do espaço roraimense, sem que os custos de oportunidade daí decorrentes tenham qualquer mecanismo compensatório. Os impasses se acumulam e as rupturas ocorrerão, possivelmente à revelia do controle estatal. NERINT/Leitura XXI, 2016, 242p.

Constantes e Variações: a diplomacia multilateral do Brasil

Autor: Gelson Fonseca Jr.

Um dos traços marcantes da política externa brasileira tem sido a defesa e promoção do multilateralismo. O engajamento multilateral é evidente e tem múltiplas expressões, especialmente nas Nações Unidas. Diante desse panorama, este livro sugere umas tantas questões. O que significa a fidelidade ao multilateralismo? Uma discussão conceitual sobre o multilateralismo permite discernir o alcance e as consequências da opção brasileira. Quando se desenha a opção pelo multilateralismo? Quais suas raízes históricas? Por que os padrões de atuação do Brasil variam? Valeu o engajamento ao longo desses 70 anos nas Nações Unidas? Alcançaremos o objetivo de obter um lugar permanente no Conselho de Segurança? Estas e outras questões são encontradas neste livro, que não se propõe a entregar respostas acabadas, mas indicações sobre como iniciar a elaboração das respostas. NERINT/Leitura XXI, 2015, 210 p.

Capa

A Independência Norte-Americana: guerra, revolução e logística

Autor: Érico Esteves Duarte

Premiada como a Melhor Tese pelo Ministério da Defesa em 2009, esta obra apresenta os relacionamentos entre guerra e sociedade pela Teoria da Guerra de Carl Von Clausewitz e desenvolve tal abordagem pela análise da preparação e da conduta da Guerra de Independência dos Estados Unidos, conquistada pelo uso do povo em armas, guerrilhas e terror. Diferente da maioria das revoluções, a excepcionalidade norte-americana reside em ser um raro caso de sucesso, o que se mescla com o caráter e a cultura desse povo. NERINT/Leitura XXI, 2013, 248 p.

Capa Revoluções e Regimes Marxistas: rupturas, experiências e impacto internacional

Autores: Paulo G. Fagundes Visenitini, A. D. Pereira, J. M. Martins, L. D. Ribeiro e L. G. Gröhmann

Desde a publicação da obra História do Marxismo (12 volumes) por Eric Hobsbawm, há três décadas, o Brasil carecia de um estudo acadêmico de sistematização sobre o tema. Assim, o presente livro sobre a história das Revoluções e Regimes Marxistas busca cobrir essa enorme lacuna, tão mais séria porque a derrocada do socialismo soviético, na época, foi abordada numa perspectiva jornalística e ideologizada. E tal narrativa acabou por constituir o último capítulo do “fim da História”. Mas, hoje, já há suficiente distanciamento histórico e político, bem como a produção de sérios estudos acadêmicos específicos, baseados em nova documentação disponível. Não se trata de “tomar partido”, mas de compreender uma realidade complexa sobre a qual muito se opinava e pouco se conhecia. NERINT/Leitura XXI, 2013, 408 p.