{"id":4300,"date":"2019-12-11T03:45:18","date_gmt":"2019-12-11T03:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/?page_id=4300"},"modified":"2023-03-14T16:54:38","modified_gmt":"2023-03-14T16:54:38","slug":"20-anos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/20-anos\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: center;\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3766\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/LOGO_NERINT_20_ANOS-1024x783.jpg\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/LOGO_NERINT_20_ANOS-1024x783.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/LOGO_NERINT_20_ANOS-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/LOGO_NERINT_20_ANOS-768x587.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>NERINT\/UFRGS: 20 anos analisando as rela\u00e7\u00f5es internacionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:26px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">O N\u00facleo Brasileiro de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (NERINT) da <strong><a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/\">Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<\/a><\/strong>, criado em 1999, foi o primeiro centro voltado exclusivamente ao estudo e \u00e0 pesquisa em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais no Sul do Brasil. Foi fundado pelos professores Paulo Fagundes Visentini e Luiz Dario Ribeiro (Hist\u00f3ria), \u00c1lvaro Luiz Heidrich (Geografia), Carlos Schmidt Arturi (Ci\u00eancia Pol\u00edtica), Juan Algorta Pl\u00e1 (Economia) e, logo ap\u00f3s, Marco Cepik (Ci\u00eancia Pol\u00edtica) se agregou ao grupo de pesquisadores. Cedo, o centro se tornou um Grupo de Pesquisa do <strong><a href=\"http:\/\/dgp.cnpq.br\/dgp\/espelhogrupo\/2985\">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq)<\/a><\/strong>, \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o para incentivo \u00e0 pesquisa no Brasil. O NERINT foi inicialmente estabelecido junto ao <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/ilea\/\">Instituto Latino-Americano de Estudos Avan\u00e7ados (ILEA\/UFRGS)<\/a><\/strong>, onde permaneceu por 16 anos, como centro de estudos multidisciplinares. Seu objetivo \u00e9 fomentar projetos de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, bem como desenvolver um programa editorial capaz de suprir a lacuna bibliogr\u00e1fica nacional na \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Ap\u00f3s um breve per\u00edodo localizado no Curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UFRGS, passou a integrar o <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cegov\">Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV)<\/a><\/strong>, centro de pesquisa multidisciplinar e vocacionado a pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea internacional vinculado \u00e0 Reitoria da universidade.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Desde o in\u00edcio, o NERINT se manteve como um centro de pesquisa rigorosamente acad\u00eamico, p\u00fablico e sem v\u00ednculos com governos, movimentos pol\u00edticos ou institui\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es privadas. Isso, todavia, n\u00e3o impediu que fossem estabelecidas parcerias para eventos e outras iniciativas, como pesquisa e publica\u00e7\u00f5es, sempre respeitando a independ\u00eancia acad\u00eamica e institucional. Contudo, independ\u00eancia n\u00e3o significa falta de compromisso com nossa na\u00e7\u00e3o e sociedade. O foco da reflex\u00e3o sempre foi o de contribuir para o <em>desenvolvimento nacional<\/em> com conhecimentos e an\u00e1lises sobre as op\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de inser\u00e7\u00e3o internacional do Brasil em um mundo em transforma\u00e7\u00e3o. Ademais, a ideia de criar um <em>locus<\/em> para aglutinar os esfor\u00e7os individuais no estudo de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na regi\u00e3o sul convergia com o desenvolvimento da \u00e1rea, que ocorria h\u00e1 uma d\u00e9cada. Mas o ingresso acad\u00eamico das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais no Brasil, no fim dos anos 1980, esteve marcado pela vis\u00e3o globalista, em detrimento de um projeto nacional. Era necess\u00e1rio resgatar as amea\u00e7adas tradi\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas brasileiras, predominantemente pautadas pela autonomia e pela busca do desenvolvimento. Nesse sentido, 1999 se provou um ano cr\u00edtico, com a crise do Real e da perspectiva liberal de proje\u00e7\u00e3o internacional, e em 2001 ocorreriam os atentados terroristas de 11 de setembro, mudando o panorama mundial.<br><br><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-medium-font-size\" style=\"color:#e25537\">\n<strong>Eixos de pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">O NERINT dedica-se \u00e0 an\u00e1lise de temas que abrangem desde a Pol\u00edtica Externa Brasileira em perspectiva comparada at\u00e9 os problemas de Seguran\u00e7a Internacional, passando pelos desafios da diplomacia, da integra\u00e7\u00e3o regional, do sistema mundial e do desenvolvimento. Os trabalhos realizados pelos professores pesquisadores, p\u00f3s-graduandos e bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do NERINT monitoram e analisam os polos de poder do Sistema Internacional. Todavia, a \u00eanfase da pesquisa emp\u00edrica se localiza, especialmente, nas tr\u00eas regi\u00f5es do Sul Geopol\u00edtico: Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e \u00c1sia. Nesse sentido, o NERINT caracteriza-se pela pesquisa nos campos diplom\u00e1tico, econ\u00f4mico e de seguran\u00e7a dos pa\u00edses integrantes Eixo Sul-Sul das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais Contempor\u00e2neas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Os estudos explorat\u00f3rios desenvolvidos pelo NERINT sobre os novos pa\u00edses em desenvolvimento conheceram not\u00e1vel expans\u00e3o desde o limiar do S\u00e9culo XXI. A coopera\u00e7\u00e3o com institui\u00e7\u00f5es estatais, empresariais, acad\u00eamicas e sociais foi intensificada, bem como o contato direto com centros na Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia, al\u00e9m dos j\u00e1 existentes com a Europa e a Am\u00e9rica do Norte. Em cada fase houve distintos eixos de pesquisa. Atualmente, os tr\u00eas principais eixos de pesquisa desenvolvidos no \u00e2mbito do NERINT passaram a priorizar a <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/pesquisa\/\">Grande Estrat\u00e9gia para o Brasil no S\u00e9culo XXI<\/a><\/strong>, as <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/pesquisa\/\">Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Continente Asi\u00e1tico<\/a><\/strong>, e as <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/pesquisa\/\">Crises e Transforma\u00e7\u00f5es do Sistema Mundo<\/a><\/strong><em>.<\/em> O objetivo da primeira \u00e9 conjugar esfor\u00e7os em diversas esferas da sociedade para garantir a soberania, a seguran\u00e7a e o desenvolvimento nacional e conceder maior autonomia de a\u00e7\u00e3o ao Brasil frente ao Sistema Internacional. Deste modo, s\u00e3o analisados temas chave para a inser\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica brasileira como: a Pol\u00edtica Externa e de Defesa do Brasil; o Entorno Estrat\u00e9gico Sul-Americano; e as Rela\u00e7\u00f5es de Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">\u00c9 dentro dessa linha que vem se desenvolvendo uma estreita e crescente colabora\u00e7\u00e3o com estudiosos das \u00e1reas de Diplomacia, Defesa e Seguran\u00e7a Internacional, a coopera\u00e7\u00e3o com o <strong><a href=\"http:\/\/www.itamaraty.gov.br\/pt-BR\/\">Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores<\/a><\/strong> e com o <strong><a href=\"https:\/\/www.defesa.gov.br\/\">Minist\u00e9rio da Defesa<\/a><\/strong>, al\u00e9m de parceiros acad\u00eamicos do Brasil e do exterior. Com as For\u00e7as Armadas se formaram parcerias por meio de acordos de coopera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica com o <strong><a href=\"http:\/\/www.nee.cms.eb.mil.br\/\">N\u00facleo de Estudos Estrat\u00e9gicos do Comando Militar do Sul (NEE\/CMS)<\/a><\/strong>, al\u00e9m de iniciativas conjuntas com institui\u00e7\u00f5es como a <strong><a href=\"http:\/\/www.eceme.eb.mil.br\/pt\/\">Escola de Comando e Estado-Maior do Ex\u00e9rcito (ECEME)<\/a><\/strong> e a <strong><a href=\"https:\/\/www.esg.br\/\">Escola Superior de Guerra (ESG)<\/a><\/strong>.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">A segunda linha de pesquisa aborda as principais din\u00e2micas de pol\u00edtica e seguran\u00e7a internacional vigentes no continente asi\u00e1tico, enfatizando as balan\u00e7as de poder regionais, a intera\u00e7\u00e3o entre diferentes \u00e1reas da \u00c1sia e o papel do continente no tabuleiro geopol\u00edtico global e na intera\u00e7\u00e3o entre as grandes pot\u00eancias. Especificamente, busca analisar o continente asi\u00e1tico atrav\u00e9s do estudo de quatro macrorregi\u00f5es: Oriente M\u00e9dio e \u00c1sia Central; o subcontinente Indiano e o Oceano \u00cdndico; a R\u00fassia e seu entorno; a \u00c1sia Oriental e o Pac\u00edfico. A terceira linha de pesquisa, por fim, dedica-se ao estudo te\u00f3rico, hist\u00f3rico e estrat\u00e9gico do Sistema Mundo, com foco na compreens\u00e3o da altern\u00e2ncia entre ciclos hegem\u00f4nicos e de crises e \u00e0 an\u00e1lise desse processo como elemento de transforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio sistema, com especial \u00eanfase ao per\u00edodo p\u00f3s-Guerra Fria. Tamb\u00e9m busca identificar poss\u00edveis situa\u00e7\u00f5es de ruptura no Sistema Mundo e o crescente papel do Brasil dentro dele.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Deste modo, as pesquisas avan\u00e7adas que viriam a ser desenvolvidas pelo NERINT buscaram resgatar a dimens\u00e3o hist\u00f3rica dos assuntos internacionais que, tradicionalmente, \u00e9 negligenciada nas an\u00e1lises das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais Contempor\u00e2neas e dos Estudos de Seguran\u00e7a e Defesa. Tal resgate tamb\u00e9m representa uma quest\u00e3o te\u00f3rica, posto que as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, bem como as quest\u00f5es de defesa, como \u00e1reas dominadas por certas correntes da Ci\u00eancia Pol\u00edtica, t\u00eam sido um campo de estudos marcado por teoriza\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter instrumental.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Em suma, o objetivo do NERINT sempre foi o estudo cr\u00edtico e inovador das transforma\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas das rela\u00e7\u00f5es internacionais. Paralelamente, tem buscado contribuir para a retomada da discuss\u00e3o de um projeto nacional para o Brasil no plano da an\u00e1lise das op\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas para a inser\u00e7\u00e3o internacional aut\u00f4noma do pa\u00eds, a partir da perspectiva dos Estados emergentes. As atividades de pesquisa diferenciadas do <em>mainstream <\/em>das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais permitiram o estabelecimento de v\u00ednculos com institui\u00e7\u00f5es e pesquisadores de todos os continentes, alguns dos quais se tornaram investigadores associados. A internacionaliza\u00e7\u00e3o se fez por interm\u00e9dio de miss\u00f5es de trabalho a diversas institui\u00e7\u00f5es estrangeiras e do convite a pesquisadores de outras na\u00e7\u00f5es que vieram a Porto Alegre, capital brasileira que se tornou refer\u00eancia internacional no S\u00e9culo XXI.<br><br><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-medium-font-size\" style=\"color:#e25537\">\n<strong>Apoio a atividades de ensino e pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Inicialmente, o NERINT promoveu Cursos de Extens\u00e3o formativos para suprir a lacuna da inexist\u00eancia de cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, atividades que, por seu pioneirismo, tiveram enorme sucesso. Dentro de um quadro de import\u00e2ncia aumentada dos assuntos internacionais na agenda pol\u00edtica e econ\u00f4mica brasileira, o NERINT atuou como como principal base acad\u00eamica para a implanta\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito da UFRGS, de um Curso de Mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais em 2002, com apoio do <strong><a href=\"https:\/\/www.santiagodantas-ppgri.org\/\">Programa San Tiago Dantas<\/a><\/strong> e da <strong><a href=\"https:\/\/www.capes.gov.br\/\">Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES)<\/a><\/strong> e, consequentemente, de um Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, no ano de 2004. Finalmente, foi criado um <strong><a href=\"http:\/\/ufrgs.br\/ppgeei\">Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Estrat\u00e9gicos Internacionais (PPGEEI)<\/a><\/strong>, que passou a oferecer cursos de Mestrado e Doutorado, em 2010.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Os pesquisadores do NERINT constitu\u00edram o \u201cn\u00facleo duro\u201d de todos esses cursos, contribuindo tamb\u00e9m com os elementos necess\u00e1rios para os projetos acad\u00eamicos dos mesmos. Da mesma forma, alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o dos novos cursos tiveram no NERINT o espa\u00e7o para desenvolver pesquisas e participar de projetos institucionais. Importante ressaltar que professores e estudantes participaram de programas de interc\u00e2mbio, da Argentina \u00e0 China, passando pela Europa, gra\u00e7as \u00e0s atividades do N\u00facleo. Da mesma forma, o NERINT recebeu estudantes africanos, latino-americanos e europeus, que aqui realizaram interc\u00e2mbios de pesquisa.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Quando os cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o foram implantados, as atividades de extens\u00e3o deixaram de ser formativas e generalistas para se voltarem ao aprofundamento de temas inovadores espec\u00edficos. Teve in\u00edcio uma fase de grandes semin\u00e1rios, geralmente atrav\u00e9s de parcerias com institui\u00e7\u00f5es como a <strong><a href=\"http:\/\/funag.gov.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Alexandre de Gusm\u00e3o (FUNAG)<\/a><\/strong> do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, a <strong><a href=\"https:\/\/www.kas.de\/pt\/web\/brasilien\">Funda\u00e7\u00e3o Konrad Adenauer<\/a><\/strong>, organismos do Minist\u00e9rio da Defesa, o <strong><a href=\"http:\/\/isape.org.br\/\">Instituto Sul-Americano de Pol\u00edtica e Estrat\u00e9gia (ISAPE)<\/a><\/strong>, a <strong><a href=\"http:\/\/www.ruc.edu.cn\">Renmin University (Beijing)<\/a><\/strong>, a <strong><a href=\"https:\/\/www.universiteitleiden.nl\/en\">Leiden University (Holanda)<\/a><\/strong>, o <strong><a href=\"http:\/\/www.isri.ac.mz\/\">Instituto Superior de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Mo\u00e7ambique)<\/a><\/strong>, embaixadas estrangeiras no Brasil, universidades p\u00fablicas e privadas, entre outras. O NERINT tamb\u00e9m participou de redes de projetos interinstitucionais como o Pr\u00f3-Defesa e o Pr\u00f3-Estrat\u00e9gia, iniciativas conjuntas do Minist\u00e9rio da Defesa e da CAPES. Uma das iniciativas que merece destaque foi a realiza\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio Brasileiro de Estudos Estrat\u00e9gicos Internacionais (SEBREEI), em 2012 e 2013, em parceria com o PPGEEI. A partir de 2016, o SEBREEI passou a ser realizado em conjunto com o Semin\u00e1rio de Estudos Estrat\u00e9gicos do Comando Militar do Sul e o Semin\u00e1rio de Casas de Uni\u00e3o, compondo nessa associa\u00e7\u00e3o os <strong><a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/eventos-estudosestrategicos\">Semin\u00e1rios de Estudos Estrat\u00e9gicos<\/a><\/strong>, que ocorreram simultaneamente tanto em 2016 como em 2018.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Os temas de tais eventos foram variados e voltados a p\u00fablicos distintos. Dentre eles, podemos elencar: Diplomacia e Academia; \u00c1frica do Sul; Uni\u00e3o Europeia; \u00cdndia; Processos de Integra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul; Pol\u00edtica Externa do Brasil; F\u00f3rum de Di\u00e1logo \u00cdndia, Brasil e \u00c1frica do Sul (IBAS); Eur\u00e1sia; Migra\u00e7\u00f5es e Refugiados; Transforma\u00e7\u00e3o do Sistema Mundial; Primavera \u00c1rabe; Geopol\u00edtica do Oriente M\u00e9dio; Geopol\u00edtica do Nordeste Asi\u00e1tico; R\u00fassia e \u00c1sia Central; Seguran\u00e7a Internacional e Defesa; Defesa do Brasil; Conflitos e Desenvolvimento na \u00c1frica; Pot\u00eancias Emergentes na \u00c1frica; BRICS; Proje\u00e7\u00e3o Mundial da China; e Hist\u00f3ria das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, entre outros.<br><br><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-medium-font-size\" style=\"color:#e25537\">\n<strong>Atividade editorial e peri\u00f3dicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Um dos pontos onde a contribui\u00e7\u00e3o do NERINT se revelou not\u00e1vel foi atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o de livros e edi\u00e7\u00e3o de revistas internacionais (ver rela\u00e7\u00e3o am anexo). Como atividade editorial, o NERINT publicou duas cole\u00e7\u00f5es de livros: primeiro, a <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/colecao-relacoes-internacionais-e-integracao\/\">Cole\u00e7\u00e3o Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Integra\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>, que visava a publica\u00e7\u00e3o de livros-fonte. Entre 1998 e 2008 foram editadas, atrav\u00e9s da <a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/editora\/\"><strong>Editora da Universidade\/UFRG<\/strong>S<\/a>, dez obras, algumas das quais se tornaram emblem\u00e1ticas da historiografia das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais no Brasil. J\u00e1 a <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/colecao-relacoes-internacionais-e-integracao\/\">Cole\u00e7\u00e3o Estudos Internacionais<\/a><\/strong> visava divulgar teses, disserta\u00e7\u00f5es e materiais de semin\u00e1rios que, por sua tem\u00e1tica, fossem inovadores, mas voltados para especialistas. Entre 2003 e 2009 foram editadas doze obras, em uma parceria entre o NERINT e a Editora da Universidade\/UFRGS, com apoio do Programa San Tiago Dantas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Desde 2013, o NERINT edita a <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/serie-estrategia-defesa-e-relacoes-internacionais\/\">S\u00e9rie Estrat\u00e9gia, Defesa e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais<\/a><\/strong>, sucessora das duas anteriores, atrav\u00e9s da qual j\u00e1 foram publicadas seis obras. A pol\u00edtica editorial do NERINT sempre prezou pela independ\u00eancia acad\u00eamica em detrimento do foco comercial. Contudo, a crise das editoras universit\u00e1rias fez com que a nova s\u00e9rie fosse produzida em parceria com editoras privadas \u2013 primeiro, a <strong><a href=\"https:\/\/leituraxxi.com.br\/\">Editora Leitura XXI<\/a><\/strong>, depois, a <strong><a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/palmarinca\">Livraria Palmarinca<\/a><\/strong> \u2013, como forma de fazer circular o resultado das pesquisas. Duas delas contaram com o apoio de institui\u00e7\u00f5es renomadas como a o <strong><a href=\"http:\/\/www.eceme.eb.mil.br\/pt\/instituto-meira-mattos-imm\">Instituto Meira Mattos\/ECEME<\/a><\/strong> e a Escola Superior de Guerra\/ESG. H\u00e1 t\u00edtulos com tem\u00e1ticas absolutamente originais no Brasil, como Revolu\u00e7\u00f5es e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Diplomacia de Defesa. Al\u00e9m disso, um elemento interessante nas publica\u00e7\u00f5es \u00e9 a forte representa\u00e7\u00e3o de diplomatas brasileiros.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Em termos de peri\u00f3dicos acad\u00eamicos, duas revistas tamb\u00e9m foram criadas: a semestral bil\u00edngue <strong><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/austral\">AUSTRAL: Revista Brasileira de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais<\/a><\/strong>, editada pelo NERINT desde 2012, e a bimestral <strong><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/conjunturaaustral\">Conjuntura Austral<\/a><\/strong>, editada em conjunto com o PPGEEI desde 2011. Publicada em vers\u00f5es impressa e eletr\u00f4nica, a <em>AUSTRAL<\/em> (uma refer\u00eancia ao Sul nos idiomas Ocidentais), <em>foi a<\/em> <em>primeira revista brasileira de rela\u00e7\u00f5es internacionais a ser publicada inteiramente em ingl\u00eas<\/em>, em edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue com portugu\u00eas ou espanhol \u2013 as l\u00ednguas oficiais do Mercosul. Tem publicado artigos de brasileiros e internacionalistas de todos os continentes, voltados aos temas que comp\u00f5em as rela\u00e7\u00f5es Sul-Sul. Seu Conselho Editorial \u00e9 integrado por renomados acad\u00eamicos do Brasil, \u00c1frica do Sul, China, Estados Unidos da Am\u00e9rica, Argentina, \u00cdndia, Fran\u00e7a, R\u00fassia, Camar\u00f5es, Turquia, Cuba, Tun\u00edsia, Canad\u00e1, Holanda e Austr\u00e1lia. A <em>AUSTRAL<\/em> conta com grande circula\u00e7\u00e3o internacional e est\u00e1 registrada nos grandes indexadores mundiais, como <strong><a href=\"https:\/\/www.scopus.com\/\">Scopus Elsevier<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"https:\/\/scholar.google.com.br\/citations?hl=pt-BR&amp;user=xuLxfQsynnEC\">Google Acad\u00eamico<\/a><\/strong>, entre outros. A lista de articulistas fala por si, demonstrando a grande circula\u00e7\u00e3o internacional do peri\u00f3dico. Em 2016, o NERINT tamb\u00e9m passou a oferecer um <strong><a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/boletim\">Boletim de Conjuntura<\/a><\/strong> digital e bil\u00edngue, a cargo dos seus Pesquisadores Assistentes, Mestrandos e Doutorandos.<br><br><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-medium-font-size\" style=\"color:#e25537\"> <strong>Do CESUL ao CEBRAFRICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">O NERINT foi, igualmente, o ber\u00e7o dos estudos africanos na \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais no \u00e2mbito da UFRGS. Em 2005 foi firmado um conv\u00eanio do N\u00facleo com a Funda\u00e7\u00e3o Alexandre de Gusm\u00e3o (FUNAG), funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica vinculada ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (Itamaraty), para a cria\u00e7\u00e3o do Centro de Estudos Brasil-\u00c1frica do Sul (CESUL). O objetivo do mesmo era fomentar estudos, eventos, interc\u00e2mbios e publica\u00e7\u00f5es sobre uma na\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para a pol\u00edtica externa do Brasil. Al\u00e9m dos eventos, interc\u00e2mbios e estudos realizados, foi criada a <em>S\u00e9rie Sul-Africana<\/em>, que publicou cinco livros. Este programa gerou um foco de atra\u00e7\u00e3o aos estudantes africanos e africanistas, bem como o interc\u00e2mbio de professores. O sucesso foi t\u00e3o grande que o CESUL, em 2011, deu origem ao <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cebrafrica\/\">Centro Brasileiro de Estudos Africanos (CEBRAFRICA)<\/a><\/strong>, que desenvolvia suas atividades como uma linha de pesquisa dentro do NERINT. A demanda pelos estudos africanos cresceu ainda mais e o CEBRAFRICA, sob a din\u00e2mica coordena\u00e7\u00e3o da Professora Anal\u00facia Danilevicz Pereira, tamb\u00e9m pesquisadora do NERINT, se tornou um centro universit\u00e1rio de pesquisa paralelo e independente.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">O CEBRAFRICA congrega pesquisadores da UFRGS e de institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, bem como estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que desenvolvem suas pesquisas nas seguintes linhas: <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cebrafrica\/pesquisa\/\">Coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul e o Continente Africano<\/a><\/strong>; <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cebrafrica\/pesquisa\/\">Desenvolvimento, Seguran\u00e7a e Integra\u00e7\u00e3o Regional<\/a><\/strong>; e <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cebrafrica\/pesquisa\/\">Pol\u00edtica Externa dos Pa\u00edses Africanos<\/a><\/strong>. A <em>S\u00e9rie Sul-Africana<\/em> foi transformada em <strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/cebrafrica\/publicacoes\/\">S\u00e9rie Africana<\/a><\/strong>, para abranger outros pa\u00edses daquele continente. Desde 2012 ela publicou seis obras, dispon\u00edveis nas m\u00eddias digitais do CEBRAFRICA. Al\u00e9m da <em>S\u00e9rie Africana,<\/em> o Centro edita, desde 2016, a <strong><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/rbea\/\">Revista Brasileira de Estudos Africanos (RBEA)<\/a><\/strong>, semestralmente em vers\u00f5es impressa e eletr\u00f4nica, em edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue ingl\u00eas-portugu\u00eas ou espanhol. O sucesso internacional da publica\u00e7\u00e3o atraiu autores africanos em grande quantidade, servindo de elo entre o Brasil e a \u00c1frica. O CEBRAFRICA conta com a parceria de conceituadas institui\u00e7\u00f5es do Brasil, Argentina, Cuba, M\u00e9xico, Canad\u00e1, \u00c1frica do Sul, Angola, Mo\u00e7ambique, Senegal, Cabo Verde, Egito, Nig\u00e9ria, Marrocos, Portugal, Reino Unido, Holanda, Su\u00e9cia, R\u00fassia, \u00cdndia e China.<br><br><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-medium-font-size\" style=\"color:#e25537\">\n<strong>Vinte anos depois<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Nossa filosofia consiste em evitar a concorr\u00eancia entre centros de pesquisa e cursos, buscando a especializa\u00e7\u00e3o e a complementariedade. Assim, pudemos avan\u00e7ar e consolidar uma agenda de pesquisa em \u00e1reas e regi\u00f5es pouco estudadas, sempre de forma cooperativa. H\u00e1 espa\u00e7o para todos. Da mesma forma, jamais priorizamos os cambiantes crit\u00e9rios das ag\u00eancias acad\u00eamicas, que fazem muitos centros perderem a identidade e entrarem em competi\u00e7\u00e3o com os demais. Outro ponto importante \u00e9 o trabalho em equipe: o NERINT \u00e9 o resultado de um grupo e da a\u00e7\u00e3o coletiva. A dedica\u00e7\u00e3o de professores, mas especialmente de estudantes, permitiu a realiza\u00e7\u00e3o dos objetivos tra\u00e7ados. Seria imposs\u00edvel mencionar todas as dezenas de bolsistas que passaram pelo N\u00facleo. Mas gostar\u00edamos, ent\u00e3o, de mencionar os mais antigos e os mais recentes. Rafael Balardim e Kamilla Rizzi, estudantes de hist\u00f3ria e hoje professores universit\u00e1rios de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, foram vitais para a estrutura\u00e7\u00e3o do NERINT em suas primeiras atividades. Mais recentemente, Maria Gabriela Vieira e Eduardo Secchi, estudantes de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, ajudaram a sustentar as complexas atividades atuais. Tudo isso com uma equipe de colegas, organizados em grupos de estudo internos nos quais se discutem obras relevantes, mas pouco conhecidas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Quando o NERINT foi criado, em 1999, a tend\u00eancia que prevalecia era a da globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal, que o grupo de pesquisadores fundadores considerava representar uma amea\u00e7a ao projeto nacional que vigorava no Brasil desde a Era Vargas. Sempre assinalando que o sistema mundial p\u00f3s-Guerra Fria n\u00e3o representava uma fase de hegemonia solit\u00e1ria norte-americana, mas uma fase inst\u00e1vel de transi\u00e7\u00e3o e disputa por uma \u201cNova Ordem\u201d. Duas d\u00e9cadas depois, para a perplexidade de muitos analistas, a globaliza\u00e7\u00e3o passou a ser questionada pela pr\u00f3pria Casa Branca, bem como por muitos outros governos, incluindo o do Brasil. No meio do caminho, em 2009, surgia o agrupamento BRIC(S), que sinalizava o avan\u00e7o irresist\u00edvel da China e o ressurgimento da R\u00fassia, hoje pa\u00edses que sofrem forte conten\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtico-militar, respectivamente. Tudo isso apenas veio a confirmar nossa previs\u00e3o inicial a respeito da fragilidade e incerteza do sistema de rela\u00e7\u00f5es internacionais no mundo p\u00f3s-bipolar.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Em 1999 tinha in\u00edcio o segundo mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso e a primeira crise da nova moeda \u201cforte e est\u00e1vel\u201d, o Real, que sofreu uma queda acentuada. Todavia, o Brasil n\u00e3o sofreu o drama argentino de dois anos depois, com o colapso financeiro. J\u00e1 a pol\u00edtica externa vivia momentos de incerteza, pois seguia apegada \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o, contrariando uma tradi\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica autonomista de seis d\u00e9cadas, que predominara quase continuamente de 1930 a 1990. Logo em seguida houve os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, com a afirma\u00e7\u00e3o da agenda securit\u00e1ria antiterrorista voltada para o Oriente M\u00e9dio e \u00c1sia Central. Enquanto isso, em sentido contr\u00e1rio, a Am\u00e9rica Latina conheceu a \u201cOnda Rosa\u201d de governos socialdemocratas ou popular-autonomistas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Um momento de proje\u00e7\u00e3o internacional in\u00e9dito para o Brasil que, todavia, n\u00e3o foi sustent\u00e1vel. A crise financeira de 2008, iniciada nos Estados Unidos (<em>subprime<\/em>) logo atingiu a Zona Euro e a economia mundial. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos buscavam se retirar dos conflitos do Oriente M\u00e9dio, deixando em seu lugar uma s\u00e9rie de alian\u00e7as locais pouco consolidadas. O cen\u00e1rio para a \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d estava montado e suas ondas de choque se propagariam pelo Mediterr\u00e2neo, \u00c1frica e \u00c1sia Ocidental. Naquele momento, tem in\u00edcio um processo de revers\u00e3o das tend\u00eancias anteriores, com o desgaste dos regimes socialdemocratas da Am\u00e9rica Latina, movimento que culminou com a elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump nos Estados Unidos. A l\u00f3gica de seu governo se insere na tradi\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica unilateral do Partido Republicano, com um vi\u00e9s empresarial. Al\u00e9m de representarem o cora\u00e7\u00e3o do sistema mundial, os Estados Unidos constituem um Estado Nacional, com suas necessidades pr\u00f3prias. Tudo isso em paralelo com crises migrat\u00f3rias, clim\u00e1ticas e sociais (emprego), al\u00e9m dos conflitos de sempre.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"has-text-align-left\" style=\"text-align: left;\">Ao longo desses vinte anos, procuramos buscar a compreens\u00e3o da l\u00f3gica subjacente aos processos internacionais em curso, e esperamos ter contribu\u00eddo para auxiliar a todos que tentam analisar as rela\u00e7\u00f5es internacionais de forma realista, e n\u00e3o ideol\u00f3gica ou prescritiva. Essa atitude \u00e9 particularmente importante no momento desconcertante e de perplexidade vivido pela pol\u00edtica exterior brasileira. Tempos hist\u00f3ricos diferentes parecem se sobrepor, num projeto estruturalmente contradit\u00f3rio em que a dura realidade se revela em um cen\u00e1rio surrealista.<\/h6>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4148 alignleft\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926.png\" alt=\"\" width=\"110\" height=\"109\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926.png 336w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926-300x297.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926-250x250.png 250w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title464447926-174x174.png 174w\" sizes=\"auto, (max-width: 110px) 100vw, 110px\" \/><\/a><br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2013094835500963\">PAULO FAGUNDES VISENTINI<\/a>&nbsp;<\/strong><em>\u00e9 Professor Titular de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Fundador e Coordenador do N\u00facleo Brasileiro de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (NERINT\/CEGOV) e da Austral: Revista Brasileira de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Contato: <a href=\"mailto:paulovi@ufrgs.br\">paulovi@ufrgs.br<\/a><br><br><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/ufrgs.br\/nerint\/guilherme-thudium\"><strong><\/strong><\/a><strong><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4147 alignleft\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1.png\" alt=\"\" width=\"110\" height=\"110\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1.png 500w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1-250x250.png 250w, https:\/\/www.ufrgs.br\/nerint\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/title44090244-1-174x174.png 174w\" sizes=\"auto, (max-width: 110px) 100vw, 110px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><br><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0781128786057662\">GUILHERME THUDIUM<\/a><\/strong><em> \u00e9 Doutor em Estudos Estrat\u00e9gicos Internacionais e Mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela UFRGS. Pesquisador do N\u00facleo Brasileiro de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (NERINT\/UFRGS), atuou como Editor Assistente da Austral: Revista Brasileira de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais entre 2017 e 2022. Contato: <a href=\"mailto:guilherme.thudium@ufrgs.br\">guilherme.thudium@ufrgs.br<\/a><\/em><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Este texto foi previamente publicado na <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/austral\/issue\/view\/3831\/showToc\"><strong>AUSTRAL: Revista Brasileira de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais<\/strong><\/a>, publica\u00e7\u00e3o semestral e bil\u00edngue do NERINT\/UFRGS, sob a seguinte refer\u00eancia: VISENTINI, Paulo Fagundes; THUDIUM, Guilherme. NERINT\/UFRGS: 20 Anos Analisando as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Austral: Revista Brasileira de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, v. 8, n. 16, Jul.\/Dez. 2019, p. 9-20.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NERINT\/UFRGS: 20 anos analisando as rela\u00e7\u00f5es internacionais O N\u00facleo Brasileiro de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (NERINT) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), criado em 1999, foi o primeiro centro voltado exclusivamente ao estudo e \u00e0 pesquisa em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais no Sul do Brasil. 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