
Sob orientação da Profª Drª Ana Cristina Garcia Dias, o mestre Vicente Rodrigues I. Filho, desenvolveu uma pesquisa que investigou a violência contra LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangêneros) nas universidades, bem como a saúde mental dessa população, tendo como base a teoria do estresse de minoria.
Na primeira parte, Vicente descreve o modelo teórico do estresse de minoria com base em evidências científicas contemporâneas. De acordo com esse modelo, existe um tipo de estresse sentido pelas “minorias sexuais” que afeta a sua saúde mental. Esse estresse é consequência do preconceito que LGBTs vivenciam ao longo de suas vidas. Esse preconceito se manifesta de diferentes formas, desde “piadas” aparentemente banais até episódios graves de violência. Muitas vezes, o preconceito vem também de dentro: ele leva esses indivíduos a monitorarem o próprio comportamento com o objetivo de não “dar pinta”, por exemplo, o que aumenta o estresse sentido. Situações como essas vão se somando e aumentamo estresse de minoria vivenciado por essas pessoas. De acordo com essa perspectiva teórica, esse tipo estresse explicaria porque “minorias sexuais” têm mais problemas de saúde mental (ex. depressão, transtornos de ansiedade) do que pessoas heterossexuais.
Já na segunda parte de seu trabalho, Vicente fala sobre a pesquisa que conduziu junto ao NuPICC. Essa pesquisa buscou entender melhor a relação entre a violência presenciada por pessoas LGBTs nos campi universitários e a saúde mental dessa parcela da população. Como o artigo que relata esse estudo ainda não foi publicado, não se pode dar muitos detalhes sobre ele, mas pode-se afirmar que os resultados são promissores e que permitirão que se compreenda um pouco melhor as vivências de LGBTs nas universidades brasileiras.
