{"id":8735,"date":"2022-07-16T17:15:08","date_gmt":"2022-07-16T19:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/?p=8735"},"modified":"2022-07-16T17:18:11","modified_gmt":"2022-07-16T19:18:11","slug":"chamada-de-artigos-para-a-revista-cadernos-metropole-no-57","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/arquivos\/8735","title":{"rendered":"Chamada de artigos para a Revista Cadernos Metr\u00f3pole n\u00ba 57"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A revista&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/cadernosmetropole.net\/\">Cadernos Metr\u00f3pole<\/a><\/strong>, um dos principais produtos do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles, convida pesquisadoras e pesquisadores das diversas \u00e1reas de conhecimento, que abordam a quest\u00e3o urbana e regional, a enviarem artigos sobre o tema \u201c<a href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cm57_chamada-de-trabalhos_port.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Novas Agendas Urbanas: conex\u00f5es internacionais e feixes de poder<\/strong><\/a>\u201d, referente \u00e0 edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 57 (v. 25).<\/p>\n\n\n\n<p>Com organiza\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>Vanessa Marx<\/strong>&nbsp;(PPGS-UFRGS) e&nbsp;<strong>Roberta Guimar\u00e3es&nbsp;<\/strong>(IFCS-UFRJ), o dossi\u00ea visa reunir trabalhos que discutam as novas agendas urbanas a partir das conex\u00f5es internacionais e dos feixes de poder estabelecidos no contexto mundial adverso de crescimento de desigualdades sociais e de dificuldades de formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas locais, nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2_saopaulo_CM.jpg\" srcset=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2_saopaulo_CM.jpg 900w, https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2_saopaulo_CM-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2_saopaulo_CM-768x433.jpg 768w, https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2_saopaulo_CM-97x55.jpg 97w\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"395\"><\/h6>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Novas Agendas Urbanas: conex\u00f5es internacionais e feixes de poder<br>Organizadoras: Vanessa Marx e Roberta Guimar\u00e3es<\/h5>\n\n\n\n<p>As atuais agendas urbanas s\u00e3o perpassadas pela intensifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre agentes situados em contextos e territ\u00f3rios diversos, que estabelecem conex\u00f5es internacionais, nacionais e locais. Permeada por conflitos abertos, tensas coopera\u00e7\u00f5es, conjunturais alian\u00e7as ou fr\u00e1geis consensos, a quest\u00e3o multiescalar est\u00e1 presente nos variados feixes de poder produzidos por agentes transnacionais, organismos e bancos internacionais e Estados nacionais imbu\u00eddos de l\u00f3gica empresarial. Nas cidades, essas rela\u00e7\u00f5es propiciam e estimulam toda sorte de investimentos diretos e transfer\u00eancia de modelos de interven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o, impulsionando cada vez mais as parcerias p\u00fablico-privadas e promovendo processos de financeiriza\u00e7\u00e3o cuja consequ\u00eancia mais grave \u00e9 a segrega\u00e7\u00e3o das classes baixas em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma central neste debate est\u00e3o as formas de pensar e fazer cidade que emergiram nos anos 1990, quando foi adotada por diversos governos uma agenda interven\u00e7\u00f5es que visava inserir as localidades na disputa das \u201ccidades mundiais\u201d para sediar grandes eventos e atrair investimentos privados e p\u00fablicos. Nesse contexto de consolida\u00e7\u00e3o global de uma racionalidade neoliberal, estimulou-se a interdepend\u00eancia entre agentes locais, nacionais e internacionais e a circula\u00e7\u00e3o de fluxos de capitais vol\u00e1teis e sem barreiras de fixa\u00e7\u00e3o, tornando os fatores econ\u00f4micos vari\u00e1vel priorit\u00e1ria na moldagem do poder pol\u00edtico \u00e0s demandas das empresas transnacionais e dos mercados financeiros. A cidade internacionalizada apresentou ent\u00e3o duas faces pouco sim\u00e9tricas em seus poderes de a\u00e7\u00e3o: uma de um territ\u00f3rio atravessado pelas for\u00e7as transnacionais; e outra de forma\u00e7\u00e3o de redes solid\u00e1rias capazes de refor\u00e7ar as lutas pol\u00edticas de inova\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, inclus\u00e3o e acesso ao direito \u00e0 cidade, atrav\u00e9s de f\u00f3runs e organismos internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>As for\u00e7as contradit\u00f3rias e convergentes entre o internacional e o local que se apresentam no cotidiano brasileiro e mundial estimulam, portanto, reflex\u00f5es sobre os limites e desafios dos governos nacionais em regularem os agentes econ\u00f4micos. Em busca de novos modelos de gest\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es e dos territ\u00f3rios, os organismos internacionais e suas ag\u00eancias v\u00eam produzindo, ao longo do tempo, relat\u00f3rios, recomenda\u00e7\u00f5es e propostas que sirvam de orienta\u00e7\u00e3o para estrat\u00e9gias globais para temas que desejam universais, como os da sustentabilidade, da diversidade cultural, da distribui\u00e7\u00e3o de recursos e da democratiza\u00e7\u00e3o. Entre os efeitos dessas diretrizes e suas pr\u00e1ticas associadas, as cidades t\u00eam se configurado como territ\u00f3rios de disputas de agentes que atuam em diferentes escalas e se baseiam em variados modelos de urbanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste dossi\u00ea propomos reunir artigos que discutam as novas agendas urbanas a partir das conex\u00f5es internacionais e dos feixes de poder estabelecidos no contexto mundial adverso de crescimento de desigualdades sociais e de dificuldades de formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas locais, nacionais e internacionais. Buscamos debater como tais conex\u00f5es e feixes se apresentam nas cidades em torno tanto de quest\u00f5es habitacionais, sanit\u00e1rias, ambientais e de mobilidade, quanto de demandas por reconhecimento, por participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es governamentais e por assist\u00eancia frente ao desmonte do modelo do Estado de bem-estar social. Essas quest\u00f5es, juntamente \u00e0 crise econ\u00f4mica que vivemos perante o prolongamento dos ciclos epid\u00eamicos da Covid-19, recolocam os grandes centros urbanos nas agendas de debates das ci\u00eancias humanas e sociais. O intuito \u00e9 que, a partir dessa abordagem, possamos pensar em novas pesquisas diante do cen\u00e1rio de pandemia, onde rela\u00e7\u00f5es complexas e multiescalares nos desafiam a refletir sobre a constru\u00e7\u00e3o de contextos urbanos mais saud\u00e1veis, igualit\u00e1rios e democr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Data-limite para envio dos trabalhos: 15 DE AGOSTO DE 2022.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Chamada de Artigos:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cm57_chamada-de-trabalhos_port.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>clique aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Call for Papers:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cm57_chamada-de-trabalhos_ing.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>clique aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Invitacion para Publicacion:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cm57_chamada-de-trabalhos_esp.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>cliqu<\/strong><strong>e<\/strong><strong>&nbsp;aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista&nbsp;Cadernos Metr\u00f3pole, um dos principais produtos do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles, convida pesquisadoras e pesquisadores das diversas \u00e1reas de conhecimento, que abordam a quest\u00e3o urbana e regional, a enviarem artigos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8736,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-8735","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8735"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8735\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8737,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8735\/revisions\/8737"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/obsmetropolespoa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}