{"id":884,"date":"2018-08-16T16:21:43","date_gmt":"2018-08-16T19:21:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/?p=884"},"modified":"2018-08-16T16:31:59","modified_gmt":"2018-08-16T19:31:59","slug":"a-escola-argentina-de-estudos-do-genocidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/2018\/08\/16\/a-escola-argentina-de-estudos-do-genocidio\/","title":{"rendered":"A \u201cEscola Argentina\u201d de Estudos do Genoc\u00eddio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leonardo Augusto Peres<\/strong> <span style=\"font-size: 10pt;\">(ODELA)<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_885\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-885\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-885 size-medium\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8-300x233.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8-300x233.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8-768x595.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8-1024x794.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8-900x698.jpg 900w, https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8-1280x992.jpg 1280w, https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Imagem-Artigo-8.jpg 1299w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-885\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"https:\/\/1eican1u2cuw7g1kw7btt2xy-wpengine.netdna-ssl.com\/wp-content\/uploads\/madres-plaza-de-mayo-protest.jpg\">Madres de Plaza de Mayo<\/a><\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu manual de refer\u00eancia introdut\u00f3rio para a \u00e1rea de Estudos de Genoc\u00eddio, Adam Jones (2011, p. 29) identifica uma \u201cEscola Argentina\u201d da disciplina. Segundo o autor, o que a define \u00e9 a compreens\u00e3o de que a ess\u00eancia do genoc\u00eddio reside na destrui\u00e7\u00e3o do <em>poder social<\/em> e da <em>identidade existencial<\/em> dos grupos vitimados. A \u201cEscola Argentina\u201d \u00e9 representada primordialmente por Daniel Feierstein, soci\u00f3logo cuja pesquisa sobre a tem\u00e1tica e trabalho \u00e0 frente do <em>Centro de Estudios sobre Genocidio <\/em>da <em>Universidad Nacional de Tres de Febrero <\/em>(UNTREF), em Buenos Aires, lhe renderam a presid\u00eancia da <em>International Association of Genocide Scholars<\/em> entre 2013 e 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feierstein foi inclu\u00eddo por Hinton (2012) no rol de autores pertencentes \u00e0 uma vertente cr\u00edtica dos Estudos de Genoc\u00eddio. Para este autor, o pensamento cr\u00edtico na disciplina prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre o \u201cpr\u00f3prio campo de Estudos de Genoc\u00eddio, explorando nossos pressupostos, decentralizando nossos vieses e iluminando os pontos cegos, na esperan\u00e7a de enriquecer ainda mais esse campo t\u00e3o din\u00e2mico\u201d (HINTON, 2012, p. 4). A vis\u00e3o cr\u00edtica dos Estudos de Genoc\u00eddio, portanto, contribui para a melhoria do campo ao integrar vis\u00f5es produzidas fora do eixo Estados Unidos da Am\u00e9rica-Europa. Assim, a primeira contribui\u00e7\u00e3o da obra de Feierstein \u00e9 a de \u201cinterrogar os poss\u00edveis pressupostos etnoc\u00eantricos [dos Estudos de Genoc\u00eddio] e descobrir novas maneiras de se enxergar o campo\u201d (HINTON, 2012, p. 8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo sentido, Moses (2008) defende uma Teoria Cr\u00edtica de Estudos de Genoc\u00eddio em detrimento da Teoria Liberal. De acordo com este autor, h\u00e1 dois argumentos principais em prol desse pensamento cr\u00edtico no campo de estudos. Em primeiro lugar, ela possibilita uma reflex\u00e3o sobre o papel da pr\u00f3pria teoria no processo de reprodu\u00e7\u00e3o social. Isso \u00e9 essencial, segundo ele, porque a Teoria Liberal n\u00e3o reflete sobre o sistema que produz (e, adiciona-se, reproduz) o fen\u00f4meno; logo, n\u00e3o permite a evolu\u00e7\u00e3o a um mundo em que ele n\u00e3o ocorra mais. Por outro lado, a Teoria Cr\u00edtica \u201cbusca produzir conhecimento que transcenda as condi\u00e7\u00f5es sociais que produzem as crises peri\u00f3dicas\u201d (ou, pondera-se, a situa\u00e7\u00e3o de crise <em>permanente<\/em> que fazem do genoc\u00eddio um fen\u00f4meno t\u00e3o difundido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em segundo lugar, a Teoria Cr\u00edtica tem uma abordagem \u201chol\u00edstica\u201d que se foca na \u201ctotalidade\u201d do sistema: \u201cA Teoria Cr\u00edtica mostra <em>historicamente<\/em> como o sistema capitalista funciona e se desenvolve no tempo\u201d (MOSES, 2008, s\/p). Novamente transparece, aqui, a contribui\u00e7\u00e3o da obra de Feierstein: sua proposi\u00e7\u00e3o de se pensar a viol\u00eancia f\u00edsica estatal dos governos ditatoriais argentinos como <em>genoc\u00eddio<\/em> fornece mais um elemento para a compreens\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno no sistema. O pr\u00f3prio Feierstein (2006, p. 166) afirma isso: \u201cusar o mesmo conceito significa, de fato, que sugerimos a exist\u00eancia de um fio condutor referente a uma tecnologia de poder no qual a \u2018nega\u00e7\u00e3o de outros\u2019 chega ao \u00e1pice: sua desapari\u00e7\u00e3o material (a desapari\u00e7\u00e3o de seus corpos) e sua desapari\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica (a desapari\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria de sua exist\u00eancia)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra de Feierstein \u00e9 ampla e multil\u00edngue. Portanto, destacar-se-\u00e3o, aqui, apenas alguns seus principais livros, cap\u00edtulos e artigos. Publicado em 2006 no principal peri\u00f3dico de Estudos de Genoc\u00eddio do mundo, pode-se afirmar que, se o artigo \u201c<em>Political Violence in Argentina and its Genocidal Characteristics<\/em>\u201d n\u00e3o fundou a \u201cEscola Argentina\u201d, pelo menos a popularizou. \u00c9 nesse artigo que Feierstein (2006) deixa claro seu argumento a favor de caracterizar a viol\u00eancia das ditaduras argentinas como genoc\u00eddio. Primeiramente, o autor descreve o processo de violenta repress\u00e3o na Argentina entre 1974 a 1983. Posteriormente, realiza uma discuss\u00e3o jur\u00eddica do fen\u00f4meno, concluindo que, por buscar eliminar simb\u00f3lica e materialmente certas for\u00e7as pol\u00edticas e <em>transformar a sociedade<\/em>, \u201celiminando aqueles que personificavam certas formas de construir identidade social\u201d, o caso argentino deve ser enquadrado como genoc\u00eddio. Feierstein (2006) finaliza criticando certas defini\u00e7\u00f5es oriundas do campo de Estudos do Genoc\u00eddio (diferentes da defini\u00e7\u00e3o legal) que n\u00e3o enquadrariam a Argentina como um caso do fen\u00f4meno e defendendo, como se viu acima, a exist\u00eancia de um \u201cfio condutor\u201d entre suas diferentes manifesta\u00e7\u00f5es. A import\u00e2ncia desse artigo foi tamanha que ele foi republicado em 2010, como cap\u00edtulo de um livro organizado por ele e mais dois colegas (ESPARZA, HUTTENBACH, FEIERSTEIN, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento \u00e9 aprofundado em <em>El genocidio como pr\u00e1ctica social: Entre el nazismo y la experiencia argentina<\/em> (FEIERSTEIN, 2007), posteriormente traduzido ao ingl\u00eas (FEIERSTEIN, 2014a). A tradu\u00e7\u00e3o foi publicada no mesmo ano da publica\u00e7\u00e3o da segunda edi\u00e7\u00e3o da obra em espanhol (FEIERSTEIN, 2014b). O livro divide-se em tr\u00eas partes principais. A primeira, mais te\u00f3rica, define o que o autor entende por genoc\u00eddio: uma pr\u00e1tica social que busca, por meio de aniquila\u00e7\u00e3o em massa, <em>reorganizar<\/em> as rela\u00e7\u00f5es sociais. Estabelece, ainda, uma tipologia das pr\u00e1ticas sociais genocidas: genoc\u00eddios constitutivos, coloniais, p\u00f3s-coloniais e reorganizadores. A segunda e a terceira partes do livro s\u00e3o mais emp\u00edricas, comparando os casos de reorganiza\u00e7\u00e3o social na Alemanha nazista e na Argentina ditatorial. Garbarino (2010, p. 218) destaca a qualidade da obra, afirmando que \u201co conceito de \u2018pr\u00e1tica social genocida\u2019 \u00e9 interessante porque nos permite ver esses casos em uma dimens\u00e3o social ampla e n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o pontual de uma fra\u00e7\u00e3o social. E isso esclarece o car\u00e1ter <em>pol\u00edtico<\/em> do genoc\u00eddio nazista e nos deixa ver, no caso argentino, o complexo processo de constru\u00e7\u00e3o do genoc\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2009, Feierstein organizou e redigiu o primeiro cap\u00edtulo de <em>Terrorismo de estado y genocidio en Am\u00e9rica Latina<\/em> (FEIERSTEIN, 2009), primeiro livro original da s\u00e9rie \u201cEstudos sobre genoc\u00eddio\u201d da editora Prometeo (al\u00e9m dessa obra, apenas tradu\u00e7\u00f5es de outros livros foram publicados). Nesse cap\u00edtulo, o autor faz um panorama dos processos repressivos das ditaduras da Am\u00e9rica Latina sob a Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional. Indica que a Doutrina teve seus antecedentes n\u00e3o apenas no pensamento militar estadunidense, mas tamb\u00e9m no Plano Conintes, que surgiu na Argentina em 1957 como estrat\u00e9gia contra insurrei\u00e7\u00f5es civis contra o Estado. Assim, a viol\u00eancia pol\u00edtica durante a ditadura era pautada ideologicamente na Doutrina de Seguran\u00e7a nacional, que alegava a exist\u00eancia de uma guerra contra os \u201csubversivos\u201d: n\u00e3o apenas o comunismo enquanto ideologia, mas qualquer movimento revolucion\u00e1rio, populista, religioso ou ind\u00edgena. Em suma, contra qualquer movimento cujas ideias eram consideradas progressistas e que buscavam mudan\u00e7as sociais (FEIERSTEIN, 2009). Este cap\u00edtulo foi posteriormente publicado em ingl\u00eas no important\u00edssimo livro de refer\u00eancia do campo de Estudos de Genoc\u00eddio <em>The Oxford Handbook of Genocide Studies <\/em>(FEIERSTEIN, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais recentemente, Feierstein publicou seu pr\u00f3prio livro de refer\u00eancia, o <em>Introducci\u00f3n a los Estudios sobre Genocidio<\/em> (FEIERSTEIN, 2016). Nessa obra, o autor realiza um panorama hist\u00f3rico debatendo diversos casos de genoc\u00eddios, especialmente durante o s\u00e9culo XX (apesar de o primeiro cap\u00edtulo ser sobre a forma\u00e7\u00e3o do Estado argentino). Identificam-se, nesta obra, casos dos quatro tipos de pr\u00e1ticas genocidas elencadas por ele anteriormente (FEIERSTEIN, 2007, 2014a, 2014b): constitutivas, coloniais, p\u00f3s-coloniais e reorganizadoras. Atualmente, al\u00e9m de editar o peri\u00f3dico <em>Revista de Estudios sobre Genocidio<\/em> da UNTREF, trabalha em uma trilogia de livros: os dois primeiros, j\u00e1 publicados, s\u00e3o sobre mem\u00f3rias e representa\u00e7\u00f5es da viol\u00eancia estatal (FEIERSTEIN, 2012) e sobre seis ju\u00edzos penais (FEIERSTEIN, 2015), respectivamente. A terceira obra, ainda a ser lan\u00e7ada, dever\u00e1 tratar dos n\u00edveis de responsabilidade por genoc\u00eddios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, uma escola n\u00e3o vive de apenas um professor. A \u201cEscola Argentina\u201d, assim, conta ainda com outros autores, diretamente ligados a Feierstein em seu grupo de pesquisa ou em publica\u00e7\u00f5es conjuntas ou simplesmente estudando o caso argentino a partir de uma perspectiva cr\u00edtica. O primeiro caso \u00e9 o de Guillermo Levy, cujo artigo de 2006 (LEVY, 2006) buscou, assim como fez Feierstein em toda sua obra, comparar o nazismo \u00e0 ditadura argentina. Al\u00e9m disso, Levy (2006) procura determinar a aplicabilidade do termo \u201cgenoc\u00eddio\u201d \u00e0s pol\u00edticas neoliberais da Am\u00e9rica Latina, possivelmente como um \u201cgenoc\u00eddio por omiss\u00e3o\u201d. Este artigo foi publicado na mesma edi\u00e7\u00e3o do <em>Journal of Genocide Research<\/em> em que Feierstein publicou seu artigo seminal, pois se tratava de um dossi\u00ea especial intitulado \u201c<em>Confronting Genocide: New Voices from Latin America<\/em>\u201d. J\u00e1 no segundo caso, daqueles que estudam o genoc\u00eddio argentino tamb\u00e9m sob um vi\u00e9s cr\u00edtico, destaca-se a obra de Izaguirre (2009), que adota uma perspectiva marxista cl\u00e1ssica para analisar a ditadura argentina na perspectiva da luta de classes. Esta obra traz uma contribui\u00e7\u00e3o inovadora e imprescind\u00edvel aos Estudos de Genoc\u00eddio. Inovadora porque neste campo de estudos o marxismo geralmente \u00e9 aplicado em sua vertente leninista aos genoc\u00eddios coloniais das pot\u00eancias imperialistas, e n\u00e3o a manifesta\u00e7\u00f5es mais recentes do fen\u00f4meno. Imprescind\u00edvel pois adiciona \u00e0 an\u00e1lise da ocorr\u00eancia de genoc\u00eddios latino-americanos elementos de an\u00e1lise ignorados por Feierstein: a composi\u00e7\u00e3o de classe de perpetradores e v\u00edtimas, as condicionantes geopol\u00edticas e geoecon\u00f4micas sist\u00eamicas do fen\u00f4meno, a natureza conflituosa das rela\u00e7\u00f5es sociais de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As contribui\u00e7\u00f5es da \u201cEscola Argentina\u201d s\u00e3o imprescind\u00edveis para os Estudos de Genoc\u00eddio, especialmente sob uma perspectiva cr\u00edtica. Influenciam, ainda, outros estudos sobre ditaduras latino-americanas da segunda metade do s\u00e9culo XX, especialmente, por exemplo, sobre o caso chileno e sobre o genoc\u00eddio guatemalteca, bem como reflex\u00f5es sobre situa\u00e7\u00f5es atuais, como o quadro cr\u00edtico configurado na Nicar\u00e1gua (PERES, 2018). No Brasil, os estudos ainda s\u00e3o incipientes. Espera-se, por\u00e9m, que o desenvolvimento dessas pesquisas em todos os pa\u00edses da regi\u00e3o transforme a \u201cEscola Argentina\u201d, de fato, em uma \u201cEscola Latino-Americana\u201d de Estudos de Genoc\u00eddio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ESPARZA, Marcia; HUTTENBACH, Henry; FEIERSTEIN, Daniel. <em>State Violence and Genocide in Latin America: The Cold War Years<\/em>. Londres e Nova Iorque: Routledge, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. Political Violence in Argentina and its Genocidal Characteristics. <em>Journal of Genocide Research<\/em>, vol. 8, n. 2, junho de 2006, pp. 149-168.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. <em>El genocidio como pr\u00e1ctica social: Entre el nazismo y la experiencia argentina. <\/em>1\u00aa ed. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel (Org.). <em>Terrorismo de estado y genocidio en Am\u00e9rica Latina<\/em>. Buenos Aires: Prometeo Libros, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. National Security Doctrine in Latin America: The Genocide Question. In: BLOXAM, D.; MOSES, A. <em>The Oxford Handbook of Genocide Studies<\/em>. Oxford: Oxford University Press, 2010, pp. 489-508.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. <em>Memorias y representaciones<\/em>. <em>Sobre la elaboraci\u00f3n del genocidio I<\/em>. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. <em>Genocide as social practice: Reorganizing society under the Nazis and Argentina\u2019s Military Juntas.<\/em> New Brunswick, New Jersey e Londres: Rutgers University Press, 2014a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. <em>El genocidio como pr\u00e1ctica social: Entre el nazismo y la experiencia argentina<\/em>. 2\u00aa ed. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2014b.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. <em>Juicios<\/em>. <em>Sobre la elaboraci\u00f3n del genocidio II<\/em>. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FEIERSTEIN, Daniel. <em>Introducci\u00f3n a los estudios sobre genocidio<\/em>. Buenos Aires: Eduntref, 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GARBARINO, Maximiliano. Una comparaci\u00f3n iluminadora: el nazismo y el terrorismo de estado en Argentina. <em>Sociohist\u00f3rica: Cuadernos del CISH<\/em>, n. 27, 2010, pp. 213-218.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HINTON, Alexander L. Critical Genocide Studies. <em>Genocide Studies and Prevention: An International Journal<\/em>, vol. 7, n. 1, 2012, pp. 4-15.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IZAGUIRRE, In\u00e9s (Org.). <em>Lucha de clases, guerra civil y genocidio en la Argentina (1973-1983). <\/em>Buenos Aires: Eudeba, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JONES, Adam. <em>Genocide:<\/em> <em>A Comprehensive Introduction<\/em>. 2\u00aa ed. Londres e Nova Iorque: Routledge, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LEVY, Guillermo. Considerations on the connections between race, politics, economics, and genocide. <em>Journal of Genocide Research<\/em>, vol. 8, n. 2, junho de 2006, pp. 137-148.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MOSES, Dirk A. Toward a Theory of Critical Genocide Studies. <em>Mass Violence and Resistance &#8211; Research Network<\/em>,\u00a018 de abril de 2008. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www.sciencespo.fr\/mass-violence-war-massacre-resistance\/en\/document\/toward-theory-critical-genocide-studies&gt;, acesso em 10\/08\/2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PERES, Leonardo A. Viol\u00eancia do Estado e contra o Estado na Nicar\u00e1gua. <em>Observat\u00f3rio do Estado Latino-Americano<\/em>, 23 de julho de 2018. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www.ufrgs.br\/odela\/2018\/07\/23\/violencia-do-estado-e-contra-o-estado-na-nicaragua\/&gt;, acesso em 12\/08\/2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leonardo Augusto Peres (ODELA) Em seu manual de refer\u00eancia introdut\u00f3rio para a \u00e1rea de Estudos de Genoc\u00eddio, Adam Jones (2011, p. 29) identifica uma \u201cEscola Argentina\u201d da disciplina. 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