TCCs

FONTOURA, Pâmela Amaro. A palavra poética enquanto voz viva: efeitos de um encontro intercultural entre estudantes da escola pública básica e a poesia de Oliveira Silveira. 2012. 41 f. TCC (Graduação) – Curso de Teatro, Arte Dramática, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.
Resumo: O trabalho aborda a temática das relações étnico-raciais e pretende, através das reflexões sobre a experiência de recepção teatral, contribuir para a adoção de práticas pedagógicas inclusivas antirracistas na Educação Básica. A fim de atender a notável diversidade de identidades encontradas nas nossas escolas, o estudo consiste na intervenção do “Recital Musical Batuque Tuque-Tuque” no espaço formal de ensino público, dando voz viva à obra poética engajada do professor, escritor e militante negro gaúcho Oliveira Silveira. A recepção coletiva dos espectadores num convívio que ressalta e redimensiona as diferenças é interpretada e analisada numa perspectiva comprometida com uma ruptura da invisibilidade da cultura e cosmovisão africana e afro-brasileira nas salas de aula.
Palavras-chave: Teatro; Poesia; Oliveira Silveira; Convívio; Diversidade.
MARTINS, Camila Cardoso Coronel. Memória e Negritude: o grupo Afro-Sul/Odomode como referência da cultura imaterial de Porto Alegre, RS. 2016. 55 f. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.
Resumo: Este trabalho tem como objetivo interpretar o significado do Afro-Sul/Odomode para a preservação da memória e do patrimônio da cultura negra da capital gaúcha, a partir da análise da contribuição do Grupo para a preservação da cultura negra em Porto Alegre e para reconhecimento da contribuição das memórias e raízes africanas para construção do patrimônio cultural de Porto Alegre, para tornar mais visível no panorama da cidade a relevância do instituto enquanto espaço de preservação da cultura negra na constituição da cidade. A investigação, de cunho qualitativo, se constitui num estudo de caso, que se utilizou da metodologia da história oral para recuperar as narrativas dos sujeitos, reunidas em encontros de memória utilizando a técnica do grupo focal. Analisa os fatores de branqueamento da comunidade negra, e os mecanismos de resistência expresso em movimentos sociais, clubes e outras instituições. Recupera o processo de criação do Instituto Sociocultural AfroSul/Odomode, no ano de 1974, a partir de um grupo musical de raiz africana voltado à difusão da cultura negra e um processo de autoafirmação calcada na origem afro dos componentes do grupo. Destaca como a formação do grupo, através da união da música com a dança, busca dar visibilidade da cultura e o empoderamento, tanto de seus membros, quanto de seus espectadores, uma vez que tem em sua fundação o objetivo de promover e dar projeção à cultura negra no Estado. Discute os processos de legitimação dos territórios e espaços que promovem a cultura negra e se preocupa em resgatar a memória de seus idealizadores, espaços esses que celebram as raízes de negros e negras que contribuíram para construir a identidade cultural da cidade. Conclui ao destacar que, as manifestações culturais, as atividades e projetos realizados no espaço, o legitimam enquanto território, identificando- o como lugar detentor de memória, celebração e difusão da cultura negra que tanto contribuiu para a construção cultural desta cidade.
Palavras-chave: Museologia Social; Cultura negra; Patrimônio imaterial.

SILVA, NatÁlia Souza. BLOCO AFRO ODOMODE NO VINTE DE NOVEMBRO: celebração e resistência negra nas ruas de porto alegre, rs. 2017. 90 f. Tese (Doutorado) – Curso de Museologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.
Resumo: Muito se fala que o Rio Grande do Sul não tem tradição de Carnaval, no entanto ao adentrar a história que rodeia o Instituto Sociocultural Afro-Sul Odomode emerge uma tradição de carnaval que perdura por 43 anos. Desde o fim das atividades da Escola Garotos da Orgia o Grupo Afro- Sul de música e dança manteve sua herança carnavalesca através do Bloco Afro Odomode. Criado em 1999, o Bloco saiu às ruas de Porto Alegre por 16 anos, no entanto, a sua saída no ano de 2016 foi embargada pela administração municipal, ano em que o carnaval sofreu diversas restrições impostas pelo poder público. Diante disso, esta pesquisa buscou investigar a trajetória do Bloco Afro Odomode e destacar a importância da ocupação das ruas na data de 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, compreendendo o Bloco como uma manifestação cultural integrante do patrimônio cultural negro da cidade. Este trabalho insere-se no campo da Sociomuseologia ampliando a noção de espaço museal e patrimônio cultural. Nesse sentido foram utilizadas como metodologia da pesquisa observação participante e entrevista semiestruturada, visando a valorização das narrativas orais trazidas pelos de saberes, Iara Deodoro e Paulo Romeu.
Palavras-chave: Afro-Sul Odomode; Vinte de Novembro; Consciência Negra. Carnaval; Patrimônio Cultural.