{"id":346,"date":"2023-02-27T15:01:37","date_gmt":"2023-02-27T18:01:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/?page_id=346"},"modified":"2023-03-10T14:58:59","modified_gmt":"2023-03-10T17:58:59","slug":"criancas-adolescentes-e-jovens-adultas-diagnosticadas-com-cancer","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/criancas-adolescentes-e-jovens-adultas-diagnosticadas-com-cancer\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as, adolescentes e jovens adultas diagnosticadas com c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"346\" class=\"elementor elementor-346\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-98197bf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"98197bf\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2538206\" data-id=\"2538206\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8b547f7 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"8b547f7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.12.2 - 23-04-2023 *\/\n.elementor-heading-title{padding:0;margin:0;line-height:1}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title[class*=elementor-size-]>a{color:inherit;font-size:inherit;line-height:inherit}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-small{font-size:15px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-medium{font-size:19px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-large{font-size:29px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xl{font-size:39px}.elementor-widget-heading .elementor-heading-title.elementor-size-xxl{font-size:59px}<\/style><h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-medium\">PRESERVA\u00c7\u00c3O DA FERTILIDADE EM CRIAN\u00c7AS, ADOLESCENTES E JOVENS MULHERES ADULTAS\n<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9208b1c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9208b1c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-549daa8\" data-id=\"549daa8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ace2463 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ace2463\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.12.2 - 23-04-2023 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p>Embora a preserva\u00e7\u00e3o da fertilidade para pacientes adultas acometidas de alguma forma de c\u00e2ncer j\u00e1 tenha sido incorporada como uma parte importante da conduta cl\u00ednica em v\u00e1rios pa\u00edses, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mesma para crian\u00e7as, adolescentes e jovens adultos do sexo feminino (&lt; 25 anos). Uma pesquisa realizada em diferentes institui\u00e7\u00f5es de oncopediatria em v\u00e1rios pa\u00edses europeus indicou que n\u00e3o h\u00e1 aconselhamento adequado nem a refer\u00eancia a especialistas para a preserva\u00e7\u00e3o da fertilidade anteriormente ao in\u00edcio do tratamento oncol\u00f3gico neste grupo de pacientes. (1)<\/p><p>Nesse sentido, foi criado um grupo multidisciplinar de especialistas do PanCareLIFE europeu com o Grupo Internacional para a Harmoniza\u00e7\u00e3o das Diretrizes sobre os Efeitos Tardios do C\u00e2ncer na Inf\u00e2ncia (IGHG) visando ao estabelecimento de diretrizes baseadas em evid\u00eancias, para auxiliar provedores da sa\u00fade na comunica\u00e7\u00e3o sobre os potenciais riscos \u00e0 fertilidade e sobre as op\u00e7\u00f5es para a PF para pacientes oncol\u00f3gicos infantis, adolescentes e jovens mulheres adultas (&lt; 25 anos) e seus pais ou respons\u00e1veis, aqui tratados como \u201cfamiliares\u201d. Essas recomenda\u00e7\u00f5es visam fornecer diretrizes sobre como e quando oferecer tratamento de preserva\u00e7\u00e3o da fertilidade a esse grupo de pacientes. (2)<\/p><p>Entre as conclus\u00f5es divulgadas pelo grupo de estudos, destacamos que houve consenso de que todos os pacientes e seus familiares t\u00eam o direito de serem informados sobre o potencial risco de infertilidade ap\u00f3s tratamentos oncol\u00f3gicos. Assim, \u00e9 fortemente recomend\u00e1vel que os provedores da sa\u00fade informem os pacientes e seus familiares sobre os riscos esperados de infertilidade ou menopausa prematura, ou ambos, o que pode variar em severidade dependendo do tratamento planejado.<\/p><p>No caso de adolescentes p\u00f3s-p\u00faberes, isto \u00e9, meninas que j\u00e1 iniciaram seus ciclos menstruais, e jovens adultas, \u00e9 recomendada a criopreserva\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es e o\u00f3citos, descritas nas se\u00e7\u00f5es \u201cProcedimentos para gera\u00e7\u00e3o e criopreserva\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es\u201d e \u201cProcedimentos para criopreserva\u00e7\u00e3o de o\u00f3citos\u201d. Entretanto, nesse grupo de jovens, a grande maioria deve optar pela preserva\u00e7\u00e3o de o\u00f3citos, pois \u00e9 pouco prov\u00e1vel que elas j\u00e1 estejam em uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e queiram gerar embri\u00f5es para uma futura gesta\u00e7\u00e3o. A terceira op\u00e7\u00e3o de PF para esse grupo de mulheres e para aquelas que ainda n\u00e3o atingiram a adolesc\u00eancia \u00e9 a criopreserva\u00e7\u00e3o de tecido ovariano (CTO), sobre a qual iremos discutir a seguir.<\/p><p>A CTO \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o de preservar a fertilidade de crian\u00e7as e meninas pr\u00e9-p\u00faberes (per\u00edodo anterior ao in\u00edcio da adolesc\u00eancia) e perip\u00faberes (per\u00edodo em torno do in\u00edcio da adolesc\u00eancia), al\u00e9m das jovens adultas para as quais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar a coleta de o\u00f3citos para criopreserva\u00e7\u00e3o. O grupo de estudos menciona, entretanto, que o procedimento de retransplante de tecido ovariano deve ainda ser considerado experimental e extensivamente discutido com a paciente e familiares antes do procedimento. Isso ocorre devido \u00e0 grande preocupa\u00e7\u00e3o existente quanto \u00e0 possibilidade de reintrodu\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas malignas oriundas de c\u00e2ncer na paciente que se curou da doen\u00e7a quando ela realizar o retransplante. Essa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente importante de ser discutida em casos de c\u00e2nceres de origem hematol\u00f3gica. Assim, pesquisadores e cl\u00ednicos recomendam que a possibilidade de reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a deve ser considerada e cuidadosamente ponderada em face do desejo de engravidar.<\/p><p><a name=\"_Toc129076450\"><\/a><strong>Por que preservar a fertilidade quando descobrimos um c\u00e2ncer em uma crian\u00e7a ou jovem adolescente<br \/><\/strong>Atualmente, a sobreviv\u00eancia de crian\u00e7as e jovens adolescentes \u00e0s mais diversas formas de c\u00e2ncer \u00e9 bastante elevada. Entretanto, para alcan\u00e7ar a cura total, os jovens devem submeter-se a tratamentos quimioter\u00e1picos ou radioter\u00e1picos agressivos, que acabam por destruir n\u00e3o apenas as c\u00e9lulas malignas, causadoras do c\u00e2ncer, mas tamb\u00e9m c\u00e9lulas saud\u00e1veis, como os gametas. Como descrito anteriormente, as meninas nascem com um conjunto preestabelecido de gametas, que deve ser utilizado por todo o seu per\u00edodo reprodutivo, isto \u00e9, desde a primeira menstrua\u00e7\u00e3o e ovula\u00e7\u00e3o at\u00e9 a menopausa. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de renova\u00e7\u00e3o do estoque de c\u00e9lulas germinativas femininas uma vez que as existentes tenham sido eliminadas. Assim, uma crian\u00e7a ou uma menina pr\u00e9-adolescente que ainda n\u00e3o iniciou seus ciclos menstruais, mas tem de enfrentar um tratamento oncol\u00f3gico, corre o risco de n\u00e3o entrar em menarca, n\u00e3o ter ciclos menstruais nem ovulat\u00f3rios mensais e consequentemente n\u00e3o poder\u00e1 ser m\u00e3e biol\u00f3gica se assim o desejar no futuro. Ainda, a aus\u00eancia de ciclos ovulat\u00f3rios implica a aus\u00eancia do horm\u00f4nio \u201cfeminino\u201d, o estr\u00f3geno, respons\u00e1vel pela beleza da pele e dos cabelos, pela sa\u00fade dos ossos, das unhas, etc. Enfim, o estr\u00f3geno participa de todas as caracter\u00edsticas de uma jovem mulher saud\u00e1vel e apta a gestar.<\/p><p>Importante mencionar que nem todos os tratamentos oncol\u00f3gicos acarretam a perda total das c\u00e9lulas germinativas e os efeitos supracitados, mas \u00e9 dif\u00edcil prever com exatid\u00e3o se esses efeitos ir\u00e3o ou n\u00e3o ocorrer, como discutido no Cap\u00edtulo sobre o tratamento de c\u00e2ncer e a fertilidade. \u00c9 dentro desse cen\u00e1rio que as t\u00e9cnicas de PF feminina podem atuar, para que no futuro essa jovem, curada de sua condi\u00e7\u00e3o oncol\u00f3gica, n\u00e3o apenas tenha a possibilidade de ser m\u00e3e biol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m possa usufruir de todas as atividades fisiol\u00f3gicas hormonais pertinentes a uma mulher em per\u00edodo f\u00e9rtil.<\/p><p><a name=\"_Toc129076451\"><\/a><strong>Procedimento de preserva\u00e7\u00e3o da fertilidade para meninas jovens pr\u00e9-p\u00faberes ou perip\u00faberes<\/strong><br \/>O per\u00edodo da puberdade de uma menina tem in\u00edcio com a menarca, a primeira menstrua\u00e7\u00e3o, e, acompanhando-a, a primeira ovula\u00e7\u00e3o. Antes dessa etapa, a menina tem seu estoque de gametas, os o\u00f3citos, armazenado nos ov\u00e1rios, dentro de fol\u00edculos, em um estado quase que \u201cdormente\u201d. Os fol\u00edculos n\u00e3o crescem, os o\u00f3citos n\u00e3o amadurecem e consequentemente n\u00e3o ocorrem a ovula\u00e7\u00e3o nem a menstrua\u00e7\u00e3o. Assim sendo, a \u00fanica forma de preservar os gametas alojados dentro dos ov\u00e1rios \u00e9 atrav\u00e9s do processo de preserva\u00e7\u00e3o de tecido ovariano (Figura 1), no qual est\u00e3o contidos in\u00fameros fol\u00edculos, cada qual com um o\u00f3cito, e tamb\u00e9m a por\u00e7\u00e3o n\u00e3o folicular do tecido ovariano, respons\u00e1vel pela sobreviv\u00eancia dos fol\u00edculos e dos gametas femininos.<\/p><p><a name=\"_Toc129076452\"><\/a><strong>No que consiste a t\u00e9cnica de criopreserva\u00e7\u00e3o de tecido ovariano?<\/strong><br \/>Ap\u00f3s extensiva discuss\u00e3o e aconselhamento com os familiares e com a paciente (caso ela tenha idade para participar da tomada de decis\u00e3o), assim que houver a concord\u00e2ncia para o procedimento de coleta de tecido ovariano, a paciente ser\u00e1 encaminhada para uma laparoscopia em um hospital de refer\u00eancia. A laparoscopia consiste em fazer pequenas aberturas no abd\u00f4men da jovem para localizar os ov\u00e1rios e remover pequenos fragmentos de tecido ovariano. Esses fragmentos dos ov\u00e1rios ser\u00e3o transferidos para um laborat\u00f3rio, onde ser\u00e3o cortados em pequenas por\u00e7\u00f5es de tecido (cerca de 4mm x 5mm x 1mm). Ap\u00f3s essa etapa, os fragmentos de tecido ovariano s\u00e3o expostos a solu\u00e7\u00f5es crioprotetoras e ocorrer\u00e1 o armazenamento em NLiq, de forma semelhante ao procedimento descrito anteriormente para gametas e embri\u00f5es. Entretanto, no caso dos fragmentos de tecido ovariano, a t\u00e9cnica de criopreserva\u00e7\u00e3o mais indicada \u00e9 o congelamento lento em vez da vitrifica\u00e7\u00e3o. O congelamento lento ocorre em um equipamento program\u00e1vel, que causa um decl\u00ednio gradual da temperatura, at\u00e9 chegar ao ponto em que o tecido pode ser transferido ao NLiq, contido em um botij\u00e3o de armazenamento. Conclu\u00eddo esse processo, os tecidos s\u00e3o mantidos no NLiq at\u00e9 que a paciente, curada de sua condi\u00e7\u00e3o oncol\u00f3gica, retorne para utiliz\u00e1-los, realizando um retransplante para sua cavidade abdominal. Quando esse momento chegar, uma amostra de tecido \u00e9 descongelada e retransplantada para a paciente, atrav\u00e9s de uma nova laparoscopia.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a7bd403 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a7bd403\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-bcce266\" data-id=\"bcce266\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3741bd2 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"3741bd2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.12.2 - 23-04-2023 *\/\n.elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=\".svg\"]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figure class=\"wp-caption\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"432\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ILUSTRACAO-OFICIAL-768x432.jpg\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-350\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ILUSTRACAO-OFICIAL-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ILUSTRACAO-OFICIAL-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ILUSTRACAO-OFICIAL-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/ILUSTRACAO-OFICIAL.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<figcaption class=\"widget-image-caption wp-caption-text\">Figura 1. Principais etapas do procedimento de criopreserva\u00e7\u00e3o de tecido ovariano<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-448c2c6 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"448c2c6\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8e27284\" data-id=\"8e27284\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e7f08d9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e7f08d9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o de um caso clinico envolvendo uma menina diagnosticada com c\u00e2ncer:<br \/><\/strong>Certamente, ao receber a not\u00edcia de que sua filha est\u00e1 com uma condi\u00e7\u00e3o oncol\u00f3gica, a preserva\u00e7\u00e3o da fertilidade pode n\u00e3o ser a prioridade dos familiares, e sim a sua cura. Entretanto, o fato de que o tratamento oncol\u00f3gico pode acarretar esterilidade e a possibilidade de ela n\u00e3o ter a fisiologia hormonal normal de uma adolescente s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es relevantes e que devem ser expostas aos familiares antes do in\u00edcio do tratamento contra o c\u00e2ncer. A seguir, vamos apresentar um caso da literatura para exemplificar a import\u00e2ncia da PF em uma crian\u00e7a ou jovem adolescente.<\/p><p>Uma menina de nove anos foi diagnosticada com sarcoma de Ewing, uma forma de c\u00e2ncer na qual ossos ou tecidos \u201cmoles\u201d do organismo podem ser afetados. Essa menina e seus pais concordaram em realizar o procedimento de PF a partir da criopreserva\u00e7\u00e3o de tecido ovariano. Ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o e o preparo dos fragmentos de tecido de um dos ov\u00e1rios, conforme explicado anteriormente, esse material, contendo grande quantidade de fol\u00edculos e o\u00f3citos, foi armazenado por cerca de quatro anos, at\u00e9 que ela se curou totalmente da doen\u00e7a e desejou retransplantar algumas por\u00e7\u00f5es do tecido ovariano em sua cavidade p\u00e9lvica.<\/p><p>Por que ela decidiu fazer o procedimento de retransplante se era t\u00e3o jovem ainda para desejar ser m\u00e3e? Porque ela, que j\u00e1 estava com idade de 13 anos e meio, n\u00e3o havia ainda entrado na adolesc\u00eancia e n\u00e3o havia menstruado nem ovulado, provavelmente devido ao tratamento para curar seu c\u00e2ncer. Esse tratamento eliminou os fol\u00edculos e as c\u00e9lulas germinativas do ov\u00e1rio, que permaneceu em seu corpo. Assim, os m\u00e9dicos decidiram descongelar e retransplantar uma parte dos fragmentos armazenados no botij\u00e3o de NLiq. Como desejado, o resultado foi que ela teve sua menarca e passou a ter ciclos menstruais e ovulat\u00f3rios, de forma semelhante \u00e0s garotas adolescentes de sua faixa et\u00e1ria.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-330179f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"330179f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1f2243f\" data-id=\"1f2243f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c7db780 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c7db780\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Quer saber mais sobre o assunto?<br \/><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-5);\">&#8211; (1) Terenziani M, Spinelli M, Jankovic M, et al. Practices of pediatric oncology and hematology providers regarding fertility issues: a \u00a9 2021 Elsevier Ltd. All rights reserved.<br \/><\/span><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-5);\">&#8211; (2) www.thelancet.com\/oncology Vol 22 February 2021<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRESERVA\u00c7\u00c3O DA FERTILIDADE EM CRIAN\u00c7AS, ADOLESCENTES E JOVENS MULHERES ADULTAS Embora a preserva\u00e7\u00e3o da fertilidade para pacientes adultas acometidas de alguma forma de c\u00e2ncer j\u00e1 tenha sido incorporada como uma parte importante da conduta cl\u00ednica em v\u00e1rios pa\u00edses, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mesma para crian\u00e7as, adolescentes e jovens adultos do sexo feminino (&lt; 25 &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/criancas-adolescentes-e-jovens-adultas-diagnosticadas-com-cancer\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Crian\u00e7as, adolescentes e jovens adultas diagnosticadas com c\u00e2ncer<\/span> Read More &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_eb_attr":"","site-sidebar-layout":"no-sidebar","site-content-layout":"page-builder","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"disabled","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"disabled","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"class_list":["post-346","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=346"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":529,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/346\/revisions\/529"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/oncofertilidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}