Ilustração Nanã e Oxalá

O livro Nanã e Oxalá Criam os Seres Humanos foi inspirado na mitologia africana de matriz yorùbá, que se refere aos povos da África Ocidental (principalmente Nigéria, Benim e Togo), bem como à sua língua e cultura.


Na forma de entender e perceber o mundo, baseada em múltiplas sensações e na relação com a ancestralidade yorùbá, os seres humanos e a natureza (fauna e flora) são compreendidos como seres integrados. Todos os seres vivos são sagrados. Não existe divisão entre o bem e o mal, como acontece, por exemplo, na cosmovisão judaico-cristã. Existe, sim, a lei de ação e reação: tudo o que se faz é regido por regras extremamente rigorosas nas relações de cuidado com o outro.

Contato: secretaria.uniafro.ufrgs@gmail.com

RECURSOS DE
ACESSIBILIDADE

Este é um livro multiformato, feito para garantir que todas as pessoas tenham acesso ao seu conteúdo, independentemente de suas necessidades ou preferências de leitura.

Assim, o livro conta com diferentes formatos:

  • Texto em Linguagem Simples;
  • Impressão em tinta e em braille;
  • Comunicação Aumentativa e Alternativa – texto e prancha;
  • Fonte ampliada e amigável para pessoas disléxicas;
  • Libras e Legendas;
  • Narração em áudio e Audiodescrição;
  • Livro interativo online e livro em PDF para baixar.

Desse modo, desejamos que este livro auxilie na implementação da Lei no 10.639/03 (que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN para tornar obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em todas as escolas do país), assim como da Lei no 13.146/2015 - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) e do art. 5°, VI, da Constituição Federal de 1988, abordando as questões que permeiam o direitos humanos, para que, de forma lúdica, prazerosa e, principalmente, respeitosa, esse livro possa ser socializado por todas as pessoas.

Boa leitura!

UM LIVRO
MUITOS FORMATOS

Acessar Livro Online

LIVRO ONLINE

versão interativa do livro, para ler online
como se estivesse folheando as páginas

Acessar Livro em PDF

LIVRO PDF EM ALTA


LIVRO PDF EM BAIXA

arquivo para download,
ideal para ler offline ou imprimir

DICAS PARA
PROFESSORES
E PROFESSORAS

Desde os tempos antigos, em diferentes partes do mundo, as pessoas tentam entender os mistérios da vida, da morte e da natureza. Um dos temas mais interessantes é o da criação da humanidade. Nas escolas, o currículo ainda é muito voltado para a Europa. Por isso, a maioria dos alunos conhece apenas as mitologias judaico-cristã, grega e romana.
Na mitologia judaico-cristã, os seres humanos foram criados por Deus e descendem de Adão e Eva. Na mitologia grega, os seres humanos foram criados por Prometeu, que os moldou com barro. Na mitologia romana, os primeiros habitantes vieram de Rômulo e Remo, irmãos criados por uma loba e um pastor, que fundaram a cidade de Roma.

Mas e na África, como se explica a origem da humanidade?
A África é um continente muito grande, com 54 países, e por isso existem muitas histórias diferentes sobre a criação do mundo e das pessoas. É importante sempre identificar de qual povo ou cultura estamos falando.
O livro "Nanã e Oxalá criam os seres humanos" foi inspirado na mitologia africana Yorùbá. O termo Yorùbá se refere aos povos da África Ocidental (principalmente da Nigéria, Benim e Togo), além da sua língua e cultura. Na visão de mundo Yorùbá, seres humanos, animais e plantas fazem parte de um mesmo todo. Todos os seres vivos são sagrados. Não existe uma divisão entre bem e mal, como na tradição judaico-cristã. O que existe é a lei de ação e reação: tudo o que fazemos tem consequências e deve seguir regras de respeito e cuidado com o outro.

"O Universo visível é uma camada externa e concreta de um universo invisível e vivo constituído de forças em perpétuo movimento. No interior dessa vasta unidade cósmica, tudo está ligado, tudo é solidário. E o comportamento do ser humano em relação a si mesmo e ao mundo que o cerca é objeto de regras extremamente precisas [...]".

(KITABU, 2005, p. 24)

Ilustração

Nessa perspectiva:
1. Os seres humanos vivem no Àiyé, o mundo visível.
2. Os Òrişà vivem no Òrun, o mundo invisível.
3. Os Òrişà são divindades que fazem a ligação entre os seres humanos e o ser supremo, Olorun (ou Olódùmarè).

As tradições de matriz africana - como o Candomblé (Bahia e Rio de Janeiro), o Batuque (Rio Grande do Sul) e o Tambor de Mina (Maranhão) - não são religiões africanas. Isso porque o conceito de "religião" vem do pensamento judaico-cristão, que entende a fé como uma ligação entre o ser humano e o divino. Nas tradições africanas, as divindades são parte da natureza e também fazem parte do ser humano (especialmente do seu Orì, que representa a cabeça e a consciência). Essas tradições formam um complexo modo de vida, com valores e saberes próprios. Elas incluem a filosofia Ubuntu, a visão de mundo Òrun/Àiyé (vida e morte), a oralidade, a ancestralidade, entre outros aspectos. Por isso, chamar essas tradições apenas de "religiões" é limitá-las, pois elas são muito mais amplas - englobam cultura, filosofia e espiritualidade.

Ilustração

Antes de ler o livro com os alunos, contextualize o tema:

• Apresente o continente africano e os povos Yorùbá;
• Use mapas, fotos, músicas (como as do grupo llê Aiyê), entre outros recursos;
• Faça uma leitura multicultural, comparando histórias de diferentes povos do mundo.

O objetivo é que este livro ajude a aplicar a Lei 10.639/03 (que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira) e também o Artigo 5o, VI, da Constituição Federal de 1988, que garante a dignidade da pessoa humana. Assim, de forma divertida, respeitosa e educativa, este conteúdo pode ser compartilhado com todos.

Na visão de mundo Yorùbá, seres humanos, animais e plantas fazem parte de um mesmo todo. Todos os seres vivos são sagrados. Não existe uma divisão entre bem e mal, como na tradição judaico-cristã. O que existe é a lei de ação e reação: tudo o que fazemos tem consequências e deve seguir regras de respeito e cuidado com o outro.

Ilustração

AUTORIA
Tanara Forte Furtado

PROJETO GRÁFICO
Eduardo Cardoso - COM ACESSO/E-LAB UFRGS

ILUSTRAÇÕES
Stefan Von Der Heyde Fernandes

LIVRO ON-LINE:
Eduarda Rodrigues Moreira

COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
Eduardo Cardoso
Símbolos pictográficos de propriedade do Governo de Aragão por Sérgio Palao para ARASAAC (http://www.arasaac.org) - Licença Creative Commons BY-NC-SA.

CONSULTORIA
Daianne Serafim Martins

INTERPRETAÇÃO EM LIBRAS
Lucas Terres
Ana Luisa Silva Nunes

AUDIODESCRIÇÃO
Eduardo Cardoso
Gabriel Pires Sole

CONSULTORIA
Rafael Braz

NARRAÇÃO
Beatriz Gonçalves Pereira (Mãe Bia de Yemanjá)

CONSULTORIA EM MITOLOGIA AFRICANA DE MATRIZ YORÙBÁ
Rodrigo Monteiro Rodrigues (Ọ̀nà Abyàṣẹ̀ (Orúko))

IMPRESSÃO EM BRAILLE
Felipe Viaro - COM ACESSO/E-LAB UFRGS

REVISÃO EM BRAILLE
Cristina da Silva Silveira Fumaco - Incluir UFRGS

TIRAGEM
400 Exemplares

WEB DESIGN - NAPEAD
Igor Reche

DESENVOLVIMENTO WEB - NAPEAD
Leonardo Chaves Comoretto

PROJETO VINCULADO AO PROGRAMA DE EXTENSÃO
Diálogos sobre ERER e a Educação Básica e a 7a edição do Curso de Aperfeiçoamento

UNIAFRO
Política de Promoção da Igualdade Racial na Escola, ofertado pelo Centro de Formação Continuada de Professores da UFRGS (FORPROF/UFRGS)

ESTA OBRA FOI FINANCIADA PELA POLÍTICA NACIONAL DE EQUIDADE, EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA - PNEERQ

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009.
BENITES, JOSÉ. Dicionário yoruba português. 6a Edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2021.
LOPES, Nei. Kitábu: O Livro do Saber e do Espírito Negro-Africanos. São Paulo: Editora Senac, 2021.
NASCIMENTO, ELISA LARKIN. Adinkra: Sabedoria em símbolos Africanos. Rio de Janeiro: Pallas, 2009.
SANTOS, Juana Elbein. dos. Os Nagô e a Morte. Rio de Janeiro: Vozes, 1977.