Paleotocas foram encontradas em vários estados brasileiros. Famosas, na história da Paleontologia de Vertebrados do Brasil, são as
grutas com restos fósseis de vertebrados explorados pelo cientista Lund na Bahia, mas trata-se de cavernas em rochas calcárias formadas por águas
correntes e ocupadas posteriormente por animais. Não são tocas cavadas por estes animais.
No Sul do Brasil, os restos de abrigos subterrâneos são abundantes nos estados do Rio Grande do Sul. Nestas regiões, um trabalho criterioso pode encontrar várias
estruturas (paleotocas e/ou crotovinas) em alguns dias de campo.
Nos estados de São Paulo e Paraná, por outro lado, paleotocas parecem ser muito raras.
No estado de Santa Catarina, 20 estruturas entre paleotocas, crotovinas e dolinas (paleotocas desabadas) foram descobertas
no município de Urubici, além de várias estruturas nos municípios de Vidal Ramos, Leoberto Leal e Brusque (http://picasaweb.google.com/givago.sc/Caverna#).
No estado do Rio Grande do Sul foram encontradas muitas estruturas (paleotocas ou, mais comumente, crotovinas). Há estruturas em nos municípios de
São José dos Ausentes, Riozinho, Agudo, Cristal, Cambará do Sul, Gramado, Chuvisca, Encruzilhada do Sul, Soledade e São Lourenço do Sul.
Em muitos municípios na Região Metropolitana de Porto Alegre foram localizadas estruturas: Alvorada, Viamão, Novo Hamburgo, Estância Velha, Campo Bom,
Sapiranga, Montenegro, Santa Maria do Herval e São Leopoldo, entre outros. Somente em Campo Bom, por exemplo, foram encontradas 5 ocorrências,
cada uma composta por várias crotovinas.