Em Paleontologia é possível, às vezes, usar um fóssil para determinar com grande precisão a idade da rocha na qual o fóssil foi encontrado. Isso se
aplica especialmente a microfósseis, pequenas conchas e algas, normalmente marinhas, que viveram durante pouco tempo no Planeta (poucos milhões de
anos) e que, de preferência, tiveram distribuição planetária. Esses são os "fósseis-guia". Ao contrário, animais que viveram durante muitas dezenas de
milhões de anos não são úteis para determinar a idade das rochas.
No caso de rochas, o ramo da geologia denominado de "Petrologia" consegue, através de métodos sofisticados que usam isótopos, determinar a idade de
uma rocha magmática ou metamórfica. Por exemplo, coleta-se um basalto do Planalto gaúcho e obtém-se uma idade como "132 milhões de anos mais ou menos
2,5 milhões".
Na Arqueologia, restos de fogueiras permitem usar o método do Carbono 14 para saber qual é a idade das cinzas, um método muito bom e de alta precisão.
Nada disto funciona com as paleotocas. Um buraco não é datável. Simplesmente assim. É claro que o limite
inferior de idade é a idade das rochas na qual o buraco foi escavado, o que não adianta muito, já que as rochas são muito mais velhas que as estimativas mais
arriscadas para as paleotocas. Esta é a grande dificuldade na discussão da idade das paleotocas. Entretanto, como elas se situam próximos à
superfície, sua idade deve ser inferior a 500.000 anos. Mas isto é apenas um palpite. Provavelmente estamos lidando com paleotocas de idades muito
diferentes, construídas por várias espécies de mamíferos escavadores ao longo das últimas centenas de milhares de anos.