Estruturas no Exterior

Na América do Norte e na Europa, paleotocas com as dimensões encontradas na América do Sul são completamente desconhecidas. Estas regiões foram varridas por quatro grandes glaciações nos últimos 600.000 anos. As geleiras que se formaram durante as glaciações funcionaram como grandes tratores de esteira, destruindo a paisagem por onde passaram. Se havia paleotocas, não sobrou nenhuma. Nós contactamos vários fóruns de espeleologia europeus e discutimos com os participantes a questão das paleotocas, mas eles nunca ouviram falar de estruturas deste tipo, tanto assim que não existe um palavra em alemão, por exemplo, para designa-las. Em inglês existe o termo "palaeoburrows", mas o termo aplica-se não somente a paleotocas, mas principalmente a tubos cavados por invertebrados como vermes, minhocas, etc. Estes tubos, encontrados em sedimentos de antigos lagos e mares, naturalmente são finos (poucos milímetros a centímetros) e curtos (até algumas dezenas de centímetros). Um artigo em inglês, por exemplo, fala de "giant palaeoburrows" da Antártida, mas são estruturas com até um metro de comprimento e 30 centímetros de espessura, muito menores que as paleotocas que nós encontramos no Brasil.

Na América do Sul, por outro lado, paleotocas são comuns. Na Argentina há vários pesquisadores que já se ocuparam com estas estruturas e do Chile se conhece tocas com restos de preguiças gigantes.

Teoricamente deveria haver paleotocas na África mas, até o momento, não temos conhecimento de nenhuma ocorrência.




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