Dois anos depois, ativista do Greenpeace é condenado por danificar patrimônio histórico no Peru

Dois anos depois, ativista do Greenpeace é condenado por…

Em 2014, durante Conferência das Partes da ONU sobre o Clima (COP20), em Lima, Peru, um grupo de doze ativistas da Greenpeace liderados pelo arqueólogo austríaco Wolfgang Sadik adentrou no deserto de Nasca, localizado no centro-sul do país e onde são encontradas pinturas milenares de povos nativos. Juntos, escreveram uma enorme mensagem em amarelo em cima das antigas pinturas que datam dos anos 400 e 650 antes de Cristo. A frase “Time for change! The future is renewable. Greenpeace” (É hora de mudar! O futuro é renovável) era direcionada para os lideres mundiais presentes na Conferência.

Em 18 de maio deste ano, o Tribunal da cidade de Nasca condenou Wolfgang a dois anos e quatro meses de prisão, com direito à liberdade condicional e multa de quase US$ 200 mil dólares por marginalizar os geoglifos (figuras feitas no chão), considerados patrimônio cultural pela UNESCO. O arqueólogo assumiu responsabilidade por danificar o enorme beija-flor, e, na época que a vandalização ocorreu, o Greenpeace emitiu uma nota lamentando o acontecimento e pedindo desculpas ao povo do país sul-americano.

Ainda, de acordo com o jornal La República, os outros membros não se apresentaram à Justiça. Eles terão que se apresentar na primeira semana do mês de Julho para ouvirem suas sentenças, durante a próxima audiência do processo.