Frevo completa 10 anos como patrimônio cultural no Brasil

Frevo completa 10 anos como patrimônio cultural no Brasil

Em 2017, o frevo completa 10 anos como patrimônio cultural no Brasil, a partir da sua inscrição no “Livro de Registro das Formas de Expressão” do Iphan.

Posteriormente, em 2012, foi declarado  como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela Unesco.

O frevo surgiu em Pernambuco, entre o fim do século XIX e o início do século XX, como um ritmo heterogêneo, nascido dos maxixes (composição trazida por escravos africanos), polcas (dança austro-húngara), marchas de carnaval, entre outros. O gênero originalmente não possuía letra. Porém, a partir do variado repertório das bandas de música locais, resultou em três formas que permanecem até os dias atuais: o frevo de rua, o frevo de bloco e o frevo-canção.

O nome frevo tem origem na palavra “ferver”, que na pronúncia do povo tornou-se “frever”. O significado é o mesmo de fervura, ou seja, agitação. O termo teria sido usado pela primeira vez em um periódico chamado “Jornal Pequeno”. A publicação, nascida no final do século XIX na capital pernambucana, teve grande circulação entre essa comunidade até primeira metade do século XX.

A música/dança é bastante difundida nas ruas de Recife, Olinda e nas demais festas espalhadas por Pernambuco. Existem inúmeros passos de frevo, que misturam rodopios, agachamento e levantamento de pernas, em um ritmo frenético.

 

Foto: Flickr Fotografias Prefeitura de Recife