Educação Patrimonial

Programação da Semana do Patrimônio do SPH

O SPH recebeu um convite da Secretaria da Cultura do RS para participar das atividades de celebração ao Dia Estadual do Patrimônio Cultural, comemorado no dia 17 de agosto, que irão acontecer em todo o estado! As atividades organizadas pelo SPH vão do dia 12 a 17 de agosto, todas localizadas no Campus Centro da UFRGS.

PROGRAMAÇÃO:

  • Exposição fotográfica: 1ª Geração de Prédios Históricos da Universidade: 20 anos do Projeto Resgate do Patrimônio Histórico e Cultural da UFRGS, do fotógrafo e professor César Vieira (Prédios Históricos da UFRGS)

Durante toda a Semana do Patrimônio, de 12 a 17 de agosto, a exposição “1ª Geração de Prédios Históricos da Universidade: 20 anos do Projeto Resgate do Patrimônio Histórico e Cultural da UFRGS”, do fotógrafo e professor César Vieira (Prédios Históricos da UFRGS), estará aberta ao público no Centro Cultural da UFRGS, de segunda a sexta das 9h às 21h, e no sábado das 9h às 17h.

  • Céu como Patrimônio Histórico, Cultural e Natural

A roda de conversa “Céu como Patrimônio Histórico, Cultural e Natural” permitirá uma compreensão ampla sobre o entendimento e conceituação acerca do patrimônio imaterial, tendo como ponto de partida o céu como Patrimônio Histórico, Cultural e Natural da humanidade sob a perspectiva de diferentes povos e culturas. Ele ocorrerá no dia 13 de agosto, das 14h às 18h, no Observatório Astronômico da UFRGS. Link para inscrição de servidores da UFRGS (para obter certificado): https://bit.ly/2Y6P3DF e link para inscrição de pessoas externas: https://bit.ly/2Yko0jE.

 

  • Patrimônio Histórico e Memória da UFRGS

O curso “Patrimônio Histórico e Memória da UFRGS” tem o objetivo de apresentar os prédios históricos da UFRGS e o trabalho sobre eles desenvolvido, ressaltando a importância da memória e da preservação, de modo a fortalecer a identidade institucional. Ocorrerá no dia 14 de agosto, das 14h às 18h , no Prédio Centenário da Escola de Engenharia (sala 106). As inscrições podem ser feitas por servidores da UFRGS até o dia 07/08 em https://bit.ly/32WGIkH e pelo público externo em https://bit.ly/2JYNPSx.

 

  • Visitas Guiadas Teatralizadas pelos Prédios Históricos da UFRGS e Contação de Histórias

No dia 16 de agosto teremos duas atividades: contação de história, pelo projeto Conta Mais, com o livro “O Segredo da Chuva” do autor indígena Daniel Munduruku, das 14h Às 14h30; e das 14h30 às 16h uma visita guiada pelos prédios históricos da Universidade com participação de alunos de Teatro da UFRGS, que irão apresentar uma esquete teatral. Ambas as atividades serão realizadas no Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro).

 

  • Desenho com o Grupo Croquis Urbanos Porto Alegre

No sábado, dia 17 de agosto, das 10h às 12h, haverá uma reunião para desenhar um ou mais prédios históricos da UFRGS in loco com o Grupo Croquis Urbano. A atividade ocorrerá na frente da Rádio da Universidade, no Campus Centro.

 

Notícias

Bolsistas do SPH conquistam segundo lugar em concurso do…

Vitor Prates, Beatriz Arruda e Letícia Durlo, graduandos de Arquitetura e Urbanismo na UFRGS, conquistaram o segundo lugar no II Concurso IAB Day – Revivendo o Castelinho, no último sábado (27), em Erechim. O projeto da equipe, formada por dois bolsistas do Setor de Patrimônio Histórico da UFRGS, Vitor e Beatriz, concorreu com outros 4 projetos na etapa final, diante de 5 jurados técnicos que avaliaram os trabalhos dentro dos conceitos de arquitetura e patrimônio histórico. Cada proposta deveria prever um novo uso para o Castelinho, atração turística municipal e patrimônio histórico do Rio Grande do Sul.

Os bolsistas frisaram o desafio de se projetar a partir de um edifício histórico: “é preciso pensar em como garantir acessibilidade e como fazer com que tenha um conceito de projeto mesmo trabalhando com algo pré-existente, que já possui sua história e um significado para a população da cidade”, explica Beatriz. A experiência como bolsistas no Setor de Patrimônio Histórico também foi algo mencionado pelos alunos: “a gente vê o quanto aprendemos no SPH, continuamos aprendendo e conseguimos aplicar em outros lugares”, reconhece Beatriz e Vitor completa, “a gente vê o nosso trabalho e estudo sobre patrimônio histórico sendo valorizado”.

O IAB Day, realizado pelo Núcleo Regional José Albano Volkmer – Erechim/RS do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/RS, tem a intenção de fomentar a criatividade de alunos e profissionais de Arquitetura e Urbanismo, incentivando a valorização do patrimônio histórico edificado e a discussão sobre a pluralidade que envolve seu uso. Nesta edição o concurso teve como foco o Castelinho, o prédio em madeira mais antigo da cidade, construído entre 1912 e 1915, que serviu para abrigar a Comissão de Terras do Estado do Rio Grande do Sul, órgão que projetou e demarcou as ruas e lotes de Erechim.

Notícias

UFRGS TV inicia produção de documentário sobre a Capelinha

Na última quinta-feira (11/04), a equipe técnica do SPH acompanhou a UFRGS TV em uma visita à Capela de São Pedro, conhecida como Capelinha, localizada no Setor 1 da Estação Experimental Agronômica da UFRGS (EEA-UFRGS). O objetivo foi captar imagens para a produção de um documentário sobre a história do prédio, que terá seu processo de restauro iniciado ainda neste ano graças aos doadores pessoa física, que contribuiram por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura para a consquista do valor integral necessário para a execução do projeto.

Informações mais detalhadas e as etapas do projeto podem ser acompanhadas pelo Versalic, portal de transparência da Lei Rouanet, através do link: http://versalic.cultura.gov.br/#/projetos/145526

O patrimônio da UFRGS agradece a todos que contribuíram e apoiaram para o êxito desta etapa do projeto!

Fotos: Wellington Guterres Félix

Notícias

Projeto de pesquisa da UFRGS inicia organização de acervo

No dia 18 de janeiro, sexta-feira, em torno de 24 mil fotografias do acervo da CEEE foram disponibilizadas para a UFRGS, com o intuito de que sejam tratadas, acondicionadas de forma correta e organizadas contextualmente.

Isto ocorrerá por meio de um projeto de extensão, articulado pela professora da Arquivologia Valéria Bertotti e pelo fotógrafo aposentado da CEEE Fernando Vieira, e que contará também com a participação de cinco estagiários do curso de arquivologia. O projeto será executado no LEPARQ (Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão do Curso de Arquivologia) da UFRGS.

As fotografias, tiradas entre as décadas de 40 e 80, retratam as obras da companhia, a atuação da CEEE no cotidiano e as figuras políticas envolvidas com os grandes empreendimentos. Há registros, por exemplo, do ex-presidente João Goulart na inauguração da Usina Hidrelétrica Leonel de Moura Brizola e da construção da Usina Hidrelétrica Passo Real.

Foram aproximadamente dois anos de trabalho, entre questões burocráticas, consentimentos e apresentações do projeto, para que a proposta fosse posta em prática. Com a cooperação das funcionárias da empresa, Bruna de Azambuja (assessora de comunicação) e Leticia Jardim (responsável técnica), foi possível concretizar o vínculo entre as duas instituições. Então, do dia 14 ao dia 18 de janeiro, a equipe da UFRGS recolheu 16 caixas de material, proveniente de um dos vários armários do acervo fotográfico físico da CEEE.

Está previsto cerca de um ano de trabalho para a organização desta primeira fase do acervo. Posteriormente, os organizadores não descartam prosseguir com uma segunda etapa do projeto, que abrangeria as fotografias a partir dos anos 80, já com imagens captadas pelo próprio Fernando Vieira. Neste contexto, a segmentação do período de origem das fotografias se deve a forma de organização: nesta amostragem elas se encontram dentro de envelopes, com seus negativos na parte externa; tal método foi alterado na década de 80.

De acordo com a professora, “a fotografia sempre esteve presente na CEEE, tendo inclusive um setor próprio dentro da assessoria de comunicação”. A prática era inicialmente muito ligada aos engenheiros e às questões técnicas, porém é perceptível a preocupação em registrar também cidades, usinas, a vila operária e diversos aspectos de questões sociais ligadas a CEEE e, por conseguinte, o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.

Ao que se refere ao papel da arquivologia neste projeto, é possível dizer que a tarefa mais difícil é a compreensão dos porquês das fotografias. O porquê de ter sido tirada, de ter sido reproduzida em outra fase e de ter a possibilidade de um novo uso. Assim, os arquivologistas estudam o processo de gênese e as outras atividades que trouxeram à tona os documentos, como celebrações de aniversário e exposições, para posteriormente concluírem suas análises acerca da potencialidade de cada fotografia.

No momento, a equipe está reunindo os elementos para entender seu contexto arquivístico. Ainda serão construídos os instrumentos de organização e posteriormente serão identificadas as fotografia para digitalização, visando a construção de um banco de dados de imagens representativas disponível para a sociedade em geral. A ideia do acordo entre UFRGS e CEEE é publicizar o material, com exposições e com possibilidade de pesquisa, inicialmente no LEPARQ e depois no Centro Cultural da CEEE Érico Verissimo.

Além da geração de energia

A CEEE foi responsável por grandes obras e serviços no Rio Grande do Sul, gerando repercussões nos locais pelos quais passou e nas vidas de seus funcionários.

O Salto do Jacuí, por exemplo, antes da chegada da companhia, era uma zona isolada e habitada apenas por alguns proprietários de terras. Porém, em decorrência da construção de uma barragem, a Maia Filho, e de uma usina hidrelétrica, a Leonel Brizola, inauguradas em 1962, a área rapidamente começou a abrigar mais pessoas; os funcionários e algumas famílias se mudaram para o que é hoje um município de 12 mil habitantes. Na época, a CEEE construiu uma vila com mais 300 casas, que possuía inclusive um hospital, e cuja estrutura movimentava a região.

Em Porto Alegre não era diferente: “existia um centro chamado CETAF que hoje fica a UERGS, que era o centro de treinamento da CEEE. Os alunos ficavam um ano neste centro, tendo aulas de português e matemática e ainda faziam um curso de eletricista; também haviam cursos de aperfeiçoamento e até mesmo um hotel lá dentro.” conta, Fernando.